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Imagem de "Massacre no Texas" (The Texas Chain Saw Massacre, 1974), de Tobe Hooper

Voltando ao cinema de género, e abordando novamente o terror, A Janela Encantada vai dedicar algumas semanas a falar da revolução que se deu entre os anos 70 e 80, quando o terror deixou o mundo aristocrático de vampiros elegantes e o gótico literário de Poe, Mary Shelley ou Bram Stoker para se entregar a um lado mais visceral, sangrento e, digamos mesmo, mais visual, onde sangue e tripas a par de imagens que inspiram nojo e asco começavam a ser as correntes dominantes.

Talvez podendo encontrar em “A Noite dos Mortos Vivos” (Night of the Living Dead, 1968), de George A. Romero, o início desta tendência – mesmo que já “Psico” (Psycho, 1960), de Alfred Hitchcock fosse um percursor -, foi, bebendo influência noutros tipos de cinema, como o giallo italiano e a exploitation do chamado cinema Mondo – onde se destaca o infame “Holocausto Canibal” (Cannibal Holocaust), de Ruggero Deodato -, que o cinema mainstream foi buscar inspiração para, primeiro através de produções independentes, depois conquistando as majors, trazer esta tendência de sangue e tripas para a fila da frente do cinema de terror dos anos 80, sobretudo pelas mãos dos três maiores mestres da década, Wes Craven, John Carpenter e David Cronenberg, que aqui merecerão o devido destaque.

O ciclo que agora se inicia terá uma estrutura diferente do habitual, começando com um olhar para alguns filmes percursores, olhando depois para os filmes principais daqueles que ficaram conhecidos como os três Cês do terror dos anos 80 e completando, depois, com alguns filmes de outros realizadores que seguiram na linha de Craven, Carpenter e Cronenberg. De foram ficarão as múltiplas sequelas de franchises quase todas iguais e sem nada de novo acrescentar, falando-se apenas de alguns dos filmes que começaram essas correntes.

Esperamos que goste de por aqui ficar, entre sustos e baldes de sangue, de filmes que se foram tornando verdadeiros clássicos.