Film Noir – apêndices

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1. Bibliografia aconselhada sobre o Film Noir

  • BRION, Patrick – Mémoirs du Cinéma: Les Films Noirs. Genève: Éditions Liber, 1995.
  • DICKOS, Andrew – Street with No Name: A History of the Classic American Film Noir. Lexington, KY: University Press of Kentucky, 2002.
  • HANNSBERRY, Karen Burroughs – Femme Noir: Bad Girls of Film. Jefferson, NC: McFarland & Co., 1998.
  • HANNSBERRY, Karen Burroughs – Bad Boys: The Actors of Film Noir. Jefferson, NC: McFarland & Co., 2003.
  • HIRSCH, Foster – The Dark Side of the Screen: Film Noir (2nd edition). New York, NY: Da Capo Press: 2008.
  • KEANEY, Michael F. – Film Noir Guide: 745 Films of the Classic Era, 1940–1959. Jefferson, N.C.: McFarland, 2003
  • MAYER, Geoff, McDONNELL – Encyclopedia of Film Noir. Westport, CT: Greenwood Publishing Group, 2007.
  • MULLER, Eddie – Dark City: The Lost World of Film Noir. New York, NY: St. Martin’s Griffin, 1998)
  • NAREMORE, James – More than Night: Film Noir in Its Contexts (Second Edition, Revised edition). Berkely, CA: University of California Press, 2008.
  • PALMER, R. Barton – Hollywood’s Dark Cinema: The American Film Noir. New York, NY: Twayne Publishers, 1994.
  • PALMER, R. Barton (Ed.) – Perspectives on Film Noir. New York, NY: G.K. Hall, 1996.
  • SELBY, Spencer – Dark City: The Film Noir. Jefferson, N.C.: McFarland & Co., 1984
  • SILVER, Alain, URSINI, James – The Noir Style. Woodstock, NY: Overlook Press, 1999.
  • SILVER, Alain, et al. – Film Noir: The Encyclopedia. London: Gerald Duckworth & Co Ltd, 2010.
  • SILVER, Alain (Ed.), URSINI, James (Ed.) – Film Noir, The Directors. New York, NY: Limelight Editions, 2012.
  • SILVER, Alain, URSINI, James, DUNCAN, Paul (Ed.) – Film Noir. Köln, London, Los Angeles, CA: Taschen Books, 2012.
  • SPICER, Andrew – Film Noir. Harlow, UK: Pearson Education, 2002.

2. Os escritores do romance Noir

James M. Cain (1892–1977)

James M. CainEscritor de livros de crime e mistério, que em muito influenciaram o género Noir. Cain, ao contrário dos seus pares Dashiell Hammett, Cain especializou-se em histórias de crime passional, narrados do ponto de vista dos criminosos, e não de detectives privados.
 
Particularmente famosos são os filmes saídos dos seus romances: “The Postman Always Rings Twice”, “Mildred Pierce” e “Double Indemnity”. Para além destes foi ainda argumentista em muitos outros filmes, foi jornalista, escreveu uma peça de teatro e publicou inúmeros livros.
 
Como activista político destacou-se a sua tentativa de sindicalizar os escritores na American Authors’ Authority, que nunca foi bem recebida.

Raymond Chandler (1888–1959)

Raymond ChandlerEscritor de livros policiais, muitas vezes apelidado como o maior escritor de histórias de detectives do continente americano.
 
Chandler publicou apenas sete romances completos, começando no famoso “The Big Sleep” adaptado ao cinema, e mostrando o seu célebre detective Philip Marlowe, interpretado por Humphrey Bogart. Para além do citado livro os outros seis foram: “Farewell, My Lovely”, “The High Window”, “The Lady in the Lake”, “The Little Sister”, “The Long Goodbye” e “Playback”, todas centradas na figura de Philip Marlowe, e apenas a última nunca adaptada ao cinema. A esta junta-se ainda “Poodle Springs”, iniciada por Chandler e terminada após a sua morte, por Robert B. Parker.
 
Raymond Chandler trabalhou ainda nos argumentos de outros Film Noir, como “Pagos a Dobrar” (Double Indemnity) de Billy wilder, “Medo Que Domina” (The Unseen, 1945) de Lewis Allen, “A Dália Azul” (The Blue Dahlia, 1946) de George Marshall e “O Desconhecido do Norte Expresso” (Strangers on a Train, 1951) de Alfred Hitchcock, além de outros. Acrescente-se ainda algumas dezenas de contos policiais, na maioria com Philip Marlowe como protagonista.
 
Aliás, Philip Marlowe é o mais famoso dos detectives privados americanos do Noir, e um arquétipo para todos os detectives que vieram a seguir. No écrã ele foi desempenhado por actores como: Dick Powell, Humphrey Bogart, Robert Montgomery, George Montgomery, James Garner, Elliott Gould e Robert Mitchum. Marlowe seria ainda motivo de uma sére de TV entre 1983 e 1986, protagonizada por Powers Boothe.

William Faulkner (1897–1962)

William FaulknerPrémio Nobel da Literatura em 1949, William Faulkner foi um autor celebrizado pelos seus romances, contos, poemas e peças de teatro, e vulgarmente conotado com a literatura do Sul dos Estados Unidos, a par de autores como Mark Twain, Truman Capote, Harper Lee ou Tennessee Williams. A sua escrita era subtil mas rica, emocional e complexa, por vezes apelidade de gótica.
 
Mas antes de se consagrar pela escrita, Faulkner, necessitado de dinheiro, e amigo pessoal do irmão de Howard Hawks, encontrou um meio de subsistência argumentando filmes para Hollywood. São exemplos: “Ter ou Não Ter” (To Have and Have Not, 1944), “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946), ambos de Howard Hawks, entre muitos outros (nem sempre creditados) durante os anos 30 e 40.

David Goodis (1917–1967)

David GoodisProlífico escritor de ficção Noir, Goodis especializou-se em contar histórias de vidas que tiveram caminhos errados. Após imensas histórias, nas revistas da chamada Pulp Fiction, Goodis veio a trabalhar para a rádio, para a qual escrevia novelas, até ver a notoriedade chegar pelo argumento do filme “O Prisioneiro do Passado” (Dark Passage, 1946), de Delmer Daves. Ainda em Hollywood Goodis seria responsável por mais um par de argumentos.
 
Já nos anos 60, David Goodis processou a ABC pela serialização de “O Fugitivo”, que segundo Goodis era baseado no seu “Dark Passage”. Goodis morreria sem ver o processo concluído.

Dashiell Hammett (1894–1961)

Dashiell HammettEscritor de livros policiais, Dashiell Hammett ajudou a definir o estilo de detective duro, inamovível, que não revela emoções, e através da sua persistência e faro natural vai desconstruindo as histórias em que é envolvido. Aliás é essa paraticamente a definição do detective típico do Film Noir, que Hammett deu ao cinema com o seu romance “The Maltese Falcon”, com o Sam Spade, protagonizado por Humphtey Bogart, no filme homónimo de 1941.
 
Hammett trabalhou para a famosa agência Pinkerton, pelo que a sua escrita bebe no realismo da sua experiência pessoal. Militante anti-fascista, lutou na segunda guerra Mundial, tendo posteriomente estado ligado ao Partido Comunista, o que lhe valeu estar na Lista Negra do McCarthismo.
 
Para além dos conhecidos livros, adaptados ao cinema “The Maltese Falcon”, “The Thin Man” e “The Glass Key”, Hammett escreveu ainda: “Red Harvest”, “The Dain Curse” (adaptado a TV) e cerca de duas dezenas de contos.

Ernest Hemingway (1899–1961)

Ernest HemingwayPrémio Nobel da Literatura em 1954, e um dos mais famosos escritores de sempre, Ernest Hemingway não é propriamente um vulto da escrita Noir, mas o seu celebrado estilo espartano e directo, com diálogos incisivos, foi uma influência para muitos escritores dessa escola.
 
Conhecido tanto pelos seus livros como pelo estilo de vida aventureiro que o levou a combater na Primeira Guerra Mundial, a ser correspondente na Guerra Civil Espanhola, a tornar-se um célebre caçador em Safaris e pescador desportivo de mar alto, Hemingway era um fervoroso adepto das touradas, e celebrava a coragem humana acima de tudo.
 
Hemingway ficou célebre por romances como “A Farewell to Arms”, “For Whom the Bell Tolls”, “The Old Man and the Sea” e “A Moveable Feast”. Para além da sua carreira de escritor foi ainda jornalista, e trabalhou em Hollywood em argumentos de filmes.
 
Alguns Film Noir foram baseados em contos seus, como “Ter ou Não Ter” (To Have and Have Not, 1944) de Howard Hawks, “Assassinos” (The Killers, 1946) de Robert Siodmak e “À Sombra do Mal” (The Breaking Point, 1950) de Michael Curtiz.

John Huston (1906-1987)

John HustonArtista multifacetado (pintor, escritor, realizador, actor), John Huston é principalmente conhecido como cineasta. Estreou-se como realizador com aquele que é para muitos o filme que define o início do Film Noir, “Relíquia Macabra” (The Maltese Falcon, 1941), cujo argumento também escreveu. A sua reputação como argumentista levou-o a assinar inúmeros argumentos, nalguns dos quais não sendo creditado.
 
Para além do já citado “Relíquia Macabra”, Huston escreveu e realizou ainda dois outros Noir clássicos: “Paixões em Fúria” (Key Largo, 1948), “Quando a Cidade Dorme” (The Asphalt Jungle, 1950). Escreveu ainda para outros realizadores, destacando-se: “O Último Refúgio” (High Sierra, 1941) de Raoul Walsh, “O Estrangeiro” (The Stranger, 1946) de Orson Welles e “Assassinos” (The Killers, 1946) de Robert Siodmak.
 
Entre os seus filmes mais celebrados e premiados fora do Noir, estão ainda: “O Tesouro da Serra Madre” (The Treasure of the Sierra Madre, 1948), “A Rainha Africana” (The African Queen, 1951), “Moulin Rouge” (1952), “Moby Dick” (1956), “Os Inadaptados” (The Misfits, 1961), “A Noite de Iguana” (The Night of the Iguana, 1964), “O Homem Que Queria Ser Rei” (The Man Who Would Be King, 1975), “Debaixo do Vulcão” (Under The Volcano, 1984).

Cornell Woolrich (1903-1968)

Cornell WoolrichEscritor de histórias policiais, considerado um dos melhores da sua geração. Cornell Woolrich deixou uma vasta obra de romances e contos, alguns dos quais têm sido adaptados ao cinema e à rádio. São exemplos “A Mulher Desconhecida” (Phantom Lady, 1944) de Robert Siodmak e “A Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954) de Alfred Hitchcock.

 
 
 

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