Cinema mudo escandinavo – apêndices

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1. Bibliografia aconselhada sobre o cinema mudo escandinavo

  • CARNEY, Raymond – Speaking the Language of Desire: The Films of Carl Dreyer. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.
  • COWIE, Peter – Finnish Cinema. Lancaster: Gazelle Book Services Ltd., 1977.
  • COWIE, Peter – Scandinavian Cinema. New York, NY: Samuel French Trade, 1992.
  • FORSLUND, Bengt – Victor Sjostrom: His Life and His Work. New York, NY: New York Zoetrope, 1988.
  • HAYES, Christian – Cinema’s First Master: The Cinema of Victor Sjöström, 1912-1923. Seattle, WA: Amazon Digital Services, Inc., 2013.
  • IVERSON, Gunnar ed.; WIDDING, Astrid Soderbergh ed.; SOILA, Tytti ed. – Nordic National Cinemas. London: Routledge, 1998.
  • JENSEN, Jytte – Benjamin Christensen: An International Dane. New York, NY: The Danish Wave ’99 – Exhibition Catalog, 1999.
  • MADEIRA, Maria João org. – Carl Th. Dreyer – As Folhas da Cinemateca. Lisboa: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, 2006.
  • MÖLLER, Birgir Thor – A Brief History of Icelandic Cinema [em linha]. The Icelandic Film Centre, Reykjavik, Islândia, actual. Março 2012 [consult. Ago. 2015] Disponível na Internet < http://www.icelandicfilmcentre.is/Icelandic-Films/articles/nr/1078 >
  • NOWELL-SMITH, Geoffrey ed. – The Oxford History of World Cinema. New York, NY: Oxford University Press; 1996.
  • PARRILL, William B. – European Silent Films on Video: A Critical Guide. Jefferson, NC: McFarland, 2011.
  • SUNDHOLM, John [et al.] – Historical Dictionary of Scandinavian Cinema. Lanham, MD: Scarecrow Press, 2012.

 

2. Cronologia

1896: Primeiras projecções de cinema na Escandinávia
 
1897: Primeiro filme escandinavo, realizado pelo dinamarquês Peter Elfelt: “Kørsel med grønlandske Hunde (Driving with Greenland Dogs). Seguem-se outras curtas-metragens com documentários e newsreels.
 
1902: Primeiro cinema permanente na Escandinávia, em Gotemburgo.
 
1903: Primeiro filme de ficção, “The Execution” (Henrettelsen), filmado por Peter Elfelt, na Dinamarca, que passa a ter cinemas permanentes. O cinema chega à Islândia com as primeira projecções.
 
1904: Novos cinemas abrem: Kosmorama (Copenhaga), Maailman ympäri (Helsínquia), Kinematograf-Theatret (Oslo).
 
1905: A Noruega torna-se independente da Suécia.
 
1906: A Nordisk Films Kompagni é fundada na Dinamarca por Ole Olsen. Na Islândia abre o primeiro cinema permanente, o Reykjavík Biograftheater (mais tarde Gamla Bío).
 
1907: Fundação da produtora sueca Svenska Biografteatern (mais tarde AB Svensk Filminsdustri). Primeiro filme de ficção da Finlândia, “Salaviinanpolttajat”, de Teuvo Puro e Louis Sparre. Primeiro filme de ficção da Noruega “Fiskerlivets farer: et drama på havet”, de Hugo Hermansen.
 
1909: Primeira longa-metragem sueca, “The People of Värmland” (Värmlänningarne) de Carl Engdahl, começa a ser produzido pela Svenska Bio.
 
1910: A Fotorama estreia o filme “The White Slave Trade” (Den hvide slavehandel). Filme é plagiado pela Nordisk Film que produz um filme com o mesmo nome, realizado por August Blom. Inaugura-se a era dourada do cinema dinamarquês.
 
1911: Primeira longa-metragem norueguesa, “The Curses of Poverty” (Fattigdomens forbandelse), realizado por Halfdan Nobel Roede.
 
1912: Mauritz Stiller e Victor Sjöström ingressam na sueca Svenska Bio, o primeiro como realizador de curtas-metragens cómicas, o segundo como actor.
 
1913: Estreia, na Dinamarca, do protótipo dos filmes-catástrofe, “Atlantis” de August Blom, produzido pela Nordisk Film.
 
1914: Início da Primeira Guerra Mundial. A Finlândia vê-se envolvida na guerra, por ser um Grão-ducado do Império Russo. Os restantes países escandinavos são neutrais. Rival da Nordisk, a Dansk Biograf Compagni tem em Benjamin Christensen o seu grande trunfo, com o filme de sucesso “O X Misterioso” (Det Hemmelighedsfulde X)
 
1915: Georg af Klercker deixa a Svenska Bio e vai realizar filmes em Gotemburgo, em Hasselblads.
 
1917: A distribuição da dinamarquesa Nordisk Film Kompagni na Alemanha e Europa Central é tomada pela Universum Film Aktiengesellschaft (UFA), mascando o fim da era dourada do cinema dinamarquês. A Finlândia torna-se independente em Dezembro, a guerra civil que se segue durará vários meses durante 1918. O prestígio de “O Lobo do Mar” (Terje Vigen) de Victor Sjöström credibiliza o cinema sueco como uma arte, iniciando a era dourada desta cinematografia.
 
1918: A Islândia torna-se independente da Dinamarca.
 
1919: É criada na Finlândia a Suomen Filmikuvaamo (depois Suomi Filmi) que se tornará a principal produtora daquele país. Fusão na Suécia entre a Svenska Biografteatern e a Filmindustri AB Skandia, originando a AB Svensk Filmindustri (SF). O dinamarquês Gunnar Sommerfeldt filma na Islândia, adaptando uma obra islandesa, “Sons of the Soil” (Borgslægtens historie). Na Dinamarca distingue-se Carl Theodor Dreyer, ao filmar para a Nordisk “O Presidente” (Præsidente) e “Páginas do Livro de Satanás” (Blade af Satans bog).
 
1920: “Gipsy Anne” (Fante-Anne) de Rasmus Breistein inaugura na Noruega um cinema mais votado a dramas rurais, e de grande sucesso interno. A SF inaugura os seus modernos estúdios Filmstaden em Solna. Estreiam “Erotikon” (Riddaren Av i Gar) de Mauritz Stiller e , e “O Carro Fantasma” (Körkarlen) de Victor Sjöström, obras fundamentais do cinema sueco.
 
1921: Na Dinamarca o duo Fyrtaarnet og Bivognen (grande e pequeno) leva a comédia de Lau Lauritzen a toda a Europa.
 
1922: “Anna-Liisa” de Teuvo Puro e Jussi Snellman é exibido na Suécia, tornando-se o primeiro filme finlandês com carreira internacional.
 
1923: Produção do primeiro filme de ficção inteiramente islandês, a curta metragem “The Adventures of Jon and Gvendur” (Ævintýri Jóns og Gvendar), de Loftur Guðmundsson.
 
1924: Benjamin Christensen vai para a Suécia, e realiza “A Feitiçaria Através dos Tempos Häxan” para a Svensk Filmindustri. Ainda na Suécia, Mauritz Stiller realiza “A Lenda de Gösta Berling” (Gösta Berlings Saga), o filme que dá a conhecer Greta Garbo. Carl Theodor Dreyer trabalha também fora da Dinamarca, realizando “Michael” para a alemã UFA. Já Victor Sjöström troca a Suécia pelos Estados Unidos, onde, sob o nome Victor Seastrom, realiza alguns dos mais importantes filmes americanos da década.
 
1926: Benjamin Christensen vai para os Estados Unidos, onde realiza sete filmes até 1929, voltando depois à Dinamarca. Mauritz Stiller vai também para os Estados Unidos, acompanhando Greta Garbo, e realizando quatro filmes sem grande sucesso.
 
1928: Estreia de “A Paixão de Joana d’Arc” (La passion de Jeanne d’Arc) de Carl Theodor Dreyer, produzido em França. Victor Sjöström volta à Europa filmando apenas alguns filmes na Alemanha e na Inglaterra.
 
1932: Carl Theodor Dreyer filma “Vampiro” (Vampyr – Der Traum des Allan Grey) para a alemã Tobis Filmkunst, filme experimentalista, da transição para o sonoro, e última grande obra da época inicial do cinema escandinavo.

 

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