Universos Paralelos – 12 – A guerra das estrelas de George Lucas Ep. 3

Etiquetas

, , , , , ,

Universos Paralelos - 12 - A guerra das estrelas de George Lucas Ep. 3

Pode ouvir aqui o décimo segundo episódio de Universos Paralelos:
PODCAST

E ler a respectiva folha de sala aqui:
FOLHA DE SALA

 

Universos Paralelos é um programa da autoria de António Araújo (Segundo Take), José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e Tomás Agostinho (Imaginauta), produzido e apresentado mensalmente no podcast Segundo Take.

Subscreva o podcast em
Apple Podcasts
ou
Spotify.

Universos Paralelos

Anúncios

Grinch, 2018

Etiquetas

, , , , , , , , , , , , ,

The Grinch Em Whoville, todos se preparam para que o próximo Natal seja ainda mais encantadoramente deslumbrante que o anterior. Quem não suporta a ideia de tanta alegria, preparativos, presentes, doces, enfeites, boa-vontade e simpatia é o Grinch (Benedict Cumberbatch), que fica enojado quando tem de deixar a montanha, onde vive sozinho com o cão Max, para vir a Whoville comprar comida. Então, o Grinch engendra um plano: vai-se disfarçar de Pai Natal para entrar nas casas dos Whos e roubar todos os presentes, para lhes estragar a quadra. Ao mesmo tempo, a pequena Cindy Lou (Cameron Seely) prepara uma armadilha para caçar o Pai Natal, pois precisa de falar com ele para lhe explicar que o único presente que quer é ajuda para a sua mãe Donna (Rashida Jones), que vive uma vida de sacrifício para cuidar de três filhos. Continuar a ler

Feliz Natal, 2005

A janela encantada

Joyeux NoëlNo Natal de 1914, meses após o início da Primeira Guerra Mundial, os soldados viviam o primeiro Inverno na Frente Ocidental, numa altura em que o romantismo inicial dera lugar à frieza e horror da morte e devastação. Quando, na noite de Natal, o tenor alemão Nikolaus Sprink (Benno Fürmann, com a voz de Rolando Villazón no canto) começou a cantar canções de Natal às suas tropas, foi respondido com música e aplausos do lado escocês. Novos cânticos surgiram dos dois lados, levando a que os soldados perdessem o medo e abandonassem as trincheiras. Sob acordo dos oficiais, o tenente alemão Horstmayer (Daniel Brühl), o tenente francês Audebert (Guillaume Canet) e o tenente escocês Gordon (Alex Ferns), foi decretada uma trégua, para que se enterrassem os mortos e se celebrasse uma missa conjunta de Natal.

View original post mais 1.122 palavras

Feliz Natal!

Etiquetas

,

Imagem de "Grinch" (The Grinch, 2018), de Yarrow Cheney e Scott Mosier

Chegou mais um Natal, o sétimo que se comemora n’A Janela Encantada. Como sempre, tiramos uns dias para ver filmes de Natal, sempre com olhar especial para o jeito mais inocentemente infantil de encarar esta quadra.

Sem mais, A Janela Encantada deseja aos leitores do blogue um feliz Natal, e que esse espírito puro de calor humano se prolongue pelo menos por mais 365 dias.

Recorde-se aqui os filmes já apresentados nos Natais anteriores:

Natal 2012:
• 1947: Miracle on 34th Street (De Ilusão Também Se Vive) – George Seaton
• 2004: The Polar Express – Robert Zemeckis
• 1984: A Christmas Carol – Clive Donner
• 1993: Nightmare Before Christmas (O Estranho Mundo de Jack) – Henry Selick
• 1983: A Christmas Story (Uma História de Natal)
Natal 2013:
• 1946: It’s A Wonderful Life (Do Céu Caiu Uma Estrela) – Frank Capra
• 1994: The Santa Clause (Santa Cláusula) – John Pasquin
• 2009: Disney’s A Christmas Carol (Um Conto de Natal) – Robert Zemeckis
• 1955: We’re No Angels (Veneno de Cobra) – Michael Curtiz
• 2003: Love Actually (O Amor Acontece) – Richard Curtis
Natal 2014:
• 1992: The Muppet Christmas Carol (O Conto de Natal dos Marretas) – Brian Henson
• 2005: Joyeux Noël (Feliz Natal) – Christian Carion
• 2011: Arthur Christmas – Sarah Smith, Barry Cook
• 1954: White Christmas (Natal Branco) – Michael Curtiz
Natal 2015:
• 1940: Remember the Night (Lembra-te Daquela Noite) – Mitchell Leisen
• 2012: Rise of the Guardians (A Origem dos Guardiões) – Peter Ramsey
• 1947: The Bishop’s Wife (O Mensageiro do Céu) – Henry Koster
• 1988: Scrooged (SOS Fantasmas) – Richard Donner
Natal 2016:
• 2015: Krampus (Krampus: O Lado Negro do Natal) – Michael Dougherty
• 2003: Bad Santa (Bad Santa – O Anti-Pai Natal) – Terry Zwigoff
• 1942: Holiday Inn (15 Dias de Prazer) – Mark Sandrich
• 2000: Niko – lentäjän poika (Niko na Terra do Pai Natal) – Michael Hegner, Kari Juusonen
Natal 2017:
• 2000: Dr. Seuss’ How the Grinch Stole Christmas (Grinch) – Ron Howard
• 2003: Los Reyes Magos (Os 3 Reis Magos) – Antonio Navarro
• 1938: A Christmas Carol (Cântico de Natal) – Edwin L. Marin

Universos Paralelos – 12 – A guerra das estrelas de George Lucas Ep. 3

Etiquetas

, , , , , ,

Universos Paralelos - 12 - A guerra das estrelas de George Lucas Ep. 3

Segunda-feira, dia 24 de Dezembro a prenda de Natal que o António Araújo (Segundo Take), o José Carlos Maltez (A Janela Encantada) e o Tomás Agostinho (Imaginauta) vos deixam é o décimo segundo episódio de Universos Paralelos.

E nele fechamos uma trilogia de episódios dedicados à saga Star Wars, com a fase que vai de 2012 aos nossos dias. O episódio poderá ser encontrado aqui:
podcast

 

A guerra das estrelas de George Lucas Ep. 3

George Lucas com os bonecos da Disney em cosplay de Star Wars

Em 2012, o mundo do cinema foi surpreendido pela notícia de que a Walt Disney Company comprara a Lucasfilm Ltd., naquilo que é mais um passo para o que a história do cinema descreverá como a aglutinação das franchises com maior lucro de sempre em torno de uma ou duas grandes companhias de Hollywood.

Mas para os fãs da saga criada por George Lucas, a consequência era outra: tornava-se agora possível pensar numa revitalização da série com novos filmes. E, de facto, foi imediatamente anunciada uma nova trilogia, contando com os há muito desejados episódios VII, VIII e IX. Com Kathleen Kennedy — que em 1981, se tornara, com Steven Spielberg e Frank Marshall, uma das fundadoras da Amblin Entertainment — a assumir a presidência da nova Lucasfilm, J. J. Abrams — então curiosamente envolvido no rejuvenescimento da saga Star Trek — foi trazido para dirigir o projecto, e os novos filmes começaram a ser preparados.

Imagem promocional do regresso da série "The Clone Wars"

Em simultâneo, o universo criado por Lucas continuava ainda a produzir material para os fãs. Havia uma série de televisão — The Clone Wars — a decorrer desde 2008, e os livros do chamado Extended Universe continuavam a ser editados em vários volumes por ano, fruto da colaboração de diferentes autores que seguiam a visão de George Lucas sobre personagens (tanto as dos filmes como inéditas), acontecimentos, cenários e eras, abarcando um período que ia agora dos primórdios da galáxia à formação dos Jedi, dos Sith e da Antiga República até tudo o que rodeava os eventos das duas trilogias, e mesmo a descendência dos Solo e Skywalker.

Não se querendo fazer uma completa tábua rasa de tudo o que estava para trás, a Lucasfilm decidiu que havia que simplificar o cânone, considerando canónicos apenas os seis filmes e a série “The Clone Wars”. Tudo o resto passava a ser catalogado como Legends, assim como se fossem histórias apócrifas, contadas por quem conta mitos e não história verdadeira. Essa seria escrita numa nova série de livros, publicados a partir de 2014, e que se centrariam essencialmente nos personagens dos filmes — passados e futuros.

Mas, por muito que os livros, a banda desenhada e os videojogos nos dessem a partir de 2014, era o tal “Episódio VII” que todos queriam descobrir. Ele chegou em 2015, no que foi uma tentativa de recuperar o espírito dos primeiros filmes, esquecendo a atmosfera mais negra, a política mais complexa e a fotografia mais dependente de efeitos especiais da segunda trilogia. O resultado era o regresso a uma aventura mais clássica e simplificada em torno de novos heróis que nos fizessem lembrar os lugares comuns que tão icónicos se tornaram na história do cinema em 1977.

<img >Harrison Ford em "O Despertar da Força" (The Force Awakens, 2015), de J. J. Abrams

Realizado por J. J. Abrams, “O Despertar da Força” foi um tremendo sucesso de bilheteira, e a Lucasfilm sentiu estar no caminho certo. Foi anunciado que o filme seguinte (“Os Últimos Jedi”), a estrear em 2017, seria realizado por Rian Johnson, e começaram a surgir notícias de spin-offs que ajudariam a completar o universo com histórias paralelas e desenvolvimento de outros personagens. A primeira seria “Rogue One: A Star Wars Story” (2016), que contava sobre os momentos que precediam imediatamente o “Episódio IV” — a Guerra das Estrelas original de 1977. O segundo seria “Solo: A Star Wars Story” (2018), que explorava aventuras de um jovem Han Solo, muito antes de o termos conhecido no filme original. O fracasso comercial deste segundo filme esfriou intenções de produzir muitas outras obras no que se antevia já como uma tapeçaria de filmes diferentes, a exemplo do que a Marvel vem fazendo.

Felicy Jones em "Rogue One One: Uma História de Star Wars" (Rogue One, 2016) de Gareth Edwards

Tal era a prova de que nem tudo é simples no planeamento da Lucasfilm, que entretanto anunciava que o “Episódio IX” seria novamente realizado por J. J. Abrams (e não por Colin Trevorrow, como inicialmente fora pensado). De avanços e recuos tem-se feito a planificação de que filmes paralelos e novas trilogias verão a luz do dia, com novidades e suas negações a surgirem a ritmo acelerado. Pelo meio, a presença da Lucasfilm na televisão aumenta, primeiro com a bem sucedida série de animação “Rebels” (2004-2018), de Dave Filoni, depois com a série mais juvenil “Resistance”, recentemente estreada, e finalmente com a promessa da primeira série acção real, “The Mandalorian”, para 2019.

Veja-se neste renascimento um recuperar do espírito original ou apenas um encaixar nas fórmulas de gerir o espectáculo cinematográfico nos nossos dias, a verdade é que continua a ser um período fascinante para se ser fã de Star Wars, com uma galáxia que pode ser, muito, muito longe, mas nos dá muito de si quase todos os dias.

José Carlos Maltez, Dezembro de 2018.

 

Fontes primárias

Cinema

  • Star Wars: Episódio VIII – O Despertar da Força (Star Wars: Episode VII – The Force Awakens, J. J. Abrams, 2015)
  • Rogue One: Uma História de Star Wars (Rogue One, Gareth Edwards, 2016)
  • Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi, Rian Johnson, 2017)
  • Han Solo: Uma História de Star Wars (Solo: A Star Wars Story, Ron Howard, 2018)

Televisão

  • Star Wars: Rebels (Dave Filoni, Justin Ridge, 2014–2018)
  • Star Wars: Forces of Destiny (Dave Filoni, 2017)
  • Star Wars: Resistance (Dave Filoni, 2018–)

Bibliografia seleccionada

  • Carson, R. (2018) Most Wanted. New York, NY: Del Rey.
  • Dawson, D. S. (2017) Phasma. New York, NY: Del Rey.
  • Foster, A. D. (2016) Star Wars: The Force Awakens. New York, NY: Del Rey.
  • Gray C. (2017) Leia, Princess of Alderaan. New York, NY: Del Rey.
  • Hearne, K. (2015) Heir to the Jedi. New York, NY: Del Rey.
  • Johnston, E. K. (2016) Ahsoka. New York, NY: Del Rey.
  • Lafferty, M. (2018) Solo: A Star Wars Story: Expanded Edition. New York, NY: Del Rey.
  • Luceno, J. (2014) Tarkin. New York, NY: Del Rey.
  • Luceno, J. (2016) Catalyst: A Rogue One Novel. New York, NY: Del Rey.
  • Miller, J. J. (2014) A New Dawn. New York, NY: Del Rey.
  • Older, D. J. (2018) Last Shot. New York, NY: Del Rey.
  • Revis, B. (2017) Rebel Rising. New York, NY: Del Rey.
  • Wendig, (2015-2017) Aftermath [3 livros]. New York, NY: Del Rey.
  • Zahn, T. (2017) Thrawn. New York, NY: Del Rey.
  • Zahn, T. (2018) Thrawn: Alliances. New York, NY: Del Rey.

Banda Desenhada

  • Marvel Comics (2015-) – Inúmeras colecções

Videojogos selecionados

  • Angry Birds Star Wars (2012): Mobile
  • Angry Birds Star Wars II (2013): Mobile
  • Star Wars: Galaxy of Heroes (2015): Mobile
  • Star Wars Battlefront (2015)- PlayStation 4, Windows, Xbox One
  • Lego Star Wars: The Force Awakens (2016): Windows, PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox One, Xbox 360, Wii U, Mac
  • Star Wars Battlefront II (2017) – PlayStation 4, Windows, Xbox One

Fontes secundárias

Bibliografia

  • Szostak, P. (2015) The Art of Star Wars: The Force Awakens. New York, NY: Harry N. Abrams.
  • Kushins, J. (2016) The Art of Rogue One: A Star Wars Story. New York, NY: Harry N. Abrams.
  • Szostak, P. (2017) The Art of Star Wars: The Last Jedi. New York, NY: Harry N. Abrams.
  • Szostak, P. (2018) The Art of Solo: A Star Wars Story. New York, NY: Harry N. Abrams.

Website

Difamação, 1946

A janela encantada

NotoriousNovamente emprestado por David O. Selznick, desta vez à RKO, Alfred Hitcthcock voltou ao romance de espionagem, naquele que muitos consideram o exemplo supremo da maturidade do realizador. Voltando a trabalhar com o argumentista Ben Hetch, Hitchcock tinha de novo consigo a sua diva Ingrid Bergman, à qual se juntava (também pela segunda vez) aquele que viria a ser um dos seus actores preferidos, Cary Grant. A completar o triângulo amoroso do filme estava ainda Claude Rains.

View original post mais 1.317 palavras

Os Sinos de Santa Maria, 1945

Etiquetas

, , , , , , , ,

The Bells of St. Mary's St. Mary’s é uma paróquia e colégio dirigido por freiras, que recebe um novo padre, o irlandês O’Malley (Bing Crosby), homem pragmático e algo mundano, que vem avaliar se o velho edifício merece ser salvo, ou se deve ser encerrado, enviando-se as crianças para outra escola longe dali. Quem quer fazer tudo para salvar St. Mary’s são as freiras, lideradas pela irmã Benedict (Ingmar Bergman), que têm como principal arma a fé. Por isso rezam para que Horace P. Bogardus (Henry Travers), o construtor que acabou de erigir um imponente edifício junto à escola, não só não as expulse considerando a escola em decadência, como veja a luz e lhes dê o novo edifício para nova escola. Será entre o bom senso de O’Malley e o rigor de Benedict, que as soluções para a escola e alunos irão ser encontradas. Continuar a ler

Saratoga, 1945

Etiquetas

, , , , , , , , , , ,

Saratoga Trunk Após a morte da sua mãe, desterrada em Paris, a jovem Clio Duvaine regressa à sua casa de infância em Nova Orleães, disposta a redimir o nome materno, casando com alguém rico e respeitável e forçando os familiares, que nunca a aceitaram, a engolir o seu orgulho. Mas o plano começa a desmoronar quando Clio se apaixona pelo cowboy, aventureiro texano, bem abaixo do nível aristocrático dela, Clint Maroon (Gary Cooper). Se por um lado o casal sente atracção mútua, por outro as colisões são evidentes, e Clint parte para Saratoga, para continuar a ganhar dinheiro, deixando Clio sem motivação para continuar na cidade onde ninguém a quer. Continuar a ler

A Casa Encantada, 1945

A janela encantada

SpellboundEmbora sob contrato com David O. Selznick desde 1939, “A Casa Encantada” foi apenas o segundo filme de Alfred Hitchcock para aquele produtor, que preferia rentabilizar o contrato alugando os serviços de Hitchcock a outros estúdios. Depois de duas curtas-metragens de propaganda de guerra, realizadas em Inglaterra, foi o regresso de Hitchcock às histórias de jovens casais em fuga, desta vez com a novidade do uso da psicanálise. Com argumento de Ben Hetch, o filme foi o seu primeiro com Ingrid Bergman e Gregory Peck, actores que voltariam a trabalhar com o realizador inglês. “A Casa Encantada” ficou ainda famoso pela sequência do sonho, com cenários do pintor surrealista Salvador Dalí.

View original post mais 1.133 palavras

Um Longo Domingo de Noivado, 2004

Etiquetas

, , , , , , , , , , , , , ,

Un long dimanche de fiançaillesDurante a Batalha de Somme, em 1916, na Primeira Guerra Mundial, cinco soldados franceses acabam feridos numa mão – seja por acidente involuntário ou por auto-mutilação –, facto que aproveitam para tentarem ser desmobilizados. Todos são sumariamente condenados, e a sua pena é serem levados para terra de ninguém, para que os alemães os matem. Quem não aceita esta versão dos factos é Mathilde (Audrey Tatou), a noiva do mais jovem dos cinco, Manech (Gaspard Uliel), a qual vai iniciar uma investigação à distância, que durará até 1920, na qual ela acredita que o seu noivo terá sobrevivido. Continuar a ler