Universos Paralelos no Facebook

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Universos Paralelos

Activo desde Janeiro de 2018, com um episódio por mês (sai na próxima semana o episódio 20), o Universos Paralelos chega agora ao Facebook.

Siga-nos também por lá, onde teremos novidades, sugestões de leituras e visionamentos sobre o material com que vamos preparando cada episódio, e onde nos pode ir dando a sua opinião sobre os universos que vamos visitando.

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Artemisia, 1997

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Artemisia Nascida em 1593, em Roma, Artemisia Gentileschi (Valentina Cervi), é educada num convento na adolescência, cedo mostrando que a sua inclinação era seguir o pai (Michel Serrault) na pintura. Este dá-lhe a oportunidade de trabalhar no seu estúdio, mesmo que repreenda a vontade da filha em descobrir e desenhar o corpo nu masculino. Só que, num mundo patriarcal, Artemisia não é levada a sério, e a sua entrada na Academia de Artes é recusada. Resta-lhe aprender empiricamente com aqueles que conhece, com o pintor Agostino Tassi (Predrag ‘Miki’ Manojlovic), com o qual acaba por se envolver romanticamente. Continuar a ler

Caravaggio, 1986

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Caravaggio Às portas da morte, acompanhado apenas do criado e amante mudo Jerusaleme (Spencer Leigh), Michelangelo da Caravaggio (Nigel Terry) relembra a sua vida repleta de excessos, promiscuidade sexual e criminalidade, factores que terão pesado na sua pintura, a qual chocou por retratar cenas religiosas com figuras onde a fealdade, sujidade e grotesco estavam presentes. Adoptado em adolescente (Dexter Fletcher) pelo cardeal Del Monte (Michael Gough), Caravaggio foi ganhando a sua presença na sociedade de Roma, nunca deixando de provocar, dando-se a relações com homens e mulheres, e misturando-se quer entre a elite quer entre os mais pobres. Continuar a ler

Lobo Indomável, 1986

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Oviri Em 1893, o pintor francês Paul Gauguin estava de volta a França, depois dos anos de a sua conhecida amizade com Vincent Van Gogh e de uma permanência no Taiti trazerem um novo foco à sua pintura. Mas cedo, Gauguin percebe que a sua arte não é compreendida em Paris, pois afastando-se das correntes em voga, como o impressionismo, Gauguin ousa arriscar num estilo primitivista. Embora com amantes e filhos um pouco por todo o lado, Gauguin percebe que não quer raízes na Europa, e passa a mover-se num único objectivo, angariar fundos pela venda dos seus quadros, para poder regressar ao Taiti. Continuar a ler

Picassos äventyr, 1975

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Picassos ÄventyrPablo Picasso (Gösta Ekman) nasce em Málaga, filho do pretenso artista Don José (Hans Alfredson) e da emotiva Doña Maria (Margaretha Krook). Cedo revelando talento artístico, Pablo é enviado pelo pai, primeiro para Madrid, onde estuda pintura, depois para Paris, onde o seu talento é inicialmente incompreendido, até, já sob orientação paterna, se tornar um nome conhecido mundialmente. Entre humor surreal e uma narrativa absurda, vamos conhecendo um olhar alternativo sobre a vida e os tempos do famoso pintor espanhol, entre Paris e os Estados Unidos, atravessando duas guerras mundiais. Continuar a ler

Universos Paralelos – 19 – O terror onírico de Dario Argento

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Universos Paralelos - 19 - O terror onírico de Dario Argento

Pode ouvir aqui o décimo nono episódio de Universos Paralelos:
PODCAST

E ler a respectiva folha de sala aqui:
FOLHA DE SALA

 

Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no podcast Segundo Take.

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Universos Paralelos

Pirosmani, 1969

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Pirosmani Na Geórgia rural, longe dos grandes acontecimentos políticos das cidades, o século XIX vê surgir o pintor auto-didacta Niko Pirosmani (Avtandil Varazi). Isolado de ligações culturais, Pirosmani sente um dom que tenta expressar timidamente, enquanto procura construir uma vida “normal” estabelecendo pequenos negócios com amigos. A sua obra vai aumentando, com Pirosmani a desenvolver um estilo primitivista, cujos quadros vão ornamentando as casas e estabelecimentos comerciais dos vizinhos, até que aos poucos chamem a atenção dos visitantes que querem conhecer o misterioso pintor. Continuar a ler

Universos Paralelos – 19 – O terror onírico de Dario Argento

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Universos Paralelos - 19 - O terror onírico de Dario Argento

É já na segunda-feira que chegará o décimo nono episódio de Universos Paralelos, da autoria do António Araújo (Segundo Take), do José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e do Tomás Agostinho (Imaginauta).

O tema é o terror de paisagens oníricas criado pelo mestre italiano Dario Argento, e pode ser ouvido aqui:
podcast

 

O terror onírico de Dario Argento

Dario Argento em 1999

Nascido em Roma, em 1940, filho de um produtor de cinema de origem siciliana e de uma fotógrafa brasileira, Dario Argento esteve desde novo ligado às artes visuais, sentindo que era esse o modo como melhor se poderia expressar. Não obstante, e decidindo não seguir uma carreira universitária, foi na escrita que Dario Argento começou a trabalhar, nomeadamente como jornalista, tendo, inevitavelmente, dirigido a sua atenção para o cinema, tornando-se crítico cinematográfico.

Essa forma de ver o mundo através de narrativas visuais, levou-o, graças às portas abertas pelo pai, Salvatore, a ter algumas histórias transformadas em argumentos de cinema nos anos 60. Mas o seu nome começou a ser notado em 1968, quando escreveu, em parceria com outro futuro realizador — Bernardo Bertolucci —, o argumento do célebre western spaghetti “Aconteceu no Oeste”, de Sergio Leone.

Jessica Harper em "Suspiria" (1977), de Dario Argento

Seguiram-se mais alguns argumentos seus para filmes menores, mas cada vez mais Argento pensava que tudo resultaria melhor se não se limitasse a escrever, mas realizasse ele próprio os filmes. Foi então que, mais uma vez com auxílio paterno, Dario Argento realizou o seu primeiro filme, o giallo (que é assim como quem diz “thriller policial à italiana”) “O Pássaro com Plumas de Cristal”, onde trouxe um modo muito pessoal (leia-se mortes mais sangrentas e macabras) a este género já popular em Itália desde que Mario Bava realizara, em 1963, “A Rapariga que Sabia Demais”.

Depois de quatro giallos de sucesso (e de uma comédia fracassada), Argento passou a estrela internacional com a realização de “Suspiria”, em 1977, protagonizado pela norte-americana Jessica Harper. “Suspiria” deixava para trás o giallo convencional, misturando-o com um terror sobrenatural de influência gótica, mas, acima de tudo, dando-nos uma visão muito pessoal que resulta em barrocas explosões de cor, banda sonora enervante (a cargo da banda Goblin que o acompanharia em muitos filmes), e história algo surreal, de claro onirismo.

Poster promocional de "Inferno" (1980), de Dario Argento

Esse onirismo — que mostrava cada vez mais que Dario Argento filmava pesadelos, mais que filmes com princípio, meio e fim — é continuado logo no filme seguinte “Inferno”, sequela de “Suspiria”, e segundo tomo do que se chamaria a “Trilogia das Três Mães”, fechada em 2007 com “Mãe das Lágrimas: A Terceira Mãe”. A partir daí (produzido primeiro pelo pai Salvatore, depois pelo irmão Claudio, e mais tarde por si próprio), fosse em histórias mais realistas e policiais, como “Tenebre”, de 1982, ou em histórias de vertente sobrenatural como “Penomena”, de 1985, protagonizado por uma muito jovem Jennifer Connelly, e até em refúgios no gótico de época, como “O Fantasma da Ópera”, são constantes as lógicas de sonho ou pesadelo (“Phenomena”, “Viagem ao Inferno”), temas esotéricos como o espiritismo (“Profondo Rosso”, “Trauma”), ou os freudianos traumas do passado (“O Pássaro com Plumas de Cristal”, “Quatro Moscas de Veludo”, “Tenebre”, “Terror na Ópera”, “Sangue de Inocentes”).

Mas acima de tudo, o que fica de Argento e o que (mesmo que a qualidade dos seus filmes seja muito díspar) lhe valeu o elogio de pares como George A. Romero e John Carpenter, é a sua capacidade de quebrar barreiras do admissível no grande ecrã, produzindo peças visuais de grande elaboração que tocam visceralmente aquilo que mais nos perturba, e aqueles pesadelos horríficos que não queremos confessar, num macabro digno de Edgar Allan Poe, com muito sangue e muita tortura sobre as suas divas, como o foram a esposa Daria Nicolodi, e a filha Asia Argento.

José Carlos Maltez, Fevereiro 2019.

 

Fontes primárias

Cinema

  • Suspiria (Dario Argento, 1977)
  • Inferno (Dario Argento, 1980)
  • Phenomena (Dario Argento, 1985)
  • Terror na Ópera (Opera, Dario Argento, 1987)
  • Viagem ao Inferno (La sindrome di Stendhal, Dario Argento, 1996)
  • O Fantasma da Ópera (Il fantasma dell’Opera, Dario Argento, 1998)
  • Mãe das Lágrimas: A Terceira Mãe (La terza madre, Dario Argento, 2007)

Televisão

  • Gli incubi di Dario Argento (RAI, 1987) [9 episódios de 3 minutos, no programa Giallo]

 

Fontes secundárias

Literatura

  • Jones, A. and Kermode, M. (2016) Dario Argento: The Man, the Myths & the Magic. Goldming, Surrey: FAB Press
  • Gracey, J. (2010) Dario Argento. Harpenden: Oldcastle Books

Documentários

 

Outras referências

Outros filmes de terror de Dario Argento

  • O Pássaro com Plumas de Cristal (L’uccello dalle piume di cristallo, 1970)
  • O Gato das Sete (Il gatto a nove code, 1971)
  • Quatro Moscas de Veludo (4 mosche di velluto grigio, 1971)
  • O Mistério da Casa Assombrada (Profondo rosso, 1975)
  • Tenebre (1982)
  • Os Olhos do Diabo (Due occhi diabolici, 1990) (com George A. Romero)
  • Trauma (1993)
  • Sangue de Inocentes (Non ho sonno, 2001)
  • O Mestre do Jogo (Il cartaio, 2004)
  • Giallo – Os Reféns do Medo (Giallo, 2009)
  • Dracula 3D (2012)

Filmes de outros realizadores

  • Zombie: A Maldição dos Mortos-Vivos (Dawn of the Dead, George A Romero, 1978)
  • Os Demónios (Dèmoni, Lamberto Bava, 1985)
  • Os Demónios 2 – Um Novo Pesadelo (Dèmoni 2… l’incubo ritorna, Lamberto Bava, 1986)
  • A Catedral (La chiesa, Michele Soavi, 1989)
  • A Seita (La setta, Michele Soavi, 1991)
  • A Máscara de Cera (M.D.C. – Maschera di cera, Sergio Stivaletti, 1997)
  • Suspiria (Luca Guadagnino, 2018)

Uma espécie de férias

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Audrey Hepburn em "Boneca de Luxo" (Breakfast at Tiffany's, 1961) de Blake Edwards

Talvez já alguém tenha dado por isso, A Janela Encantada entrou num período de letargia – o primeiro desde a sua existência – que começou em Abril. Não foi premeditado, nem tenciona ser um fim não anunciado. Digamos que é um sono prolongado, usado para retemperar forças, antes de um regresso ao trabalho.

Mantém-se o propósito e a programação, com o regresso planeado para o meio de Julho. Até lá, ponham a leitura em dia, vejam filmes, e deixem os vossos comentários sobre ciclos passados e futuros. Mas sem muito barulho… É que o sono está a saber bem.

Até já!

Universos Paralelos – 18 – Os monstros de Clive Barker

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Universos Paralelos - 18 - Os monstros de Clive Barker

Pode ouvir aqui o décimo oitavo episódio de Universos Paralelos:
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E ler a respectiva folha de sala aqui:
FOLHA DE SALA

 

Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no podcast Segundo Take.

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