Universos Paralelos – 24 – O universo detectivesco de Philip Marlowe

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Universos Paralelos - 24 - O universo detectivesco de Philip Marlowe

Pode ouvir aqui o vigésimo quarto episódio de Universos Paralelos:
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Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no website Segundo Take.

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Universos Paralelos – 24 – O universo detectivesco de Philip Marlowe

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Universos Paralelos

Na segunda-feira completamos dois anos, com o vigésimo quarto episódio de Universos Paralelos, da autoria do António Araújo (Segundo Take), do José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e do Tomás Agostinho (Imaginauta).

Nele, vamos investigar o universo detectivesco de Philip Marlowe, a mais célebre criação de Raymond Chandler:
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O universo detectivesco de Philip Marlowe

Raymond Chandler

Em 1932, aos 44 anos, Raymond Chandler virou-se para a escrita depois de perder o emprego como executivo numa empresa petrolífera. Por esta altura, já tinha tido experiência para várias vidas. Nascido em Chicago em 1888, viveu com a mãe em Londres depois do pai abandonar a família. Naturalizado inglês para se tornar funcionário público, Chandler viria a virar as costas a essa actividade para experimentar sem sucesso uma carreira no jornalismo. O suicídio do amigo autor e poeta Richard Barham Middleton, que considerava ser mais talentoso do que o próprio, impressionou-o e desmoralizou-o de prosseguir uma carreira na escrita nesse momento. De regresso aos EUA, foram precisas várias actividades profissionais, as trincheiras da Primeira Grande Guerra em França e a Grande Depressão, ajudadas pelo alcoolismo, absentismo, volatilidade e avanços impróprios sobre colegas femininas, para se encontrar no desemprego e obrigar-se a escrever ficção pulp como meio de subsistência.

Depois de publicar textos na revista Black Mask e vários contos, o primeiro romance “The Big Sleep”, em 1939, viu nascer o detective Philip Marlowe, a sua criação definitiva. Juntamente com outros autores contemporâneos, como Dashiell Hammemett, James M. Cain ou Mickey Spillane, foi um dos nomes responsáveis pelo estilo hard-boiled. Numa reacção aos rígidos costumes, moralismo social e sexual, fundamentalismo religioso e exploração capitalista da era vitoriana — frequentemente alvo de ácidas farpas nos textos de Chandler —, e na sequência da violência do crime organizado e da corrupção do sistema legal americano durante a Proibição da segunda década do século XX, os romances hard-boiled criaram, com os seus detectives cínicos, anti-heróis que gastavam a sola dos sapatos nas ruas violentas e navegavam a linha ténue entre os criminosos e os agentes da lei. Não espanta, portanto, que este género tenha andado de mão dada com o film noir na sétima arte, servindo de base a inúmeras adaptações ao grande-ecrã.

Marlowe, não só substituiu os protagonistas dos contos anteriores de Chandler em edições futuras, como protagonizou as restantes histórias e romances escritos pelo autor, como os celebrados “Farewell, My Lovely” (1940) ou “The Long Goodbye” (1953). Dos oito romances publicados — o último, “Poodle Springs”, foi completado por Robert B. Parker trinta anos depois da morte de Chandler, em 1959 — apenas “Playback” (1958) não foi adaptado ao cinema, sendo que alguns foram-no mais do que uma vez. Assim, e apesar do retrato icónico de Philip Marlowe por Humphrey Bogart — “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, Howard Hawks, 1946) —, muitos foram os actores que vestiram a gabardina e o chapéu do detective: George Sanders, Lloyd Nolan, Dick Powell, George Montgomery, Robert Montgomery, na década de quarenta, James Garner, em 1969, Robert Mitchum (o único actor que interpretou Marlowe por duas vezes) e o improvável Elliot Gould na década de setenta, e, por fim, James Caan, no final dos anos noventa.

Além de influenciar estilisticamente a literatura popular americana, Raymond Chandler também escreveu para cinema, adaptando obras de outros autores — “Pagos a Dobrar” (Double Indemnity, Billy Wilder, 1944), adaptando James M. Cain em colaboração com o realizador, ou “O Desconhecido do Norte-Expresso” (Strangers on a Train, Alfred Hitchcock, 1951), numa adaptação, com Czenzi Ormonde, de um romance de Patricia Highsmith — e escrevendo argumentos originais, como “A Dália Azul” (The Blue Dahlia, George Marshall, 1946). No entanto, interessa-nos aqui a sua criação central, Philip Marlowe, o seu papel na definição do estilo hard-boiled e os vários retratos do detective privado no cinema, tanto no contexto do film noir como em adaptações posteriores.

António Araújo, Agosto de 2019.

 

Fontes primárias

Romances

  • The Big Sleep (1939) Alfred A. Knopf, New York
  • Farewell, My Lovely (1940) Alfred A. Knopf, New York
  • The High Window (1942) Alfred A. Knopf, New York
  • The Lady in the Lake (1943) Alfred A. Knopf, New York
  • The Little Sister (1949) Hamish Hamilton, London
  • The Long Good-bye (1953) Hamish Hamilton, London
  • Playback (1958) Hamish Hamilton, London
  • Raymond Chandler deixou um romance inacabado, completado em 1989 por Robert B. Parker como Poodle Springs

Colecções de contos / novelas

  • Five Murderers (1944) Avon Books, New York
  • Five Sinister Characters (1945) Avon Books, New York
  • Red Wind (1946) World Publishing Co, Cleveland, OH
  • Spanish Blood (1946) World Publishing Co, Cleveland, OH
  • Finger Man, and Other Stories (1947) Avon Books, New York
  • The Simple Art of Murder (1950) Houghton Mifflin Harcourt, Boston
  • Trouble Is My Business (1950) Penguin Books, Harmondsworth
  • Pick-up on Noon Street (1952) Pocket Books, New York
  • Smart-Aleck Kill (1953) Hamish Hamilton, London
  • Pearls Are a Nuisance (1958) Hamish Hamilton, London
  • Killer in the Rain (1964) Hamish Hamilton, London
  • The Smell of Fear (1965) Hamish Hamilton, London

Cinema

  • Falcão Detective (The Falcon Takes Over, Irving Reis, 1942). Adaptação de “Farewell My Lovely” com o detetive Falcon substituindo Marlowe. George Sanders interpretou Falcon
  • Time to Kill (Herbert I. Leeds, 1942). Adaptação de “The High Window” com o detetive Michael Shayne no lugar de Marlowe. Lloyd Nolan é Shayne
  • Enigma (Murder, My Sweet, Edward Dmytryk, 1944). Adaptação de “Farewell My Lovely”. Dick Powell como Marlowe
  • À Beira do Abismo (The Big Sleep, Howard Hawks, 1946). Humphrey Bogart como Marlowe
  • A Dama do Lago (Lady in the Lake, Robert Montgomery, 1947). Robert Montgomery como Marlowe
  • A Moeda Maldita (The Brasher Doubloon, John Brahm, 1947. Adaptação em produção britânica de “The High Window”. George Montgomery interpreta Marlowe
  • Detective em Acção (Marlowe, Paul Bogart, 1969). Adaptação de “The Little Sister”. James Garner como Marlowe
  • O Imenso Adeus (The Long Goodbye, Robert Altman, 1973). Elliott Gould interpreta Marlowe
  • O Último dos Duros (Farewell, My Lovely, Dick Richards, 1975). Robert Mitchum interpreta Marlowe
  • O Sono Derradeiro (The Big Sleep, Michael Winner, 1978). Robert Mitchum interpreta Marlowe

Rádio e Televisão

  • Lux Radio Theatre, Murder My Sweet, adaptação do filme de 1944, CBS, 11 de junho de 1945 (Dick Powell como Marlowe)
  • The New Adventures Of Philip Marlowe, série de rádio da NBC, 17 de junho de 1947 a 9 de setembro de 1947. (Van Heflin como Marlowe)
  • Suspense, rádio CBS, 10 de janeiro de 1948 (participação na série com Robert Montgomery em The Adventures of Sam Spade (crossover), “The Kandy Tooth”)
  • Hollywood Star Time, Murder My Sweet, adaptação do filme de 1944, rádio CBS, 8 de junho de 1948 (Dick Powell como Marlowe)
  • The Adventures Of Philip Marlowe, série da rádio CBS, 26 de setembro de 1948 até 15 de setembro de 1951. (Gerald Mohr como Marlowe)
  • Climax!, The Long Goodbye, adaptação do livro, TV CBS, 7 de outubro de 1954 (Dick Powell como Marlowe)
  • Philip Marlowe, TV ABC, 6 de outubro de 1959 até 29 de março de 1960. (Philip Carey como Marlowe)
  • Philip Marlowe, Private Eye, Sére da London Weekend Television/HBO Television, 16 de abril de 1983 até 18 de maio de 1983, 27 de abril de 1986 até 3 de junho de 1986) (Powers Boothe como Marlowe)
  • The BBC Presents: Philip Marlowe, Série de rádio da BBC, 26 de setembro de 1977 até 23 de setembro de 1988. (Ed Bishop como Marlowe)
  • Fallen Angels, “Red Wind”, adaptação do conto, Showtime Television, 26 de novembro de 1995. (Danny Glover como Marlowe)
  • Crime no Nevada (Poodle Springs), adaptação do livro “Poodle Springs” (um fragmento completado por Robert B. Parker), filme da HBO Television, 25 de julho de 1998. (James Caan como Marlowe)

 

Fontes secundárias

Literatura

  • Triste, solitario y final (de Osvaldo Soriano, 1974. Marlowe aparece como uma personagem)
  • Raymond Chandler’s Philip Marlowe: a Centennial Celebration (colecção de contos de outros autores, ed. Byron Preiss, 1988, ISBN 1-59687-847-9, e 1999, ISBN 0-671-03890-7, com duas novas histórias)
  • Poodle Springs (de Robert B. Parker, 1990, finalização do livro de Chandler)
  • Perchance to Dream (de Robert B. Parker, 1991, escrito como uma sequência para The Big Sleep)
  • Orange Curtain (de John Shannon; Marlowe aparece aposentado como uma pessoa real modelada conforme as novelas de Chandler)
  • Dealer’s Choice (de Sara Paretsky; sátira dos detectives particulares usando Marlowe como protagonista)
  • The Singing Detective (de Dennis Potter; o protagonista muda o nome para Marlowe)

Universos Paralelos – 23 – Os meta-gritos de Wes Craven

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Universos Paralelos - 23 - Os meta-gritos de Wes Craven

Pode ouvir aqui o vigésimo terceiro de Universos Paralelos:
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Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no website Segundo Take.

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The Woman in Black 2: Angel of Death, 2015

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The Woman in Black 2: Angel of Death Com o Blitz da Segunda Guerra Mundial a assolar Londres, muitas famílias enviam os seus filhos para fora da cidade. Acontece isso com a escola dirigida por Jean Hogg (Helen McCrory), que com a ajuda da mais jovem Miss Parkins (Phoebe Fox), leva um grupo de crianças para Eel Marsh Manor. Só que, logo à chegada, não é só a decrepitude do lugar que desmoraliza Miss Parkins. Cedo ela começa a ser atormentada por pesadelos, e pela ideia de que há mais alguém na mansão que a vigia e à crianças. Medo esse que se avoluma quando uma das crianças desaparece. Continuar a ler

Universos Paralelos – 23 – Os meta-gritos de Wes Craven

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Na segunda-feira teremos o vigésimo terceiro episódio de Universos Paralelos, da autoria do António Araújo (Segundo Take), do José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e do Tomás Agostinho (Imaginauta).

Desta vez vamos dissecar o subgénero slasher a partir de dentro com a série “Scream”, de Wes Craven:
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Os meta-gritos de Wes Craven

Wes Craven

John Carpenter deu início de forma involuntária, com “O Regresso do Mal” (Halloween, 1978), ao crescimento do subgénero do terror que viria a ficar conhecido como slasher. As grandes produtoras de Hollywood foram imediatamente atrás dos cifrões do sucesso sem precedentes da brilhante produção de baixos custos e altíssimos rendimentos que viu nascer Michael Myers. “Sexta-Feira 13” (Friday the 13th, Sean S. Cunningham, 1980) foi o primeiro sucedâneo confeccionado para as grandes massas que deu origem a um infindável número de sequelas que viram nascer Jason Vorhees, um de três assassinos em série popularizados(!) nos anos oitenta, transformados em autênticos heróis e ícones da cultura popular. O terceiro vértice deste triângulo de figuras que marcaram o zeitgeist desta década, Freddy Krueger, foi, também ele, uma criação “acidental”: Wes Craven não tinha previsto o sucesso de “O Pesadelo em Elm Street” (A Nightmare in Elm Street, 1984), um filme muito pessoal, transformado em franchise pela New Line Cinema na peugada da popularidade crescente do género. É legítimo dizer-se que o realismo visceral da década de setenta deu lugar a fantasias de estética MTV em que o terror mainstream capitalizou com a exploração de (aparentemente) imortais assassinos psicopatas e pedófilos que assombravam os sonhos e as esperanças dos adolescentes incautos, deleitando-se com o vislumbre dos seus interiores e com o carmesim do sangue que jorrou abundantemente dos seus corpos mutilados.

Apesar de Michael, Jason e Freddy arrastarem as suas carcaças (mais ou menos) putrefactas pela década de noventa adentro, quando Wes Craven finalmente regressou a Elm Street, aproveitou a oportunidade para comentar sobre o estado da indústria cinematográfica, nomeadamente do género que nunca conseguiu sacudir com sucesso, e da sua relação com os mitos que criara. “O Novo Pesadelo de Freddy Krueger” (Wes Craven’s New Nightmare, 1994) foi um brilhante e incompreendido exercício de reflexão metafísica que levantou o espelho não só aos criadores dos filmes de terror (na sequência do sucesso do slasher), como aos fãs que idolatraram estes monstros assustadores, retirando-lhes ameaça e, mais importante que tudo, relevância narrativa. Esta, no entanto, não foi a última palavra de Craven sobre o assunto. Numa tempestade perfeita de intenções, juntou-se em 1996 ao argumentista Kevin Williamson e à recém-criada Dimension Films, uma subsidiária dos irmãos Weinstein para cinema de terror fora da alçada da prestigiada Miramax, para a criação de “Gritos” (Scream). Sob a aparência de um típico filme slasher dos anos oitenta, com elenco jovem alinhado para a carnificina, Williamson ofereceu finalmente um filme de terror auto-consciente, ou seja, um filme de terror num universo onde filmes de terror existem e onde os adolescentes comentavam a sua própria representação no grande-ecrã.

Ao reconhecer o legado da cultura popular em que o próprio se inseria, “Gritos” pôde ter o bolo e comê-lo ao mesmo tempo. Ou seja, pôde comentar sobre os lugares-comuns do género ao mesmo tempo que os usava eficazmente. Na sequência do sucesso inesperado, a mesma equipa voltou imediatamente no ano seguinte para uma sequela. Além de estender as suas reflexões espirituosas à mecânica das sequelas, “Gritos 2” (Scream 2) sublinha a sátira à indústria cinematográfica, às suas muletas narrativas e à forma como se relaciona com – e (des)responsabiliza dos – conteúdos temáticos que produzem para entretenimento. Este capítulo vem também marcar o início de uma nova tendência, fruto das tecnologias emergentes: a disponibilização e instantânea disseminação do guião na internet, obrigando a alterações narrativas em plena produção para despistar os fãs mais ansiosos. Entretanto, com Kevin Williamson ocupado com outros projectos, Ehren Kruger tomou as responsabilidades de escrita para o fecho da trilogia em 2000: “Gritos 3” (Scream 3). Com segurança redobrada e finais alternativos filmados para baralhar os mais curiosos, este é um fechar de ciclo – inaugurado, na verdade, com “O Novo Pesadelo de Freddy Krueger”. O subtexto torna-se agora texto e o alvo são os abusos de poder em Hollywood e a capacidade da máquina dos sonhos para corromper vítimas inocentes. Apesar de menos bem recebido, será este um título visionário?

Nos anos que se seguiram a “Gritos 3”, o sucedâneo “Destino Final” (Final Destination, James Wong, 2000) deu origem a incontáveis sequelas, “Hostel” (Eli Roth, 2005) e “Saw – Enigma Mortal” (Saw, James Wan, 2004) deram o pontapé de saída ao torture porn – e este último deu origem a incontáveis sequelas –, “Actividade Paranormal” (Paranormal Activity, Oren Peli, 2007) roubou a coroa do found footage a “O Projecto Blair Witch” (The Blair Witch Project, Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, 1999) e deu origem a incontáveis sequelas. Além disso, nenhuma das três figuras de proa do slasher entretanto mortas e enterradas no virar do milénio pôde dormir o seu sono eterno descansado: todos eles foram reanimados para realidades mais violentas e anacrónicas em remakes pouco memoráveis: “Halloween” (Rob Zombie, 2007), “Sexta-Feira 13” (Friday the 13th, Marcus Nispel, 2009) e “Pesadelo em Elm Street” (A Nightmare on Elm Street, Samuel Bayer, 2010). Em resposta, Craven e Williamson voltaram a reunir-se para, estragando a redonda trilogia original, voltar a comentar com “Gritos 4” (Scream 4) sobre o seu próprio legado, a evolução do género de terror na década que o antecedeu – com intermináveis sequelas e remakes –, e a relação dos fãs com este tipo de filmes violentos. Tudo isto sem descurar a crescente importância dos telemóveis, da internet e da quimera pela popularidade instantânea online, entretanto temáticas centrais da ignorada série televisiva “Scream: The TV Series”, estreada em 2015 na MTV.

António Araújo, Junho 2019.

 

Fontes primárias

Cinema

  • O Novo Pesadelo de Freddy Krueger (Wes Craven’s New Nightmare, Wes Craven, 1994)
  • Gritos (Scream, Wes Craven, 1996)
  • Gritos 2 (Scream 2, Wes Craven, 1997)
  • Gritos 3 (Scream 3, Wes Craven, 2000)
  • Gritos 4 (Scream 4, Wes Craven, 2011)

Televisão

  • Scream: The TV Series (2015-2016, MTV; 2019- , VH1)

 

Fontes secundárias

Literatura

  • Bronsnan, J. (2000) Scream:Unofficial Guide Trilogy: The Unofficial Guide to the “Scream” Trilogy. London: Boxtree.
  • Robb, B. (2000) Screams and Nightmares: The Films of Wes Craven. New York: Harry N. Abrams.

Documentários

The Quiet Ones – Experiência Sobrenatural, 2014

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The Quiet Ones Em 1974, na Universidade de Oxford, o professor Joseph Coupland (Jared Harris) tenta provar que aquilo que outros chamam fantasmas ou possessões demoníacas não passam de manifestações ainda por compreender da mente humana quando sujeita a muito stress. Para tal, com a ajuda dos seus alunos e assistentes Krissi Dalton (Erin Richards) e Harry Abrams (Rory Fleck Byrne), Coupland conduz uma experiência, para a qual é chamado o operador de câmara Brian McNeil (Sam Claflin), o qual vai descobrir que a cobaia é Jane Harper (Olivia Cooke), uma rapariga aprisionada e torturada por Coupland, para que produza as manifestações aparentemente paranormais, pelas quais ela é temida. Continuar a ler

O Espelho, 1975

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Zerkalo Sem uma linha narrativa clara, contado de modo não cronológico, e misturando épocas, memórias, sonhos, leitura de poemas e imagens de arquivo de serviços noticiosos, “O Espelho” é uma viagem pelas memórias e sentimentos de Alexei, o qual vemos em criança antes da guerra (Filipp Yankovskiy), durante a guerra (Ignat Daniltsev), e como adulto. Sempre acompanhado da figura forte da sua mãe Maroussia (Margarita Terekhova), Alexei recorda os tempos idílicos no campo, o emprego da mãe, a ausência do pai, a instrução militar, vendo-se adulto a separar-se da esposa Natalya (também Margarita Terekhova), e a lutar pela custódia do filho Ignat (também Ignat Daniltsev). Continuar a ler

A Mulher de Negro, 2012

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The Woman In Black Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é um solicitador, recentemente viúvo, com um filho pequeno. A sua apatia geral, após a morte da mulher, leva o patrão a fazer-lhe um ultimato: viajar para a remota aldeia de Crythin Gifford para tratar dos papéis da mansão Eel Marsh House, cuja proprietária recentemente faleceu. Só que, ao chegar, Arthur encontra antipatia, e a lenda macabra de que as crianças que vêem uma misteriosa mulher de negro suicidam-se de seguida. Trabalhando, isolado, na fantasmagórica mansão ababdonada, Arthur cedo começa a sentir presenças, duvidando estar sozinho, já que vai vendo uma misteriosa mulher de negro. Continuar a ler

Renoir, 2012

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Renoir Em 1915, no sul de França, onde vive numa mansão campestre, rodeado de campos idílicos, família e criadagem, pintando numa cadeira de rodas, o pintor Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet), recebe a visita da jovem Andrée Heuschling (Christa Théret) que diz ter sido chamada pela esposa daquele, entretanto já falecida. Curioso pela alegria e irreverência da jovem modelo, Renoir pinta-a, combatendo a doença, e aguardando notícias dos filhos Pierre (Laurent Poitrenaux) e Jean (Vincent Rottiers), a lutar na Primeira Guerra Mundial. Continuar a ler

Perigo à Espreita, 2011

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The ResidentJuliet Devereau (Hilary Swank), é uma médica residente num hospital de Nova Iorque, em busca de apartamento, depois de se ter separado do namorado que a traiu. Após alguma procura, a escolha ideal parece ser um apartamento a baixo custo, acabado de renovar pelo solteiro e atraente Max (Jeffrey Dean Morgan), um senhorio simpático e prestável. Só que, por entre o dia-a-dia agitado, a recusa das chamadas do insistente ex-namorado Jack (Lee Pace), alguma atracção por Max, e estranhos ruídos nocturnos, e constantes dificuldades em acordar, Juliet vai começando a sentir que talvez não esteja sozinha em casa. Continuar a ler