Lawrence da Arábia, 1962

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Lawrence of ArabiaNo momento da sua morte e funeral em Londres, T. E. Lawrence (Peter O’Toole) é ainda uma figura controversa e desconhecida. Voltando atrás, vemo-lo no auge da sua vida, como militar, no Cairo, quando por influência do político Dryden (Claude Rains), Lawrence é enviado em busca do príncipe Feisal (Alec Guiness), para se aperceber dos movimentos das tropas árabes durante a Primeira Guerra Mundial, no momento em que os ingleses combatiam os turcos no Médio Oriente. Desobedecendo aos seus superiores, Lawrence começa a incitar Feisal a actuar, e oferece-se para liderar o ataque a Aqaba, atravessando o intransponível deserto de Nefud. Pelo caminho, mais que vencer o deserto ou os turcos, Lawrence tem de conquistar o respeito dos líderes tribais, como Sherif Ali (Omar Sharif) e Auda Abu Tayi (Anthony Quinn). Visto como um libertador entre os árabes, Lawrence continua um caminho que o coloca em conflito quer com as chefias inglesas quer com as árabes. Continuar a ler

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A Morte Chega de Madrugada, 1987

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Evil Dead II Ash Williams (Bruce Campbell) viaja com a namorada Linda (Denise Bixler) para uma cabana remota na montanha, onde poderão estar a sós. Mas à chegada, ao tocar uma fita que encontram, e recita encantamentos de um livro maldito, Ash vai despertar forças malignas que atacam Linda e a transformam numa morta-viva. Para se salvar Ash tem de a matar, para perceber que não tem fuga possível, o que só piora quando a cabeça decepada de Linda lhe morde a mão direita, que a partir de então se volta contra ele. Resta-lhe amputar a mão, e combater os monstros com uma serra eléctrica. Pelo menos até Annie Knowby (Sarah Berry) e os amigos chegarem para procurar o livro que pertenceu aos pais dela. Continuar a ler

Cuidado com Essa Puta Sagrada, 1971

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Warnung vor einer heiligen NutteEm Espanha, a equipa de produção de um filme está reunida num hotel, onde vive vive em grande aborrecimento e frustração, pela falta de material, financiamento, e do realizador. O produtor Sascha (Rainer Werner Fassbinder) não consegue disfarçar a irritação, tratando todos mal, e quando Jeff (Lou Castel), o realizador, chega, vem encontrar actores e equipa envolvidos numa série de intrigas, conquistas fúteis e jogos românticos de invejas e ciúmes. Ele próprio deixa-se enredar, não sabendo já que rumo dar ao seu filme, descarregando frustrações em relações sexuais com homens e mulheres. Continuar a ler

Universos Paralelos – 6 – O futuro distópico de Terry Gilliam

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O futuro distópico de Terry Gilliam

Pode ouvir aqui o sext episódio de Universos Paralelos:
PODCAST

E ler a respectiva folha de sala aqui:
FOLHA DE SALA

 

Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no podcast Segundo Take.

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Universos Paralelos

A Noite dos Mortos-Vivos, 1981

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Evil Dead Cinco jovens do Michigan, Ashley ‘Ash’ J. Williams (Bruce Campbell), Cheryl (Ellen Sandweiss), Scott (Richard DeManincor), Linda (Betsy Baker) e Shelly (Theresa Tilly), vão passar uns dias numa casa isolada na floresta. Ao chegarem deparam com ruídos estranhos, e na cave encontram um antigo livro, e uma gravação que adverte para não o lerem, sob o perigo de acordarem espíritos demoníacos. Ignorando o aviso, os amigos lêem o livro, e despoletam uma série de ataques não naturais, que vão resultar em possessões demoníacas dos elementos do grupo, que logo atacam os companheiros sem qualquer piedade. A única forma de sobreviver é matar aqueles que já foram possuídos, o que se consegue decepando-os e mutilando-os o mais possível.

A Grande Guerra, 1959

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La grande guerra Na Itália de 1916, o romano Oreste Jacovacci (Alberto Sordi) e o milanês Giovanni Busacca (Vittorio Gassman) são dois jovens recrutas à força, levados a combater na Primeira Guerra Mundial. De personalidades distintas e em constante conflito um com o outro, Oreste e Giovanni encontram como ponto comum a vontade de fugir da guerra, usando todas as desculpas para dar voz à sua preguiça e cobardia. Enquanto à sua volta a guerra se intensifica, e muitos dos seus companheiros vão morrendo de forma atroz, Oreste e Giovanni vão procurando as missões menos perigosas, e alongando ao máximo as licenças, durante uma das quais, Giovanni se interessa pela bela prostituta Costantina (Silvana Mangano). Continuar a ler

Um Lobisomem Americano em Londres, 1981

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An American Werewolf in London David (David Naughton) e Jack (Griffin Dunne) são dois jovens norte-americanos que viajam pelo interior da Inglaterra. Meio perdidos nas charnecas, vão dar a uma estalagem rural onde são recebidos com desconfiança. Os dois acabam por sair para a noite, sendo atacados por um animal. Jack morre, e David é ferido, para acordar no hospital com o fantasma de Jack a dizer-lhe que ele agora é um lobisomem, pois foi por um lobisomem que eles foram atacados. Embora David não queira acreditar, estranhos sonhos e apetites começam a fazê-lo temer ser essa a verdade, e que nem a sua benfeitora, a enfermeira Alex Pierce (Jenny Aguter), que o acolhe em casa, esteja a salvo. Continuar a ler

Universos Paralelos – 6 – O futuro distópico de Terry Gilliam

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Segunda-feira, dia 18 de Junho, chega o sexto episódio de Universos Paralelos, no podcast Segundo Take, da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta).

Desta vez teremos “algo completamente diferente”, as incursões no futuro distópico de cenários retrofuturistas imaginados por Terry Gilliam. O programa poderá ser encontrado aqui:
podcast

 

Universos Paralelos #06: O futuro distópico de Terry Gilliam

Nascido nos Estados Unidos em 1940, e mais tarde naturalizado inglês, renunciando mesmo à nacionalidade norte-americana, Terrance Vance Gilliam tornou-se conhecido no mundo do espectáculo audiovisual por ser um dos seis elementos da célebre troupe de comediantes Monty Python, que em 1969 começaram a surpreender o mundo com o seu programa de televisão “Monty Python’s Flying Circus” (BBC, 1969-1974).

Tal como os seus parceiros “pythonianos”, Terry Gilliam ostentava uma educação superior (Mestrado em Ciências Políticas) quando decidiu seguir a carreira artística, dando expressão à sua paixão pelo desenho e animação. Foi como animador e desenhador de banda desenhada na revista “Help!” que Gilliam iniciou a carreira nas artes gráficas, e quando esta fechou, rumou a Inglaterra, onde acabou a desenhar para televisão, nomeadamente no programa “Do Not Adjust Your Set” (1967-1969), onde conheceu os futuros Python Eric Idle, Michael Palin e Terry Jones.

Nos Monty Python, Gilliam foi o responsável pelos elos de ligação animados entre sketches, que combinavam na perfeição com os cortes abruptos pretendidos no humor da série, e onde usava de um surrealismo de associação livre, humor negro e imaginário grotesco, feito de colagens, e recorrendo a conhecidas obras de arte e fotografias antigas, o que resultou num estilo muito próprio e ainda hoje inconfundível.

Aos poucos, Gilliam passou a ter um pouco mais de peso como actor e autor de sketches (principalmente na quarta temporada da série — aquela em que John Cleese tirou um ano de sabática —, e também nas actuações de palco), mas a sua contribuição, como se veria na passagem ao cinema, seria sobretudo na definição da imagem do grupo. Com essa vertente em mente, Gilliam assumiu a direcção (a meias com Jones) do filme “Monty Python e o Cálice Sagrado” (Monty Python and the Holy Grail, 1975), um filme que lida com temas históricos e fantasia, desconstruídos com o habitual humor corrosivo dos Python, num rumo que Gilliam prosseguiria nas suas obras a solo: “Aventuras em Terras do Rei Bruno, o Discutível” (Jabberwocky, 1977), “Os Ladrões do Tempo” (Time Bandits, 1981) e “A Fantástica Aventura do Barão” (The Adventures of Baron Munchausen, 1988), qualquer um deles com um ou mais Pythons presentes no elenco.

Após a realização da curta-metragem “The Crimson Permanent Assurance”, incluída em “O Sentido da Vida” (Monty Python’s The Meaning of Life, 1983), os Python seguiram caminhos separados, com Gilliam a mostrar que, dos seis, era o mais talhado (e motivado) para a carreira de realizador.

Em 1985, Terry Gilliam teria aquele que foi talvez o seu primeiro grande sucesso junto da crítica, com “Brazil: O Outro Lado do Sonho”, um filme que também escreveu, e que segundo o próprio faz parte da “Trilogia da Imaginação”, que compreende ainda “Os Ladrões do Tempo” e “A Fantástica Aventura do Barão”, e que passa por testemunhos do mundo através dos olhos de personagens deslocadas, à beira da loucura, ou em desespero (uma criança em “Os Ladrões do Tempo”, um adulto em “Brazil” e um idoso em “A Fantástica Aventura do Barão”). “Brazil” é, acima de tudo o primeiro dos filmes do que chamamos o futuro distópico de Terry Gilliam, uma espécie de conto “orwelliano” sobre uma sociedade futura, totalitária, presa a valores de pesadelo, sejam a extrema burocracia, a claustrofobia ou as idiossincrasias da classe dominante. Tudo nele é grotesco e surreal, numa pesada atmosfera de opressão, de que fugir parece ser a única opção sã.

Fuga da realidade, fronteira entre a sanidade e demência, futuro horrífico distópico é também o tema de “12 Macacos” (Twelve Monkeys, 1995), o segundo filme da “Trilogia Americana” — que compreende ainda “O Rei Pescador” (The Fisher King, 1991) e “Delírio em Las Vegas” (Fear and Loathing in Las Vegas, 1998) —, um remake do clássico de Chris Marker “La Jetée” (1962), e que nos tece uma complexa trama de viagens no tempo, numa história de inevitabilidade trágica, entre um futuro pós-apocalíptico e um presente não menos são, pelo menos para quem o vê com os olhos dos personagens de Gilliam.

Esta obsessão distópica por um futuro grotesco e surreal volta em “O Teorema Zero” (2013), um novo conto de solidão e disfunções sociais, num mundo ininteligível aos nossos olhos, onde tudo e nada parecem apontar para o completo absurdo do sentido da vida (novamente o piscar de olhos à história dos Monty Python).

José Carlos Maltez, Fevereiro de 2018

 

Fontes primárias

Filmografia

  • Brazil: O Outro Lado do Sonho (Brazil, 1985)
  • 12 Macacos (Twelve Monkeys, 1995)
  • O Teorema Zero (The Zero Theorem, 2013)

Fontes secundárias

Bibliografia

  • Gilliam, T., Christie, I. (1999) Gilliam on Gilliam. London: Faber and Faber.
  • McCabe, B.; Gilliam, T. (illustrations) (1999) Dark Knights and Holy Fools: The Art and Films of Terry Gilliam: From Before Python to Beyond Fear and Loathing. Darby, PA: Diane Publishing Co.
  • Gilliam, T. (2015) Gilliamesque: A Pre-posthumous Memoir. London: Harper Design.

Websites

Documentários

Whity, 1971

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Whity Em 1879, no Oeste americano, Whity (Günther Kaufmann) é o criado mulato dos Nicholson, filho de uma relação entre o patriarca Ben (Ron Randell) e a criada Malpessa (Elaine Baker). Em casa, Whity aceita ser o bode expiatório da família, sofrendo abusos físicos, sendo objecto sexual de quase todos, e ferramenta desejada por uns para que mate os outros. É que todos pensam que Ben está a morrer, e tanto a esposa Katherine (Katrin Schaake) como o filho Frank (Ulli Lommel) planeiam matá-lo para se apoderarem da herança. Fora de casa, Whity encontra conforto nos braços da prostituta e cantora de cabaré Hanna (Hanna Schygulla), que quer que ele fuja com ela para Leste. Continuar a ler

Sexta-Feira 13, 1980

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Friday the 13th Vinte anos depois dos trágicos acontecimentos que levaram ao seu encerramento, o campo de férias Camp Crystal Lake vai voltar a abrir, agora sob direcção de Steve Christy (Peter Brouwer) que ultima a abertura com a chegada dos seus novos monitores, os jovens Ned (Mark Nelson), Jack (Kevin Bacon), Bill (Harry Crosby), Marcie (Jeannine Taylor), Brenda (Laurie Bartram) e Alice (Adrienne King). Quando a também esperada Annie (Robbi Morgan) não chega, por ser assassinada por alguém que lhe dá boleia, instala-se alguma insegurança, aumentada quando, uma após uma, as pessoas do campo começam a ser brutalmente assassinadas por um desconhecido. Continuar a ler