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Danny Kaye em "O Homem das Sete Vidas" (The Secret Life of Walter Mitty, 1947), de Norman Z. McLeod

Depois de Os Irmãos Marx, Monty Python, Mel Brooks e Jerry Lewis, o quinto tomo do super-ciclo “Os Reis da Comédia” traz-nos Danny Kaye, um comediante americano, hoje estranhamente caído no esquecimento, mas que foi um dos mais populares actores e entertainers do seu tempo.

Sem o virtuosismo técnico de um Gene Kelly, a inventividade absurda de um Jerry Lewis, ou a voz incomparável de um Frank Sinatra, Danny Kaye fez carreira na comédia musical, sem nunca protagonizar super-produções como os grandes clássicos da MGM. Era, no entanto, melhor actor que eles, especializando-se numa comédia de enganos de argumentos delirantes, um humor físico evocativo do antigo burlesco, canções cómicas e diálogos alucinantes de rimas aliterativas e charadas trava-línguas inesquecíveis, uma mímica facial imbatível, e uma grande competência no canto e na dança.

Com personagens bem escolhidos, uma alegria em palco e em tela, uma colaboração duradoura com a sua esposa, pianista, compositora e letrista Sylvia Fine, e um rosto bondoso que encarnava sem dificuldade os seus personagens atrapalhados, mas bem dispostos, Kaye foi estrela de cinema, televisão e rádio, gravou discos de sucesso, e atravessou continentes em digressões de palco, muitas vezes de beneficência, quer no entretenimento das tropas norte-americanas, quer como embaixador da UNICEF.

É essa carreira que aqui se vai homenagear, em catorze filmes, quem sabe, ajudando a recuperar o interesse por este actor ímpar de atributos inigualáveis, que tantos momentos de génio nos trouxe no domínio da comédia musical de Hollywood.

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