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Robert Bresson

Há alguns anos, alguém me ofereceu um livro sobre Robert Bresson, exortando-me a ver os seus filmes por terem muito a ver comigo. A óbvia curiosidade levou-me a encetar a tarefa, e a surpresa foi monumental.

Amado por muitos (de Tarkovsky aos realizadores da Nouvelle Vague), e incompreendido por muitos mais, Bresson tinha como principal objectivo criar um cinema (a que chamou cinematografia) que tivesse uma linguagem própria, para lá do teatro filmado em que muito cinema cai. Por isso, os seus filmes espantam pela austeridade, cenografia espartana, uso actores não profissionais que declamam o texto sem o interpretar ou dar-lhe emoção, uso de planos fechados mais atentos ao detalhe que à envolvência geral, e histórias de desespero e buscas pessoais de um ascetismo não convencional, num estilo que ainda hoje merece ser estudado, e do qual parece que nunca se disse ou compreendeu tudo.

Hoje, anos passados, chegou a altura de transformar esses visionamentos num ciclo de textos escritos neste blogue, naquilo que será uma integral das longas-metragens de um realizador que foi sempre uma voz única na cinematografia universal.

A lista de filmes