Morangos Silvestres, 1957

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Publicado originalmente no dia 4 de Maio de 2013.

A janela encantada

SmultronställetSinopse:
Isak Borg (Victor Sjöström) é um médico viúvo, em fim de vida, que se prepara para viajar à Universidade de Lund onde receberá um título honorífico. Após um sonho perturbador sobre a sua própria morte, Isaak decide, à última da hora, viajar de carro desde Estocolmo, sendo acompanhado pelo nora Marianne (Ingrid Thulin).
No caminho param junto da casa de infância de Isak, onde este se vê transportado no tempo, assistindo ao momento em que a sua prima e antiga noiva, Sara (Bibi Andersson), o trocou pelo irmão.

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L’Amante del Vampiro, 1960

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L'amante del vampiroSinopse:
Um grupo de bailarinas ensaia na mansão da família de Luca (Isarco Ravaioli). Aos poucos as bailarinas começam a ouvir rumores de que as raparigas da aldeia estão a ser atacadas por aquilo que os aldeãos crêem ser um vampiro. Tal é rejeitado como superstição pelo aristocrático avô de Luca (Pier Ugo Gragnani), que conta a lenda às raparigas por piada. Só que nas redondezas movimenta-se um perigoso e horrendo vampiro, que quando morde uma vítima a tem para sempre à sua mercê, quando Luca, Francesca (Tina Gloriani) e Luisa (Hélène Rémy) entram num castelo abandonado, são recebidos pela sinistra condessa Alda (Maria Luisa Rolando) e o seu servo Herman (Walter Brandi). A partir de então Luisa torna-se vítima do vampiro, obedecendo-lhe no sentido de lhe trazer também Francesca. Continuar a ler

Listas – Alta finança

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Michael Douglas e Charlie Sheen em "Wall Street" (1987) de Oliver Stone

Em jeito de comédia, em 1983, John Landis colocou o dedo na ferida. O mundo da alta finança é frio e desumano tratando tudo como números. A mensagem seria seriamente concretizada no paradigmático “Wall Street” (1987) do sempre polémico Oliver Stone. Desde então os exemplos não têm sido muitos, mas com a crise económica iniciada em 2008 o tema vem-se popularizando. Aqui ficam alguns filmes que olham sem pudor para um mundo que poucos conhecem, mas todos afecta. O mundo da alta finança, como um jogo matemático sem escrúpulos.

• 1983: Trading Places (Os Ricos e os Pobres) – John Landis
• 1987: Wall Street – Oliver Stone
• 1989: Dealers (Rivais Implacáveis) – Colin Bucksey
• 1991: Money (Dinheiro Corrupto) – Steven Hilliard Stern
• 1999: Rogue Trader (Jogador de Alto Risco) – James Dearden
• 2000: Boiler Room (Dinheiro Quente) – Ben Younger
• 2001: The Bank – Robert Connolly
• 2009: The Last Day of Lehman Brothers – Michael Samuels
• 2010: Wall Street: Money Never Sleeps (Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme) – Oliver Stone
• 2011: Margin Call (O Dia Antes do Fim) – J. C. Chandor
• 2011: Too Big to Fail (Demasiado Grande Para Falhar) – Curtis Hanson
• 2012: Arbitrage (Arbitrage – A Fraude) – Nicholas Jarecki
• 2013: The Wolf of Wall Street (O Lobo de Wall Street) – Martin Scorsese
• 2015: The Big Short (A Queda de Wall Street) – Adam McKay

Se as Montanhas se Afastam, 2015

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Shan he gu renSinopse:
A três tempos (1999, 2014 e 2025) acompanhamos a história de Shen Tao (Zhao Tao), aquando jovem disputada por dois amigos, o rico Liangzi (Liang Jing Dong) e o pobre Jinsheng (Zhang Yi). A escolha de Shen Tao vai no entanto trazer a infelicidade de todos, Jinsheng por ter de se mudar para um emprego pior, que trará consequências para a sua saúde, ela própria por uma relação votada ao divórcio. Do casamento nasce um filho, educado por pais separados, e que viverá na Austrália num momento futuro, sem relações com a sua cultura. Continuar a ler

Os Vampiros, 1957

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I VampiriSinopse:
Em Paris, em 1957, regista-se uma série de crimes, resultando na morte de jovens raparigas, atribuídos a um criminoso a que se chama “O Vampiro”, por deixar os cadáveres sem pinga de sangue. A investigar o caso está o jornalista Pierre Lantin (Dario Michaelis), que interfere no trabalho da polícia, seguindo pistas que o levam ao palácio da duquesa Marguerite du Grand, avó de Giselle (ambas interpretadas por Gianna Maria Canale), que se enamora dele. Mas Pierre começa a desconfiar que algo sinistro ocorre no castelo, ligado ao sangue das raparigas assassinadas. Continuar a ler

Ciclo “Terror gótico italiano”

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Barbara Steele em "A Máscara do Demónio" (La Maschera del Demonio, aka Black Sunday, 1960) de Mario Bava

No final da década de 1950, em Itália, surgiu uma nova tendência cinematográfica aliada ao cinema de terror. Ela recuperava a componente gótica, que se pensava então tipicamente inglesa, inspirando-se nos temas que vinham dos clássicos da literatura de Horace Walpole e Ann Radcliffe a M. R. James, Mary Shelley e Bram Stoker até Edgar Allan Poe.

Era o terror gótico italiano, que baseado em histórias conhecidas, de um porte aristocrático britânico, aliava-lhe um certo modo de estar italiano, assente em erotismo, preversões sexuais, e muito macabro. Era vestido com nomes ingleses (muitas vezes pseudónimos de actores e realizadores italianos), tendo em gente como Barbara Steele, Klaus Kinski e Christopher Lee, algumas das estrelas internacionais que mais o destacaram.

É uma homenagem a esse género italiano que aqui se apresenta ao longo das próximas semanas, através de 26 filmes que vão de 1957 a 1977.

Textos adicionais
A lista de filmes

O Sétimo Selo, 1957

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Det sjunde insegletSinopse:
Regressados das cruzadas, o cavaleiro Antonius Block (Max von Sydow) e o seu escudeiro Jöns (Gunnar Björnstrand) deparam com uma Suécia onde a peste grassa, o povo sofre, e Deus parece ter-se definitivamente ausentado. Estas são as preocupações do cavaleiro que, no caminho, joga um perigoso jogo com a Morte (Bengt Ekerot), à qual tenta ganhar tempo. Block viaja pela floresta, por entre episódios de procissões de flagelados, e execuções de bruxas, na companhia do escudeiro, dos saltimbancos Jof (Nils Poppe) e a sua esposa Mia (Bibi Andersson), do ferreiro Plog (Åke Fridell) e esposa Lisa (Inga Gill) e de uma jovem rapariga (Gunnel Lindblom). Continuar a ler

Listas – Contos de fadas de carne e osso

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Imagem promocional de Alice no País das Maravilhas (Alice in Woderland, 2010) de Tim Burton

Mesmo que não seja uma completa novidade, é uma tendência do novo século: filmar contos de fadas clássicos com personagens de carne e osso. Todos eles são conhecidos, todos (ou quase) são motivo recorrente de versões animadas, muitos deles contam com filmes clássicos da Disney. Neste século surgiram as reinterpretações em «live action», com re-imaginações e introdução de novas abordagens na narrativa convencional. Não são necessariamente melhores que os filmes mais antigos, mas são geralmente motivos para reunir grandes elencos, e enormes produções, recheadas das maiores novidades em efeitos especiais e, consequentemente, resultando em grandes sucessos de bilheteira.

• 2003: Peter Pan – P. J. Hogan
• 2007: Enchanted (Uma História de Encantar) – Kevin Lima
• 2010: Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) – Tim Burton
• 2011: Red Riding Hood (A Rapariga do Capuz Vermelho) – Catherine Hardwicke
• 2012: Snow White and the Huntsman (A Branca de Neve e o Caçador) – Rupert Sanders
• 2012: Mirror Mirror (Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?) – Tarsem Singh
• 2013: Jack the Giant Slayer (Jack, o Caçador de Gigantes) – Bryan Singer
• 2013: Hansel & Gretel: Witch Hunters (Hansel & Gretel: Caçadores de Bruxas) – Tommy Wirkola
• 2014: Into the Woods (Caminhos da Floresta) – Rob Marshall
• 2014: Maleficent (Maléfica) – Robert Stromberg
• 2014: La belle et la bête [Beauty and the Beast] – Christophe Gans
• 2015: Cinderella (Cinderela) – Kenneth Branagh
• 2015: Pan (Pan: Viagem à Terra do Nunca) – Joe Wright
• 2016: The Huntsman: Winter’s War (O Caçador e a Rainha do Gelo) – Cedric Nicolas-Troyan
• 2016: Alice Through the Looking Glass (Alice do Outro Lado do Espelho) – James Bobin
• 2016: The BFG (O Amigo Gigante) – Steven Spielberg
• 2016: Pete’s Dragon (O Meu Amigo Dragão) – David Lowery
• 2016: The Jungle Book (O Livro da Selva) – Jon Favreau

China – Um Toque de Pecado, 2013

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Tian zhu dingSinopse:
Em quatro histórias distintas, baseadas em acontecimentos verídicos, ocorridos na China contemporânea, vemos sucessivamente: Dahai (Jiang Wu), um mineiro que questiona o uso de dinheiro dos responsáveis da vila; Zhou San (Wang Baoqiang), um assassino mercenário que vive para os roubos e execuções que vai cometendo; Xiao Yu (Zhao Tao), a amante de um homem casado, cujo espancamento pela rival a vai levar a actos de extrema violência; e Xiao Hui (Luo Lanshan), um jovem que se emprega num prostituição de luxo, onde se apaixona por uma das prostitutas. Continuar a ler

Fim do ciclo “Sword and sandal”

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Elizabeth Taylor em "Cleópatra" (1963) de Joseph L. Mankiewicz

Género que significou uma desmesurada corrida para a frente por parte do studio system, que se sentia acossado pela perda dos monopólios de ditribuição e exibição, e pela mudança de comportamento do público, que agora preferia ficar em casa a ver televisão, o «Sword and sandal» foi um período de excessos, aliados a novas proeza cinematográficas, como foram a generalização da cor e ecrã panorâmico, e a adopção de super-produções de milhões de dólares e milhares de figurantes, muitas vezes filmadas na Europa.

Embora gerando alguns filmes inesquecíveis, e vários sucessos de bilheteira e crítica, com “Quo Vadis” (1951) de Mervyn LeRoy, “Os Dez Mandamentos” (The Ten Commandments, 1956) de Cecil B. DeMille, ou “Ben-Hur” (1959) de William Wyler, como pontos mais altos, cada filme era um risco perigoso. O balão esvaziou com o fracasso de “Cleópatra” (1963) de Joseph L. Mankiewicz, que praticamente levou a 20th Century-Fox.

Era o render à evidência. Do modo que eram geridas, as majors deixavam de ser sustentáveis. Era também o fim dos chamados moguls da indústria, os pioneiros que construiram Hollywood, que deram o seu nome aos grandes estúdios e que agora iam saindo pela porta pequena, mercê do dinheiro do Leste. As majors passavam a ser papéis da bolsa, compradas e vendidas como detalhes de grupos multimédia, que as viriam a descaracterizar.

Hollywood mudava. Novos nomes, correntes e abordagens substituíam o velho studio system, mas o gosto pela exuberância na tela nunca desapareceria. Ficava desde então o «peplum» italiano, espécie de versão modesta do «Sword and sandal», e cíclicos retornos ao cinema-espectáculo, que curiosamente vê nos anos mais recentes uma tentativa de recuperar um género que ficou apelidado de enfadonho e pretensioso.

Textos adicionais
A lista de filmes

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