O Direito do Mais Forte à Liberdade, 1975

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Faustrecht der Freiheit Frank Biberkopf (Fassbinder), conhecido como Fox, trabalha como atracção de feira, quando o seu patrão e amante, Klaus (Karl Scheydt), é preso por fraude fiscal. À deriva sem emprego, Fox, entretanto um protegido do antiquário Max (Karlheinz Böhm), vence um prémio da lotaria, e passa a ganhar o interesse do snob industrial Eugen (Peter Chatel), que logo o seduz a ficar com ele. Enquanto Fox vive esses dias como uma constante lua-de-mel, Eugen vai-se aproveitando da ingenuidade do amante para com o seu dinheiro comprar e mobilar apartamento, mudar de guarda-roupa e investir na empresa de família, enquanto Fox se vai sentindo cada vez mais posto de parte e humilhado por não estar ao nível do requinte do círculo de Eugen. Continuar a ler

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Motel/X 2018 – As críticas (parte 1)

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MOTEL/X 2018

Terminou ontem a 12ª edição do MOTEL/X – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa. Fica aqui um apanhado das críticas, artigos e entrevistas escritas para a revista Take Cinema Magazine, tanto por mim, como pelo Aníbal Santiago e pelo António Araújo, naquela que é provavelmente a mais extensa cobertura escrita do evento.

E não ficamos por aqui. Mais críticas serão acrescentadas ao longo da semana, e em breve aqui anunciadas.

Apresentação por António Araújo:
O MOTEL/X está de volta

críticas por José Carlos Maltez:
Linhas de Sangue, de Sérgio Graciano e Manuel Pureza (apresentação de imprensa)
The Nun – A Freira Maldita, de Corin Hardy
Unsane, de Steven Soderbergh
Cam, de Daniel Goldhaber
Satan’s Slaves, de Joko Anwar

críticas por Aníbal Santiago:
Die Vierhändige (Four Hands), de Oliver Kienle
Luz, de Tilman Singer

críticas por António Araújo:
One Cut of the Dead, de Shin’ichirô Ueda
Mandy, de Panos Cosmatos
Hagazussa, a Heathen’s Curse, de Lukas Feigelfeld
Anna and the Apocalypse, de John McPhail
Upgrade, de Leigh Whannell
The Ranger, de Jenn Wexler

Entrevista por Aníbal Santiago:
Entrevista a Oliver Kienle sobre Die Vierhändige (Four Hands)

Encerramento por Aníbal Santiago:
“Hagazussa: A Heathen’s Curse” e “A Estranha Casa na Bruma” premiados

Listas – O western de Clint Eastwood

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Clint Eastwood na série televisiva "Rawhide" (1959-1965)

Senhor de uma carreira diversificada, com muitos filmes consagrados, em diferentes géneros, ninguém (começando pelo próprio) desconhece a importância do western como definidor da carreira de Clint Eastwood, o qual ajudou a redefinir esse género a partir da década de 1960.

Foi o western que lhe garantiu o primeiro papel importante em televisão, foi no western (em Itália) que Eastwood se tornou um tal ícone que lhe permitiu regressar triunfante aos Estados Unidos, e foi com um western que o, então já realizador, se consagrou com o reconhecimento nos Oscars.

Fica, por isso, aqui uma lista que nos mostra a relação entre Clint Eastwood e o mais americano dos géneros cinematográficos, tanto no grande como no pequeno ecrã, quer como secundário quer como protagonista, fosse apenas actor ou também realizador.

Interpretação como secundário
• 1956: Star in the Dust – Charles F. Haas
• 1956: The First Traveling Saleslady (A Primeira Caixeira Viajante) – Arthur Lubin
• 1956: Death Valley Days [6 episódios de série televisiva (1952–1970)]
• 1958: Ambush at Cimarron Pass – Jodie Copeland
• 1959: Maverick [1 episódio de série televisiva (1957–1962)]
• 1959–1965: Rawhide [217 episodes de série televisiva (1959–1965)]

Interpretação como protagonista
• 1964: Per un pugno di dollari (Por Um Punhado de Dólares) – Sergio Leone
• 1965: Per qualche dollaro in più (Por Mais Alguns Dólares) – Sergio Leone
• 1966: Il buono, il brutto, il cattivo (O Bom, o Mau e o Vilão) – Sergio Leone
• 1968: Hang ‘Em High (À Sombra da Forca) – Ted Pod
• 1970: Two Mules for Sister Sara (Os Abutres Têm Fome) – Don Siegel
• 1972: Joe Kidd (A Crista do Diabo) – John Sturges

Interpretação e realização
• 1973: High Plains Drifter (O Pistoleiro do Diabo)
• 1976: The Outlaw Josey Wales (O Rebelde do Kansas)
• 1985: Pale Rider (Justiceiro Solitário)
• 1992: Unforgiven (Imperdoável)

Espia sem Nome, 1969

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Fräulein Doktor Durante a Primeira Guerra Mundial, os alemães tentam matar o Marechal britânico Lord Kitchener, enviando dois homens e uma mulher para a Escócia. Os homens são capturados, e o segundo deles, Meyer (James Booth), fala, contando o plano da mulher, Fräulein Doktor (Suzy Kendall), a qual consegue divulgar o paradeiro do seu alvo, resultando na morte dele. Resta, ao coronel Foreman (Kenneth More) converter Meyer, para que este volte à Alemanha, para matar a espia. Mas esta e os alemães vão, mais uma vez, ludibriar os ingleses, e preparar golpes ainda mais trágicos e mortíferos. Continuar a ler

Inimigos do Império, 2006

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The BanquetEm 907, no período chamado das Cinco Dinastias e Dez Reinos, a dinastia Tang definha, quando o imperador morre, e é substituído pelo irmão Li (Ge You), que logo toma a cunhada Wan (Zhang Ziyi) como sua nova consorte. Empecilho, é o príncipe herdeiro Wu Lan (Daniel Wu), retirado da capital para se dedicar ao teatro, depois do desgosto que foi ver a sua amada casar com o pai. Com a morte deste, a madrasta Wan avisa-o de que o novo imperador o tentará matar. Escapado da tentativa de assassinato, Wu Lan volta à capital, onde tenta descobrir a verdade sobre a morte do pai, e quais são de facto as motivações da imperatriz. Continuar a ler

Like a Bird on a Wire, 1975

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Wie ein Vogel auf dem Draht Centrado em Birgitte Mira, actriz – e uma antiga cantora de cabaré – que já trabalhara com Fassbinder, “Like a Bird on a Wire” é uma espécie de espectáculo de variedades para televisão, inteiramente filmado em estúdio, no qual a actriz nos guia com algumas narrações sobre a sua vida e os seus maridos, com as quais intercala as canções que constituem o grosso do filme. Estas são canções de cabaré (ou interpretadas nesse estilo) e passam-se em cenários distintos, como o estúdio do citado programa, uma carruagem de comboio, um bar gay, uma passagem de modelos e um ginásio de culturismo. Continuar a ler

A Maldição da Flor Dourada, 2006

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Curse of the Golden Flower No séc. X, a China vê os últimos dias da dinastia Tang. Nas vésperas do Festival do Duplo Nove, com o palácio decorado a flores douradas, o imperador (Chow Yun Fat) regressa subitamente com o segundo filho, o príncipe Zhai (Jay Chou) para as celebrações em família. Mas a relação no casal real não podia ser pior, com a imperatriz (Gong Li) a ser gradualmente envenenada, e a ver afastar-se o amante e seu enteado, o primeiro filho, o príncipe Wan (Liu Ye) que quer fugir com a jovem filha do médico (Li Man). Quando a imperatriz sabe do envenenamento recruta Zhai para comandar as tropas que matarão o imperador. Só que este tem também planos de limpeza no palácio. Continuar a ler

Listas – Cyberpunk

Subgénero da ficção científica, cunhado a partir dos anos 60 do século passado, graças a algumas obras de autores fundamentais no campo da ficção científica, o termo Cyberpunk ficou desde sempre associado à obra (e conceitos nela criados e definidos) “Neuromancer” (1984) de William Gibson.

Com influências na contra-cultura da revolução sexual, abuso de drogas e constante quebra de valores, a que se associava a subcultura punk e o crescente impacto da tecnologia e do submundo hacker, o cyberpunk define-se por histórias num contexto pós-apocalíptico, onde homem e máquina percorrem um caminho de fusão (com implantes, substituição de órgãos e alteração do corpo humano). É um território que alguns autores definiram como “high tech/low life”, isto é, onde os avanços tecnológicos são usados por pessoas de baixos valores morais, em histórias que, por esse lado negro de sobrevivência desesperada e sem redenção, no cinema têm sempre algo devedor do film noir (ganhando por vezes o título de “tech noir“).

Como temas, estes filmes lidam com cibernética, realidade virtual, alteração de consciência, buscas do próprio conceito de consciência, e generalização de senciência à inteligência artificial.

Com o próprio Gibson a dizer um dia que a Tóquio moderna lhe inspirava aquilo que ele imaginava como o futuro cyberpunk, não espanta que o Japão, e a anime em particular sejam uma fonte de filmes cyberpunk, que merece um destaque especial no final desta lista.

Filmes cyberpunk
• 1982: Blade Runner (Blade Runner: Perigo Iminente) – Ridley Scott
• 1982: Tron – Steven Lisberger
• 1983: Videodrome (Experiência Alucinante) – David Cronenberg
• 1984: Decoder – Muscha
• 1984: The Terminator (O Exterminador Implacável) – James Cameron
• 1986: Desu Paudā [Death Powder] – Shigeru Izumiya
• 1987: RoboCop (Robocop – O Polícia do Futuro) – Paul Verhoeven
• 1990: Hardware – Richard Stanley
• 1990: RoboCop 2 – Irvin Kershner
• 1990: Total Recall (Desafio Total) – Paul Verhoeven
• 1991: Terminator 2: Judgment Day (Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento) – James Cameron
• 1991: Wax, or the Discovery of Television Among the Bees – David Blair
• 1991: Bis ans Ende der Welt (Até ao Fim do Mundo) – Wim Wenders
• 1992: The Lawnmower Man (Realidade Virtual – A Cobaia) – Brett Leonard
• 1995: The City of Lost Children
• 1995: Hackers (Hackers – Piratas Cibernéticos) – Iain Softley
• 1995: Johnny Mnemonic (Johnny Mnemonic: O Fugitivo do Futuro) – Robert Longo
• 1995: Judge Dredd (A Lei de Dredd) – Danny Cannon
• 1995: Strange Days (Estranhos Prazeres) – Kathryn Bigelow
• 1995: Twelve Monkeys (12 Macacos) – Terry Gilliam
• 1998: New Rose Hotel – Abel Ferrara
• 1997: Nirvana – Gabriele Salvatores
• 1998: Skyggen [Webmaster] – Thomas Borch Nielsen
• 1999: eXistenZ – David Cronenberg
• 1999: The Matrix – The Wachowski Brothers
• 2002: Cypher – Vincenzo Natali
• 2003: The Matrix Reloaded – The Wachowski Brothers
• 2003: The Matrix Revolutions – The Wachowski Brothers
• 2003: Natural City
• 2003: Terminator 3: Rise of the Machines (Exterminador Implacável 3 – Ascensão das Máquinas) – Jonathan Mostow
• 2004: One Point O – Jeff Renfroe, Marteinn Thorsson
• 2006: Renaissance (Renascimento) – Christian Volckman
• 2008: Sleep Dealer – Alex Rivera
• 2009: Technotise – Edit i ja [Technotise – Edit and I] – Aleksa Gajić
• 2010: Tron: Legacy (Tron: O Legado) – Joseph Kosinski
• 2012: Dredd – Pete Travis
• 2012: Total Recall (Desafio Total) – Len Wiseman
• 2013: The Zero Theorem (O Teorema Zero) – Terry Gilliam
• 2014: RoboCop – José Padilha
• 2017: Blade Runner 2049 – Denis Villeneuve
• 2017: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell – Agente do Futuro) – Rupert Sanders
• 2017: 2036: Nexus Dawn (2036: Despontar do Nexo) – Luke Scott
• 2018: Ready Player One (Ready Player One: Jogador 1) – Steven Spielberg
• 2018: Upgrade – Leigh Whannell

Anime japonesa cyberpunk
• 1982: Bakuretsu toshi [Burst City] – Sogo Ishii
• 1987: Meikyū Monogatari [Neo Tokyo] – Rintaro, Yoshiaki Kawajiri, Katsuhiro Ōtomo
• 1995: Kōkaku Kidōtai Gōsuto In Za Sheru (Ghost in the Shell: Cidade Assombrada) – Mamoru Oshii
• 1998: Akira – Katsuhiro Otomo
• 2004: Kōkaku Kidōtai Inosensu (Cidade Assombrada 2: A Inocência) – Mamoru Oshii
• 2006: Kōkaku Kidōtai: Stand Alone Complex – Solid State Society [Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society] – Kenji Kamiyama

Amor e Preconceito, 1974

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Fontane Effi BriestEffi Briest (Hanna Schygulla) é uma jovem de 17 anos, ainda muito inexperiente, quando é dada em casamento ao promissor barão Geert von Innstetten (Wolfgang Schenck), cerca de 20 anos mais velho que ela. Levada a viver na casa de província em Kessin, Effi convence-se que esta está assombrada, o que é apenas mais um motivo de desconforto, que o marido desdenha, pois apenas se preocupa com o que a sociedade poderá pensar de tal. Com Innstetten sempre ausente em Berlim a cuidar da sua carreira política, Effi vai cultivar a amizade do major Crampas (Ulli Lommel), um conhecido conquistador que poderá colocar a reputação dela em perigo. Continuar a ler

Listas – Infância e juventude

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Tentando relançar a rubrica “As minhas listas”, A Janela Encantada é hoje agraciada com o extenso trabalho de Jorge Vargas, sobre o tema da adolescência. Fica o texto, a lista e um grande obrigado ao autor.

 

Os (quase) 500 melhores filmes sobre a infância e juventude – e algumas séries de TV

Judd Nelson, Emilio Estevez, Ally Sheedy, Molly Ringwald e Anthony Michael Hall em "O Clube (The Breakfast Club, 1985), de John Hughes

Este é (era…) um pequeno exercício de memória: fazer uma lista dos 250 melhores filmes sobre os meandros da infância e da juventude. Liguei o PC e comecei a escrever – a lista ficou muito além dos 500 filmes, mas não importa. Como é óbvio, está longe de ser uma lista exaustiva; apenas reflecte a minha ignorância e os meus gostos em matéria de cinema – e, claro!, a minha memória. De quantos não me terei esquecido?!… E quantos não estarão aqui apenas por um momento, um gesto, um olhar, uma palavra, um som, uma cor, um movimento de câmara, uma emoção que em mim encontrou casa e pucarinho? E em quantos nunca terei posto a vista em cima e que esperam por mim, ansiosos? E, felizmente, entre a data original desta lista e hoje, pude ir acrescentando (como acima referi) mais alguns filmes à lista e, ainda, algumas emblemáticas séries. De modo que os 250 já quase duplicaram… Claro que, em meio milhar de filmes, haverá sempre controvérsia e, mais do que isso, uma percentagem não dispicienda que fica longe de serem obras-primas do Cinema – mas, garanto-vos, a maioria são-no. Com toda a certeza e todo o meu amor aos filmes

Aquando da publicação deste pequeno divertimento na minha página do Facebook, houve alguns amigos que deram a sua contribuição (Raquel Vargas, João Pedro, José Alberto Charrua, Paulo Cabral, Ricardo Batista e João Vieira, principalmente) – e dos quais acolhi algumas sugestões. Outros, como o João Pargana, manifestaram a sua estranheza pela inclusão de filmes que, à partida, serão sobre outros temas que não propriamente a infância e a juventude.

O João referiu “Shining” e “Halloween: O regresso do mal” e eu, agora, acrescento “Tubarão” a esta “contestação”. E começo, brevemente, por este exemplo, que me parece ser o que mais discordância trará. Penso eu, desde bebés que sentimos o apelo do mar, o sussurrar das ondas, a areia entre os dedos dos pés, a brisa que nos acaricia a pele. Mais tarde, fazemos enormes buracos na areia e fingimos que são piscinas ou enfiamos neles os amigos até ficarem apenas com a cabeça de fora, erigimos castelos e montamos um pequeno teatro de reis e princesas, escavamos improvisadas pistas para os automóveis miniatura que insistimos em trazer de casa. Jogamos à bola, atiramos o disco, chapinhamos à beira-mar ou enfrentamos a aventura de um mergulho. A praia é, por excelência, o reino da infância. Quando essa metáfora do Mal que é aquele tubarão-branco começa a rondar a costa e a abocanhar crianças e adultos, é toda a nossa infância, todo o nosso crescer, toda a nossa autoconfiança que fica em xeque. É um regresso a um tempo anterior à civilização como a conhecemos, onde a infância era ainda um conceito por inventar e a nossa maior preocupação era comer ou ser comido.

Quanto a “Shining”, é inequívoco que o pequeno Danny é uma peça de relojoaria, é ele quem põe o filme em marcha nessa simples mas aterradora segunda sequência em que, prestes a deixar a segurança do seu lar rumo ao desconhecido, ele já pressente o mal que habita o hotel Overlock: Danny fala com um amigo imaginário e, com o seu próprio indicador e em voz alterada, recebe o alerta para um perigo que nenhuma criança poderia sequer conceber. Portanto, é legítimo perguntar: até que ponto grande parte do filme não acontece na cabeça do puto e até que ponto isso não é o somatório de todos os medos infantis? (A câmara subjectiva, embora usada subtilmente, está lá…). Mais: embora seja uma metáfora do mal que a todos nos pode calhar em sorte (o nosso cérebro reptiliano, na base da nuca, é tramado!), “Shinning é, também e inequivocamente, um filme sobre a infância, os seus medos, as suas ansiedades, a maneira como as crianças lidam e ultrapassam esses medos e essas dores do crescer – e sobre o primordial uso da imaginação como construção da identidade e da personalidade infantil, na sua relação com a adversidade do mundo!

E o mesmo se passa com “Halloween”, que nada mais é do que uma excelente e fascinante variação sobre o eterno tema do papão escondido no armário!

Uma última palavra para vos dizer que, sendo o Cinema uma paixão que me habita desde sempre e sendo estas as minhas escolhas pessoais, adorava saber as vossas opiniões, gostos e desilusões. Comentem à vontade, é o que vos peço. E, quando for caso disso, discordem de mim! Afinal, alguns gostos são pessoais e intransmissíveis, certo?

Nas listas abaixo, os filmes sem indicação de origem são americanos. Não deixa de ser curioso que, depois dos “habitués” (Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália) ver que a China, o Irão e o Japão dão cartas no que se refere a esta temática da infância e juventude!

Texto e lista de Jorge Vargas

1 – Séries de TV
• 1964-1967 – Flipper (criada por Jack Cowden e Ricou Browning)
• 1968-1969 – Marine Boy (criada por Peter Fernandez)
• 1968-1977 – Skippy (criada por Lee Robinson e Dennis Hill)
• 1970 – Os pequenos vagabundos/Les galapiats, de Pierre Gaspard-Huit (mini-série ; Bélgica/França)
• 1970-1974 – A família Partridge/The Partridge Family (criada por Bernard Slade)
• 1971-1981 – Os Waltons/The Waltons (criada por Earl Hamner Jr.)
• 1973-1979 – Gente do amanhã/The Tomorrow People (criada por Roger Damon Price; GB)
• 1974 – Heidi/Arupusu no shôjo Haiji (série de Isao Takahata – animação; Japão/RFA)
• 1974-1975 – Vickie, o viking/Chîsana baikingu Bikke (criada por John Boyle e Jean Daykin – animação; Áustria/Japão/RFA)
• 1974-1983 – Uma casa na pradaria/Little house in the prairie ( criada por Blanche Hanalis)
• 1974-1984 – Dias felizes/Happy days (criada por Garry Marshall)
• 1976 – As ilhas perdidas/The lost islands (criada por Michael Laurence; Austrália)
• 1976 – Marco: Dos Apeninos aos Andes/Haha wo tazunete sanzenri (de Isao Takahata – animação; Japão)
• 1978 – Conan, o rapaz do futuro/Mirai shônen Konan (criada por Hayao Miyazaki, Keiji Hayakawa e Isao Takahata – animação; Japão)
• 1978-1979 – Os cinco/The famous five (criada por Enyd Blyton; GB)
• 1981-1982 – Verão azul/Verano azul (criada por Antonio Mercero; Espanha)
• 1982-1987 – Fama/Fame (criada por Christopher Gore)
• 1982-1989 – Quem sai aos seus/Family ties (criada por de Gary David Goldberg)
• 1983-1985 – The Charlie Brown and Snoopy Show (criada por Charles M. Schulz; animação)
• 1988-1989 – This Is America, Charlie Brown (criada por Charles M. Schulz; animação)
• 1988-1993 – Anos felizes/The wonder years (por Carol Black e Neal Marlens)
• 1989-1993 – O menino doutor/Dowgie Houser, M.D. (criada por Steven Bochco e David E. Kelley)
• 1989-x – Os Simpsons/The Simpsons (criada por James L. Brooks, Matt Groening e Sam Simon – animação)
• 1991 – Eerie, Indiana (criada por Jose Rivera e Karl Schaefer)
• 1994-2004 – Friends (criada por David Crane e Marta Kauffman)
• 1996-2001 – 3º calhau a contar do Sol/Third rock from the sun (criada por Bonnie Turner e Terry Turner)
• 1998-x – Family Guy (criada por Seth MacFarlane e David Zuckerman – animação)
• 2000-2006 – A vida é injusta/Malcolm in the middle (criada por Linwood Boomer, Michael Glouberman, Andy Bobrow)
• 2007-2018 – A teoria do Big Bang/The Big Bang Theory (criada por Chuck Lorre e Bill Prady)
• 2009-x – Uma família muito moderna/Modern family (criada por Steven Levitan e Christopher Lloyd)
• 2011-x – No limite/Shameless (criada por John Wells e Paul Abbott)
• 2013-x – Vikings (criada por Michael Hirst)
• 2014 – O pequeno Quinquin/P’tit Quinquin (mini-série de Bruno Dumont)
• 2014-2019 – Gomorra/Gomorra: La serie (criada por Leonardo Fasoli, Stefano Bises, Roberto Saviano, Ludovica Rampoldi e Giovanni Bianconi)
• 2016-x – Stranger things (criada por Matt Duffer e Ross Duffer)

2 – Filmes de animação
• 1937 – Branca de Neve e os sete anões/Snow White and the Seven Dwarfs, de David Hand
• 1950 – A gata borralheira/Cinderella, de Clyde Geronimi
• 1959 – A bela adormecida/Sleeping Beauty, de Clyde Geronimi
• 1965 – Feliz Natal, Charlie Brown/A Charlie Brown Christmas (de Bill Melendez e Charles M. Schulz)
• 1969 – Um rapaz chamado Charlie Brown/A Boy Named Charlie Brown (de Bill Melendez e Charles M. Schulz)
• 1973 – A teia de Carlota/Charlotte’s Web, de Charles A. Nichols e Iwao Takamoto
• 1978 – O senhor dos anéis/The Lord of the Rings, de Ralph Bakshi (EUA/GB/Espanha)
• 1982 – Vincent, de Tim Burton (curta-metragem)
• 1986 – O castelo no céu/Tenkû no shiro Rapyuta, de Hayao Miyazaki (Japão)
• 1988 – Neco z Alenky, de Jan Svankmajer (Checoslováquia/Suiça/GB/RFA)
• 1988 – O meu vizinho Totoro/ Tonari no Totoro, de Hayao Miyazaki (Japão)
• 1988 – O túmulo dos pirilampos/ Hotaru no haka, de Isao Takahata (Japão)
• 1991 – Memórias de ontem/Omohide poro poro, de Isao Takahata (Japão)
• 1992 – Aladino/Aladdin, de Ron Clements e John Musker
• 1993 – O estranho mundo de Jack/The Nightmare Before Christmas, de Henry Selick e Tim Burton
• 1999 – A família Yamada/Hôhokekyo tonari no Yamada-kun, de Isao Takahata (Japão)
• 2001 – A viagem de Chihiro/Sen to Chihiro no kamikakushi, de Hayao Miyazaki (Japão)
• 2001 – Monstros e companhia/Monsters, Inc., de Pete Docter, David Silverman e Lee Unkrich
• 2004 – O castelo andante/Hauru no ugoku shiro, de Hayao Miyazaki (Japão)
• 2004 – Suchîmubôi (“Steamboy”), de Katsuhiro Ôtomo (Japão)
• 2005 – A noiva cadáver/The Corpse Bride, de Tim Burton e Mike Johnson (EUA/GB)
• 2006 – A casa fantasma/Monster House, de Gil Kenan
• 2006 – Paprika/Papurika, de Satoshi Kon (Japão)
• 2007 – Persépolis/Persepolis, de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (França/EUA)
• 2008 – Ponyo à beira mar/Gake no ue no Ponyo, de Hayao Miyazaki (Japão)
• 2009 – A princesa e o sapo/The Princess and the Frog, de Ron Clements e John Musker
• 2009 – Coraline e a porta secreta/Coraline, de Henry Selick
• 2009 – Up – Altamente/Up, de Pete Docter e Bob Peterson
• 2010 – Como treinares o teu dragão/How to train your dragon, de Dean DeBlois e Chris Sanders
• 2010 – Gru – O mal disposto/Despicable me, de Pierre Coffin e Chris Renaud (EUA/França)
• 2010 – O mundo secreto de Arrietty/Kari-gurashi no Ariett, de Hiromasa Yonebayashi e Hayao Miyazaki (Japão)
• 2012 – Frankenwennie, de Tim Burton
• 2012 – ParaNorman, de Chris Butler e Sam Fell
• 2013 – O conto da princesa Kaguya/Kaguyahime no monogatari, de Isao Takahata (Japão)
• 2015 – Divertida-Mente/Inside out, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen
• 2017 – Coco, de Lee Unkrich e Adrian Molina

3 – Filmes
1910-1929
• 1919 – O lírio quebrado/Broken Blossoms, de David Wark Griffith
• 1920 – As duas tormentas/Way Down East, de David Wark Griffith
• 1921 – As duas orfãs/Orphans of the Storm, de David Wark Griffith
• 1921 – O garoto de Charlot/The Kid, de Charles Chaplin
• 1925 – Sally, a filha do circo/Sally of the Sawdust, de David Wark Griffith

1930-1939
• 1931 – Emílio e os detectives/Emil und die detektive, de Gerhard Lamprecht (Alemanha)
• 1932 – Eu nasci, mas…/Otona no miru ehon – Umarete wa mita keredo, de Yasujiro Ozu (Japão)
• 1933 – Zero em comportamento/Zéro de conduite, de Jean Vigo (Frannça)
• 1935 – Vida e aventuras de David Copperfield/The Personal History, Adventures, Experience, & Observation of David Copperfield the Younger, de George Cukor
• 1936 – O pequeno lord/Little Lord Fauntleroy, de John Cromwell
• 1937 – Lobos do mar/Captain Courageous, de Victor Fleming
• 1937 – Ruas de Nova York/Dead End, de William Wyler
• 1938 – Anjos de cara suja/Angels with Dirty Faces, de Michael Curtiz
• 1939 – O feiticeiro de Oz/The Wizard of Oz, de Victor Fleming

1940-1949
• 1941 – O vale era verde/How Green Was My Valley, de John Ford
• 1942 – Aniki-Bobó, de Manoel de Oliveira (Portugal)
• 1944 – A nobreza corre nas veias/National Velvet, de Clarence Brown
• 1944 – I bambini ci guardano, de Vittorio De Sica (Itália)
• 1945 – Laços Humanos/A Tree Grows in Brooklyn, de Elia Kazan
• 1945 – Os rapazes da geral/Les enfants du Paradis, de Marcel Carné (França)
• 1946 – Grandes esperanças/Great Expectations, de David Lean (GB)
• 1946 – O despertar/The Yearling, de Clarence Brown
• 1946 – Sciuscià, de Vittorio de Sica (Itália)
• 1947 – Alemanha, ano zero/Germania, anno zero – de Roberto Rossellini (Itália)
• 1948 – As aventuras de Oliver Twist/Oliver Twist, de David Lean (GB)
• 1948 – Filhos da noite/They Live by Night, de Nicholas Ray
• 1948 – Ladrões de bicicletas/Ladri di biciclette, de Vittorio De Sica (itália)
• 1948 – O ídolo caido/The Fallen Idol, de Carol Reed (GB)
• 1948 – O que viram os meus olhos/The Window, de Ted Tetzief
• 1948 – O rapaz dos cabelos verdes/The Boy With Green Hair, de Joseph Losey
• 1949 – O mundo não perdoa/Intruder in the Dust, de Clarence Brown

1950-1959
• 1950 – Los olvidados, de Luís Buñuel (México)
• 1951 – O rio sagrado/The River, de Jean Renoir (França/GB/Índia/EUA)
• 1952 – Brincadeiras proibidas/Jeux interdits, de René Clement (França)
• 1952 – O vagabundo dos sonhos/Les belles de nuit, de René Clair (França)
• 1952 – The Member of the Wedding, de Fred Zinnemann
• 1953 – Confesso/I Confess, de Alfred Hitchcock
• 1953 – Crina Branca/Crin blanc: Le cheval sauvage, de Albert Lamorisse (curta-metragem; França)
• 1953 – Mónica e o desejo/Sommaren med Monika, de Ingmar Bergman (Suécia)
• 1953 – Os 5000 dedos do Dr. T/The 5,000 Fingers of Dr. T., de Roy Rowland
• 1953 – Os inúteis/I vitelloni, de Federico Fellini (Itália)
• 1953 – Shane, de George Stevens
• 1954 – Sete noivas para sete irmãos/Seven Brides for Seven Brothers, de Stanley Donen
• 1955 – A palavra/Ordet, de Carl Theodore Dreyer (Dinamarca)
• 1955 – A sombra do caçador/The Night of the Hunter, de Charles Laughton
• 1955 – Fúria de viver/Rebel Without a Cause, de Nicholas Ray
• 1955 – Marcelino, pão e vinho/Marcelino pan y vino, de Ladislao Vajda (Espanha/Itália)
• 1955 – O lamento da vereda/Pather Panchali, de Satyajit Ray (Índia)
• 1955 – O terceiro tiro/The Trouble with Harry, de Alfred Hitchcock
• 1955 – O tesouro do Barba-Ruíva/Moonfleet, de Fritz Lang
• 1955 – Sementes de violência/The Blackboard Jungle, de Richard Brooks
• 1956 – Atrás do espelho/Bigger than Life, de Nicholas Ray
• 1958 – O meu tio/Mon oncle, de Jacques Tati (França)
• 1959 – Bom dia/Ohayô, de Yasujiro Ozu (Japão)
• 1959 – O mundo de Apu/Apu sansar, de Satyajit Ray (Índia)
• 1959 – Os 400 golpes/Les quatre cents coups, de François Truffaut (França)
• 1959 – Um Verão violento/Estate violenta, de Valerio Zurlini (Itália)

1960-1969
• 1960 – A aldeia dos malditos/Village of the damned, de Wolf Rilla (GB)
• 1960 – Zazie no metro/Zazie dans le metro, de Louis Malle (França)
• 1961 – A infame mentira/The children’s hour, de William Wyler
• 1961 – Amor sem barreiras/West side story, de Robert Wise e Jerome Robbins
• 1961 – O rolo compressor e o violino/Katok i skripka, de Andrei Tarkovsky (curta-metragem; URSS)
• 1961 – Os inocentes/The Innocents, de Jack Clayton (GB)
• 1961 – Os olhos postos em ti/Whistle Down the Wind, de Bryan Forbes (GB)
• 1962 – A infância de Ivan/Ivanovo detstvo, de Andrei Tarkovsky (URSS)
• 1962 – Lolita, de Stanley Kubrick
• 1962 – Na sombra e no silêncio/To Kill a Mockingbird, de Robert Mulligan
• 1963 – O senhor das moscas/Lord of the Flies, de Peter Brook (GB)
• 1963 – O silêncio/Tystnaden, de Ingmar Bergman (Suécia)
• 1963 – Uma criança à espera/A Child Is Waiting, de John Cassavetes
• 1964 – Mary Poppins, de Robert Stevenson
• 1965 – Música no coração/The Sound of Music, de Robert Wise
• 1966 – A flor à beira do pântano/This Property Is Condemned, de Sidney Pollack
• 1966 – O jovem Torless/Der junge Torless, de Volker Schlondorff (RFA/França)
• 1967 – Amor e morte/Mouchette, de Robert Bresson (França)
• 1968 – Oliver!, de Carol Reed (GB)
• 1968 – Se…/If…, de Lindsay Anderson (GB)
• 1968 – Uma infância atribulada/L’Enfance-nue, de Maurice Pialat (França)
• 1969 – Kes – Os dois indomáveis/Kes, de Ken Loach (GB)
• 1969 – O menino selvagem/L’enfant sauvage, de François Truffaut (França)
• 1969 – O menino/Shonen, de Nagisa Oshima (Japão)

1970-1979
• 1970 – Meu pé de laranja lima, de Aurélio Teixeira (Brasil)
• 1970 – O joelho de Claire/Le genou de Claire, de Éric Rohmer (França)
• 1970 – O mensageiro/The Go-Between, de Joseph Losey (GB)
• 1971 – A maravilhosa história de Charlie/Willy Wonka & Chocolate Factory, de Mel Stuart
• 1971 – A última sessão/The Last Picture Show, de Peter Bogdanovich
• 1971 – Laranja mecânica/Clockwork Orange, de Stanley Kubrick (GB/EUA)
• 1971 – Morte em Veneza/Morte a Venezia, de Luchino Visconti (Itália/França/EUA)
• 1971 – Um sopro no coração/Le souffle au coeur, de Louis Malle (França/Itália/RFA)
• 1971 – Verão de 42/Summer of 42, de Robert Mulligan
• 1971 – Viva la muerte, de Fernando Arrabal (França/Tunísia)
• 1972 – As brancas montanhas da morte/Jeremiah Johnson, de Sidney Pollack
• 1973 – Amarcord, de Federico Fellini (Itália/França)
• 1973 – Lua de papel/Paper Moon, de Peter Bogdanovich
• 1973 – Noivos sangrentos/Badlands, de Terrence Mallck
• 1973 – O espírito da colmeia/El espiritu de la colmena, de Victor Erice (Espanha)
• 1974 – Alice já não mora aqui/Alice Doesn’t Live Here Anymore, de Martin Scorsese
• 1974 – Alice nas cidades/Alice in den städten, de Win Wenders (RFA)
• 1974 – Lacombe Lucien, o colaboracionista/Lacombe Lucien, de Louis Malle (França/Itália/RFA)
• 1975 – Tubarão/Jaws, de Steven Spielberg
• 1976 – 1900/Novecento, de Bernardo Bertolucci (Itália/França/RFA)
• 1976 – Carrie, de Brian De Palma
• 1976 – Cría cuervos, de Carlos Saura (Espanha)
• 1976 – Feios, porcos e maus/Brutti, sporchi e cattivi – de Ettore Scola (Itália)
• 1976 – Na idade da inocência/L’argent de poche, de François Truffaut (França)
• 1976 – Taxi Driver, de Martin Scorsese
• 1977 – A guerra das estrelas/Star Wars, de George Lucas
• 1978 – A árvore dos tamancos/L’albero degli zoccol, de Ermanno Olmi (Itália)
• 1978 – Dias do Paraíso/Days of Heaven, de Terrence Malick
• 1978 – Du er ikke alene (“You Are Not Alone”), de Ernst Johansen e Lasse Nielsen (Dinamarca)
• 1978 – Grease – Brilhantina/Grease, de Randal Kleiser
• 1978 – Halloween: O regresso do mal/Halloween, de John Carpenter
• 1978 – Menina bonita/Pretty baby, de Louis Malle
• 1979 – A Lua/La Luna, de Bernardo Bertolucci (Itália/EUA)
• 1979 – Kramer contra Kramer/Kramer vs. Kramer, de Robert Benton
• 1979 – O tambor/Die blechtrommel, de Volker Schlondorff (RFA/França/Polónia/Jugoslávia)

1980-1989
• 1980 – Gente vulgar/Ordinary People, de Robert Redford
• 1980 – Manhã submersa, de Lauro António
• 1980 – O cavalo preto/The Black Stallion, de Carrol Ballard
• 1980 – O império contra-ataca/The Empire Strikes Back, de Irving Kershner
• 1980 – Shining/The shining, de Stanley Kubrick (GB/EUA)
• 1981 – O clarim da revolta/Taps, de Harold Becker
• 1981 – Pixote, a lei do mais fraco – de Hector Babenco (Brasil)
• 1982 – E.T.: O extraterrestre/E.T.: The Extraterrestrial, de Steven Spielberg
• 1982 – Fanny e Alexandre/Fanny och Alexander, de Ingmar Bergman (Suécia/França/RFA)
• 1982 – O rei da evasão/The Escape Artist, de Caleb Deschanel
• 1982 – Poltergeist – O fenómeno/Poltergeist, de Tobe Hooper
• 1983 – Jogos de guerra/WarGames, de John Badhan
• 1983 – Juventude inquieta/Rumble Fish, de Francis Ford Coppola
• 1983 – O regresso de Jedi/Return of the Jedi, de Richard Marquand
• 1983 – O sul/El sur, de Victor Erice (Espanha/França)
• 1983 – Os marginais/The Outsiders, de Francis Ford Coppola
• 1983 – Uma história de Natal/A Christmas Story, de Bob Clark
• 1984 – A casa e o mundo/Ghare-Baire, de Satyajit Ray (Índia)
• 1984 – Era uma vez na América/Once Upon a Time in America, de Sergio Leone
• 1984 – Estrada de fogo/Streets of Fire, de Walter Hill
• 1984 – História interminável/Die unendliche geschichte, de Wolfgang Petersen (RFA/EUA)
• 1984 – Momento da verdade/Karate Kid, de John G. Avildsen
• 1984 – Paris, Texas – de Win Wenders (RFA/França/GB/EUA)
• 1985 – A testemunha/The witness, de Peter Weir
• 1985 – Exploradores/Explorers, de Joe Dante
• 1985 – O clube/The Breakfast Club, de John Hughes
• 1985 – O enigma da pirâmide/Young Sherlock Holmes, de Barry Levinson
• 1985 – O pai foi em viagem de negócios/Otac na sluzbemon putu, de Emir Kusturica (Jugoslávia)
• 1985 – Os Goonies/The Goonies, de Richard Donner
• 1985 – Sem eira nem beira/Sans toit ni loi, de Agnés Varda (França)
• 1985 – Vem e vê/Idi i smotri, de Elem Klimov (URSS)
• 1985 – Vida de cão/Mitt liv som hund, de Lasse Hallström (Suécia)
• 1986 – Conta comigo/Stand by Me, de Rob Reiner
• 1987 – A luz/Yeelen, de Souleymane Cissé (Mali/Burkina Faso/França/RFA/Japão)
• 1987 – Adeus, rapazes/Au revoir, les enfants; de Louis Malle (França/RFA/Itália)
• 1987 – Aventuras fora de horas/Adventures in Babysitting, de Chris Columbus
• 1987 – Esperança e glória/Hope and glory, de John Boorman (GB/EUA)
• 1987 – Império do sol/Empire of the Sun, de Steven Spielberg
• 1987 – Iratan e Iracema – Os meninos mais malcriados do Mundo, de Paulo Guilherme d’Eça Leal (Portugal)
• 1987 – Milho vermelho/Hong gao liang, de Zhang Yimou (China)
• 1987 – O rei das crianças/Hai zi wang, de Chen Kaige (China)
• 1987 – O último imperador/The last emperor, de Bernardo Bertolucci (GB/Itália/China/França/EUA)
• 1987 – Onde fica a casa do meu amigo?/Khane-ye doust kodjast?, de Abbas Kiarostami (Irão)
• 1987 – Os dias da rádio/Radio Days, de Woody Allen
• 1987 – Pelle, o conquistador/Pelle erobreren, de Bille August (Dinamarca/Suécia)
• 1988 – A fantástica aventura do barão/The adventures of baron Munchhausen, de Terry Gillian (GB/Itália/RFA/EUA)
• 1988 – Cinema Paraíso/Nuovo Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornattore (Itália/França)
• 1988 – Fuga sem fim/Running on empty, de Sidney Lumet
• 1988 – O tempo dos ciganos/Dom za vesanje, de Emir Kusturica (GB/Itália/Jugoslávia)
• 1988 – Tempos difíceis, de João Botelho (Portugal/GB)
• 1988 – Uma pedra no bolso, de Joaquim Pinto (Portugal)
• 1989 – A 300 milhas do céu/300 mil do nieba, de Maciej Dejczer (Dinamarca/França/Polónia)
• 1989 – Celia, de Ann Turner (Austrália)
• 1989 – Indiana Jones e a última cruzada/Indiana Jones and the Last Crusade, de Steven Spielberg
• 1989 – O clube dos poetas mortos/Dead Poets Society, de Peter Weir
• 1989 – O meu pé esquerdo/My Left Foot, de Jim Sheridan (Irlanda/EUA)
• 1989 – O sangue, de Pedro Costa (Portugal)
• 1989 – Yaaba – Avózinha/Yaaba, de Idrissa Ouedraogo (Burkina Faso/Suiça/França)

1990-1999
• 1990 – Não te mexas, morre e ressuscita /Zamri, umri, voskresni – de Vitali Kanevski (URSS)
• 1990 – Sonhos de Akira Kurosawa/Yume, de Akira Kurosawa (Japão/EUA)
• 1990 – Sozinho em casa/Home Alone, de Chris Columbus
• 1990 – Um anjo à minha mesa/An Angel at My Table, de Jane Campion (Nova Zelândia/Austrália/GB/EUA)
• 1990 – Um coração selvagem/Wild at Heart, de David Lynch
• 1991 – A caminho de Idaho/My Own Private Idaho, de Gus van Sant
• 1991 – A idade maior, de Teresa Villaverde (Portugal)
• 1991 – A vida por uma corda/Bian zou bian chang, de Chen Kaige (China/Alemanha/GB)
• 1991 – E a vida continua…/Zendegi va digar hich, de Abbas Kiarostami (Irão)
• 1991 – Exterminador implacável 2: O dia do julgamento/Terminator 2: Judgment Day, de James Cameron (EUA/França)
• 1991 – Hook, de Steven Spielberg
• 1991 – Jacquot de Nantes, de Agnés Varda (França)
• 1991 – O meu primeiro beijo/My Girl, de Howard Zieff
• 1991 – Rosa, uma mulher de fogo/Rambling Rosa, de Martha Coolidge
• 1991 – Uma vida independente/Une vie independante, de Vitali Kanevski (GB/Rússia/França)
• 1992 – 588 Rue Paradis, de Henry Verneuil (França)
• 1992 – A força da ilusão/Radio Flyer, de Richard Donner
• 1992 – Aqueles longos dias/The Long Day Closes, de Terence Davis (GB)
• 1992 – Duas vidas e um rio/A River Runs Through It, de Robert Redford
• 1992 – No dia dos meus anos, de João Botelho (Portugal/França)
• 1993 – A idade da inocência/The Age of Innocence, de Martin Scorsese
• 1993 – A vida deste rapaz/This Boy’s Life, de Michael Caton-Jones
• 1993 – Coração americano/American Heart, de Martin Bell
• 1993 – Em nome do pai/In the Name of the Father, de Jim Sheridan (Irlanda/GB/EUA)
• 1993 – Gilbert Grape/What’s Eating Gilbert Grape, de Lasse Hallström
• 1993 – Juventude inconsciente/Dazed and Confused, de Richard Linklater
• 1993 – Libertem Willy/Free Willy, de Simon Wincer
• 1993 – O papagaio de papel azul/Lan fengzheng, de Tam Zhuangzhuang (China/Hong Kong)
• 1993 – O piano/The Piano, de Jane Campion (Nova Zelândia/Austrália/França)
• 1993 – O puto/The Snapper, de Stephen Frears (GB)
• 1993 – O último grande herói/The Last Action Hero, de John McTiernan
• 1993 – Um bairro em Nova York/A Bronx Tale, de Robert de Niro
• 1993 – Um mundo perfeito/A Perfect World, de Clint Eastwood
• 1994 – Forrest Gump, de Robert Zemeckis
• 1994 – Sol enganador/Outomlyonnye solntsen, de Nikita Mikhalkov (Rússia/França)
• 1995 – A tríade de Xangai/Yao a yao, yao dao waipo qiao – de Zhang Yimou (França/China)
• 1995 – Laços de amizade/The Cure, de Peter Horton
• 1995 – Miúdos/Kids, de Larry Clark
• 1995 – O ódio/La haine, de Mathieu Kassovitz (França)
• 1995 – Underground: Era uma vez um país/Underground, de Emir Kusturica (Jugoslávia/França/Alemanha/Bulgária/República Checa/Hungria)
• 1996 – Adeus, pai, de Luís Filipe Rocha (Portugal)
• 1996 – Ponnette, de Jacques Doillon (frança)
• 1996 – Será que vai nevar no Natal?Y’aura t’il de la neige à Noël?, de Sandrine Veysset (França)
• 1996 – Sleepers – Sentimento de revolta/Sleepers, de Barry Levinson
• 1996 – Trainspotting, de Danny Boyle (GB)
• 1996 – Voando para casa/Flying Away Home, de Carrol Ballard
• 1997 – Brincadeiras perigosas/Funny Games, de Michael Haneke (Áustria)
• 1997 – Filhos do Paraíso/Bacheha-Ye aseman, de Majid Majidi (Irão)
• 1997 – Gattaca, de Andrew Niccol
• 1997 – Kundun, de Martin Scorsese (EUA/Mónaco)
• 1997 – Ma vie en rose, de Alain Berliner (Bélgica/França/GB)
• 1997 – O bom rebelde/Good Will Hunting, de Gus van Sant
• 1997 – O boxeur/The Boxer, de Jim Sheridan (EUA/Irlanda)
• 1997 – O rapaz do talho/The Butcher Boy, de Neil Jordan (EUA/Irlanda)
• 1998 – A eternidade e um dia/Mia aioniotita kai mia mera, de Theo Angelopoulos (França/Itália/Grécia/Alemanha)
• 1998 – A vida é bela/La vitta è bella, de Roberto Benigni (Itália)
• 1998 – América proibida/American History X, de Tony Kaye
• 1998 – Central do Brasil, de Walter Salles (Brasil/França)
• 1998 – Felicidade/Hapiness, de Todd Solondz
• 1998 – O encantador de cavalos/The Horse Whisperer, de Robert Redford
• 1998 – Pleasantville – Viagem ao passado/Pleasantville, de Gary Ross
• 1998 – Sib (“Apple”), de Samira Makhmalbaf (Irão/França)
• 1999 – A língua das mariposas/La lengua de las mariposas, de José Luis Cuerda (Espanha)
• 1999 – As virgens suicídas/The Virgin Suicides, de Sofia Coppola
• 1999 – Beleza americana/American Beauty, de Sam Mendes
• 1999 – Céu de Outubro/October Sky, de Joe Johnston
• 1999 – Eleições/Election, de Alexander Payne
• 1999 – Jaime, de António-Pedro Vasconcelos (Portugal/Brasil/Luxemburgo)
• 1999 – Luna Papa, de Bakhtyar Khudojnazarov (Alemanha/Japão/Tadjiquistão/Uzbesquistão/Áustria/Suiça/França/Rússia)
• 1999 – Ninhos quentes/Pelísky, de Jan Hrebejk (República Checa)
• 1999 – O caso Winslow/The Winslow Boy, de David Mamet (GB/EUA)
• 1999 – O sexto sentido/The sixth sense, de M. Night Shyamallan
• 1999 – O Verão de Kikujiro/Kikujirô no natsu, de Taleshi Kitano (japão)
• 1999 – Os rapazes não choram/Boys Don’t Cry, de Kimberly Peirce
• 1999 – Rang-e khoda, de Majid Majidi (Irão)
• 1999 – Regras da casa/The Cider House Rules, de Lasse Hallström

2000-2009
• 2000 – Billy Elliot, de Stephen Daldry (GB/França)
• 2000 – Favores em cadeia/Pay it Forward, de Mimi Leder
• 2000 – Malèna, de Giuseppe Tornatore (Itália/EUA)
• 2000 – No quarto da Vanda, de Pedro Costa (Portugal/Alemanha/Suiça)
• 2000 – Quase famosos/Almost Famous, de Cameron Crowe
• 2000 – Um tempo para cavalos bêbados/Zamani barayé masti asbha, de Bahman Ghobadi (Irão)
• 2000 – Yi-Yi, de Edward Yang (Taiwan/Japão)
• 2001 – A.I.: Inteligência artificial/A.I.: Artificial Inteligence, de Steven Spielberg
• 2001 – Até ao fim/The Deep End, de Scott McGehee
• 2001 – Corações na Atlântida/Hearts in Atlantis, de Scott Hicks
• 2001 – Donnie Darko, de Richard Kelly
• 2001 – Harry Potter e a pedra filosofal/Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, de Chris Columbus (GB/EUA)
• 2001 – L.I.E. – Sem saída/L.I.E., de Michael Cuesta
• 2001 – Nas costas do diabo/El espinazo del diablo, de Guillermo del Toro (Espanha/México)
• 2001 – O quarto do filho/La stanza del figlio, de Nani Moretti (Itália/França)
• 2001 – O senhor dos anéis: A irmandade do anel/The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, de Peter Jackson (Nova Zelândia/EUA)
• 2001 – Os Tenenbaums – Uma comédia genial/The Royal Tenenbaums, de Wes Anderson
• 2002 – A domadora de baleias/Whale Rider, de Niki Caro (Nova Zelândia/Alemanha)
• 2002 – A estranha vida de IgbyIgby Goes Down, de Burr Steers
• 2002 – Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil/França)
• 2002 – Era uma vez um rapaz/About a Boy, de Chris e Paul Weitz (EUA/GB/França/Alemanha)
• 2002 – Na América/In America, de Jim Sheridam (irlanda/GB/EUA)
• 2002 – O senhor dos anéis: As duas torres/The Lord of the Rings: The Two Towers, de Peter Jackson (EUA/Nova Zelândia)
• 2002 – Sinais/signs, de M. Night Shyamalan
• 2003 – A melhor juventude/La meglio gioventù, de Marco Tullio Giordana (Itália)
• 2003 – Elefante/Elephant, de Gus van Sant
• 2003 – Escola de rock/The School of Rock, de Richard Linklater (EUA/Alemanha)
• 2003 – Mystic River, de Clint Eastwood (EUA/Austrália)
• 2003 – Não tenho medo/Io non ho paura, de Gabrielle Salvatores (Itália/Espanha/GB)
• 2003 – O senhor dos anéis: O regresso do rei/The Lord of the Rings: The Return of the King, de Peter Jackson (EUA/Nova Zelândia)
• 2003 – Treze – Inocência perdida/Thirteen, de Catherine Hardwicke (EUA/GB)
• 2003 – Um toque de canela/Politiki kouzina, de Tassos Boulmetis (Grécia/Turquia)
• 2004 – À procura da Terra do Nunca/Finding Neverland, de Marc Forster (EUA/GB)
• 2004 – A vila/The Village, de M. Night Shyanalam
• 2004 – As chaves da casa/Le chiavi di casa, de Gianni Amelio (Itália/Alemanha/França)
• 2004 – Infância roubada/Certi bambini, de Andrea e Antonio Frazzi (Itália)
• 2004 – Inocência/Innocence, de Lucile Hadzihalilovic (Bélgica/frança/GB/Japão)
• 2004 – Má educação/La mala educación, de Pedro Almodóvar (Espanha)
• 2004 – Moolaadé, de Ousmane Sembene (Senegal/Burkina Faso/Marrocos/Tunísia/Camarões/França)
• 2004 – Ninguém sabe/Dare mo shirama, de Hirokazu Koreeda (Japão)
• 2004 – Pele misteriosa/Misterious skin, de Greg Araki (EUA/Holanda)
• 2004 – Uma pequena vingança/Mean Creek, de Jacob Aaron Estes
• 2005 – A casa da minha avó/La casa de mi abuela, de Adán Allaga (Espanha)
• 2005 – A criança/L’enfant, de Jean-Pierre Dardene e Luc Dardenne (Bélgica/França)
• 2005 – A lula e a baleia/The Squid and the Whale, de Noah Baumbach
• 2005 – Água/Water, de Deepa Mehta (Canadá/Índia)
• 2005 – As Crónicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa/The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, de Andrew Adamson (EUA/GB)
• 2005 – Brick, de Rian Johnson
• 2005 – Charlie e a fábrica de chocolate/Charlie and the Chocolate Factory, de Tim Burton (EUA/GB/Austrália)
• 2005 – Last days – Últimos dias/Last Days, de Gus van Sant
• 2005 – Nanny McPhee: A ama mágica/Nanny McPhee, de Kirk Jones (EUA/GB/França)
• 2005 – Os reis de Dogtown/Lords of Dogtown, de Catherine Hardwicke (EUA/Alemanha)
• 2005 – Sophie Scholl – Os últimos dias/Sophie Scholl – Die letzten tage, de Marc Rothemund (Alemanha)
• 2005 – Tsotsi, de Gavin Hood (GB/África do Sul)
• 2005 – Zathura – Aventura no espaço/Zathura: A Space Adventure, de Jon Fraveau
• 2006 – A Lua e o lago/La Luna e il lago, de Andrea Porporati (Itália)
• 2006 – A teia de Carlota/Charlotte’s Web, de Gary Winick (EUA/Alemanha/Austrália)
• 2006 – Brisa de mudança/The Wind that Shakes the Barley, de Ken Loach (Irlanda/GB/Alemanha/Espanha/Itália/França/Bélgica/Suiça/Holanda)
• 2006 – Juventude em marcha, de Pedro Costa (Portugal/França/Suiça)
• 2006 – Marie Antoinette, de Sofia Coppola (EUA/França/Japão)
• 2006 – O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger (Brasil)
• 2006 – O astronauta/The Astronaut Farmer, de Michael Polish
• 2006 – O labirinto do fauno/El laberinto del fauno, de Guillermo del Toro (Espanha/México/EUA)
• 2006 – This is England – Isto é Inglaterra/This is England, de Shane Meadows (GB)
• 2006 – Uma família à beira de um ataque de nervos/Little Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris
• 2007 – Anjos na neve/Snow Angels, de David Gordon Green
• 2007 – Expiação/Atonement, de Joe Wright (GB/França/EUA)
• 2007 – Haverá sangue/There Will be Blood, de Paul Thomas Anderson
• 2007 – Histórias de caçadeiras/Shotgun Stories, de Jeff Nichols
• 2007 – Juno, de Jason Reitman
• 2007 – O filho de Rambow – Um novo herói/Son of Rambow, de Garth Jennings (GB/França/Alemanha/EUA)
• 2007 – O menino de Cabul/The Kite Runner, de Marc Forster (EUA/China)
• 2007 – O meu irmão é filho único/Mio fratello è figlio único, de Daniele Luchetti (Itália/França)
• 2007 – O segredo de Terabitia/Bridge to Terabithia, de Gabor Csupo
• 2007 – O voo do balão vermelho/Le voyage du ballon rouge, de Hsiao-Hsien Hou (França/Taiwan)
• 2007 – Paranoid Park, de Gus van Sant (França/EUA)
• 2007 – Tudo o que perdemos/Things We Lost in the Fire, de Susane Bier (EUA/GB/Canadá)
• 2007 – Zavet, de Emir Kusturica (Sérvia/França)
• 2008 – A turma/Entre les murs, de Laurent Cantet (França)
• 2008 – Cidade das sombras/City of Ember, de Gil Kenan
• 2008 – Deixa-me entrar/Låt den rätte komma in, de Thomas Alfredson (Suécia)
• 2008 – Depois das aulas/After School, de António Campos
• 2008 – Gomorra, de Matteo Garrone (Itália)
• 2008 – Gran Torino, de Clint Eastwood (Alemanha/EUA)
• 2008 – Hayat Var, de Reha Erdem (Turquia/Grécia/Bulgária)
• 2008 – Hipsters/Stilyagi, de Valeriy Todorovskiy (Rússia)
• 2008 – Na-moo-eobs-neun san, de So Yong Kim (EUA/Coreia do Sul)
• 2008 – O dia da saia/La journée de la jupe, de Jean-Paul Lilienfeld (França/Bélgica)
• 2008 – O leitor/The Reader, de Stephen Daldry (EUA/Alemanha)
• 2008 – O rapaz do pijama às riscas/The Boy in the Striped Pyjamas, de Marc Herman (GB/EUA)
• 2008 – Tempos de Verão/L’heure d’etê, de Olivier Assayas (França)
• 2008 – Tulpan, de Sergei Dvortsevoy (Cazaquistão/Rúsia/Alemanha/Polónia/Suiça/Itália)
• 2009 – (500) Dias com Summer/(500) Days of Summer, de Marc Webb
• 2009 – A estrada/The road, John Hillcoat
• 2009 – A teta assustada/La teta asustada, de Claudia Llosa (Espanha/Peru)
• 2009 – Bem-vindo à Zombieland/Zombieland, de Ruben Fleischer
• 2009 – Canino/Kynodontas, de Yorgos Lanthimos (Gr´cia)
• 2009 – Corações perdidos/Bas les coeurs, de Robin Davis (França/Alemanha)
• 2009 – Cosmonauta, de Susanna Nicchiarelli (Itália)
• 2009 – O laço branco/Das weiße band – Eine deutsche kindergeschichte, de Michael Haneke (Alemanha/Áustria/França/Itália)
• 2009 – Uma outra educação/An Education, de Lone Scherfig (GB/EUA)
• 2009 – Vão-me buscar alecrim/Get Me Some Rosemary, de Ben e Joshua Safdie (EUA/França)

2010-2019
• 2010 – A coisa mais bela/La prima cosa bella, de Paolo Virzi (Itália)
• 2010 – Cigarros e meias de nylon/Cigarettes et bas nylon, de Fabrice Cazeneuve (França)
• 2010 – Deixa-me entrar/Let Me In, de Matt Reeves (GB/EUA)
• 2010 – Despojos de Inverno/Winter’s Bone, de Debra Grank
• 2010 – Indomável/True Grit, de Joel e Ethan Coen
• 2010 – Kick-ass: O novo super-herói/Kick-ass, de Matthew Vaughn (GB/EUA)
• 2010 – Mel/Bal, de Semih Kaplanoghu (Turquia/Alemanha/França)
• 2010 – Num mundo melhor/Hævnen, de Susane Bier (Dinamarca/Suécia)
• 2010 – Pão negro/Pa negre, de Agustí Villaronga (Espanha)
• 2010 – Scott Pilgrim contra o mundo/Scott Pilgrim vs. the world, de Edgar Wright (EUA/GB/Canadá/Japão)
• 2010 – Submarino/Submarine, de Richard Ayoade (GB/EUA)
• 2010 – Susa, de Rusudan Pirveli (Geórgia)
• 2011 – 50/50, de Jonathan Levine
• 2011 – A árvore da vida/The Tree of Life, de Terrence Malick
• 2011 – A guerra dos botões/La guerre des boutons, de Yann Samuell (França)
• 2011 – A invenção de Hugo/Hugo, de Martin Scorsese
• 2011 – Cavalo de guerra/War Horse, de Steven Spielberg (EUA/Índia)
• 2011 – Declaração de guerra/La guerre est déclarée, de Valérie Donzelli (França)
• 2011 – Extremamente alto, incrivelmente perto/Extremely Loud & Incredibly close, de Stephen Daldry
• 2011 – Hanna, de Joe Wright (EUA/GB/Alemanha)
• 2011 – O meu pai é Baryshnikov/Moy papa Baryshnikov, de Dmitry Povolotsky (Rússia)
• 2011 – O miúdo da bicicleta/Le gamin au vélo, de Jean-Pierre Dardene e Luc Dardenne (França/Bélgica/Itália)
• 2011 – Os descendentes/The Descendants, de Alexander Payne
• 2011 – Procurem abrigo/Take Shelter, de Jeff Nichols
• 2011 – Super 8, de J. J. Abrams
• 2011 – Temos de falar sobre Kevin/We eed to Talk About Kevin, de Lynne Ramsay (GB/EUA)
• 2011 – Terra firme/Terraferma, de Emanuelle Crialese (Itália/França)
• 2012 – A extraordinária vida de Timothy Green/The Odd Life of Timothy Green, de Peter hedges
• 2012 – A vida de Pi/Life of Pi, de Ang Lee (EUA/Taiwan/GB/Canadá)
• 2012 – As vantagens de ser invisível/The Perks of Being a Wallflower, de Stephen Chbosky
• 2012 – Bestas do Sul selvagem/Beasts of the Southern Wild, de Benh Zeitlin
• 2012 – Dentro de casa/Dans la maison, de François Ozon (França)
• 2012 – Estarei por aqui/Ya budu ryadom, de Pavel Ruminov (Rússia/Ucrânia)
• 2012 – Eu e tu/Io e te, de Bernardo Bertolucci (Itália)
• 2012 – Fuga/Mud, de Jeff Nichols
• 2012 – Lore, de Cate Shortland (Alemanha/Austrália/GB)
• 2012 – Moonrise kingdom, de Wes Anderson
• 2012 – O impossível/Lo impossible, de J. A. Bayona (Espanha/EUA)
• 2012 – O sonho de Wadjda/Wadjda, de Haifaa Al-Mansour
• 2013 – A vida de Adèle/La vie d’Adéle, de Abdellatif Kechiche (frança/Bélgica/Espanha)
• 2013 – Corre, rapaz, corre/Lauf junge lauf, de Pepe Danquart (Alemanha/França/Polónia)
• 2013 – Ida, de Pawel Pawlikowski (Polónia/Dinamarca/França/GB)
• 2013 – Joe, de David Gordon Green
• 2013 – Sangue quente/Warm Bodies, de Jonathan Levine (EUA/Canadá)
• 2013 – Tal pai, tal filho/Soshite chichi ni naru, de Hirokazu Koreeda (Japão)
• 2014 – Boyhood: Momentos de uma vida/Boyhood, de Richard Linklater
• 2014 – Grand Budapest Hotel/The Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson (EUA/Alemanha)
• 2014 – Lixo/Trash, de Stephen Daldry e Christian Duurvoort (GB/Brasil/Alemanha)
• 2014 – Mamã/Mommy, de Xavier Dolan (Canadá)
• 2014 – O senhor Babadook/The Babadook, de Jennifer Kent (Austrália/Canadá)
• 2014 – Wildlike – Coração selvagem/Wildlike, de Frank Hall Green
• 2015 – Deus existe e vive em Bruxelas/Le tout nouveau testament, de Jaco van Dormael (França/Bélgica/Luxemburgo)
• 2015 – Eu, o Earl e a tal miúda/Me and Earl and the dying girl, de Alfonso Gomez-Rejon
• 2015 – Mustang, de Deniz Gamze Ergüven (França/Alemanha/Turquia/Qatar)
• 2015 – Táxi/Taxi, de Jafar Panahi (Irão)
• 2016 – Agnus dei – As inocentes/Les innocentes, de Anne Fontaine (França/Polónia)

4 – Documentários
• 1989 – Trabalhos de casa/Mashgh-e shab, de Abbas Kiarostami (Irão)
• 2008 – Unmistaken child, de Nat Baratz (Israel)
• 2009 – Alamar, de Pedro González-Rubio (México)
• 2015 – Adeus, meu professor/Mon maître d´école, de Emilie Thérond (França)