Etiquetas

, ,

Michael Haneke em Cannes, em 2017 [Crédito: Maria Laura Antonelli/Shutterstock]

Voltamos aos mini-ciclos a que se deu o nome de “Cinema XXI” e que servem para olharmos para a carreira de realizadores que têm marcado este início de século. No seu nono tomo, o “Cinema XXI” traz-nos Michael Haneke, um nome habitual em Cannes, onde, regularmente, o realizador tem vindo a triunfar, como trampolim para a admiração internacional.

Nascido na Alemanha, durante a guerra, e educado na Áustria, Michael Haneke chegou ao cinema apenas aos 46 anos, destacando-se por um modo de filmar muito espartano, dispensando artifícios de câmara, mas conseguindo um olhar duro, frio, e até clinicamente distante sobre temas difíceis, de um quase hiper-realismo. Procurando incomodar, sem dar respostas, os filmes de Haneke são murros no estômago no sentido de nos fazer questionar ou apercebermo-nos de que sentimos algo. Seja a extrema violência, as repressões sexuais, a decrepitude humana e morte, os segredos do passado ou as hipocrisias sociais, o cinema de Haneke é sempre um olhar tenso e incomodativo, lembramo-nos quem somos mesmo que por vezes o tentemos esquecer.

Textos adicionais

Edições anteriores:
Nuri Bilge Ceylan
Béla Tarr
Jia Zhangke
Alexander Sokurov
Tsai Ming-liang
Paolo Sorrentino
Xavier Dolan
Pablo Larraín