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Sylvester Stallone

Sylvester Stallone

por Emanuel Neto
co-autor do blogue Por um punhado de euros

Michael Sylvester Cardenzio Stallone era um jovem nascido em Nova Iorque que deixou a escola muito cedo. Um dia foi a uma sala de cinema ver um filme protagonizado por Steve Reeves. Quando saiu, a sua cabeça martelava esta ideia: “a partir de agora vais deixar de ser um vadio e vais ser um grande homem como o Steve Reeves”. Mudou-se para Los Angeles e tentou a sua sorte no cinema. Alcançou o sucesso ainda nos anos 70 mas os anos 80 foram os seus anos de glória.

“Fuga Para a Vitória” é especial. Um filme que tem Pelé a marcar golos de bicicleta e tem Sylvester Stallone a jogar a guarda-redes e a defender um penálti nos últimos instantes do jogo tem de ser especial.

Os anos foram passando, o sucesso e a fama aumentavam e o auge foi alcançado em 1985. A segunda aventura do veterano de guerra John Rambo foi um enorme sucesso de bilheteira a nível mundial. Para não variar, a partir daqui passou a ser moda falar mal de Stallone (principalmente uma tropa fandanga chamada “críticos de cinema”, essa seita!). Ainda nesse ano estreou “Rocky IV”, o filme da saga que obteve a maior receita e o filme de boxe mais rentável de sempre (um recorde que ainda hoje não foi batido!). Depois de ter partido as trombas a Mr. T (“I pity the fool”) três anos antes, Balboa enfrenta o gigante soviético Dolph Lundgren em Moscovo (na casa do inimigo). Contra tudo e contra todos vence o combate e ainda ganha um belo troféu: a alta e elegante dinamarquesa Brigitte Nielsen.

Imagem promocional de "Rocky IV" (1985), de Sylvester Stallone

Em 1986, Stallone e George P. Cosmatos lideram o projeto “Cobra”, um policial violento cheio de ação. O filme era para ter uma duração de 120 minutos mas houve barulho e a versão final ficou em 85 minutos!! Foi mais um sucesso de bilheteira, a dupla Stallone / Nielsen preenchia capas e páginas das revistas de mexericos, mas a “tropa fandanga” acima mencionada continuou a cascar no homem.

Dois anos depois as coisas começam a mudar. “Rambo III” agradou aos fãs mas desagradou à Administração Reagan porque, segundo diziam, é de mau tom enxovalhar daquela maneira os nossos amigos soviéticos (à data Reagan e Gorbatchev já andavam muito amiguinhos).

Os anos 90 confirmaram a decadência na carreira de Stallone. Entre altos e baixos destaco “O Especialista”, com Sly e Sharon Stone às turras com os mafiosos James Woods, Eric Roberts e Rod Steiger.

Sylvester Stallone e Sharon Stone no poster de "O Especialista" (The Specialist, 1994), de Luis Llosa

“Copland – Zona Exclusiva” revelou uma faceta totalmente diferente de Stallone: o papel de xerife molengão, pançudo e (aparentemente) inútil foi uma agradável surpresa e uma lufada de ar fresco.

Dir-se-ia que partir daqui o homem praticamente desapareceu da ribalta. Para gáudio dos fãs renasceu com o projeto “Expendables”. Da trilogia, “Os Mercenários 2” é o melhor filme porque juntar as velhas carcaças de Stallone, Schwarzenegger, Willis, Van Damme, Lundgren e Norris num só filme é algo digno de se ver. Só é pena não ter sido feito há 25 anos atrás!

Imagem promocional de "Os Mercenários 2" (The Expendables 2, 2012), de Simon West

Filmes recomendados:
• “Fuga para a Vitória” (Escape to Victory, 1981) – John Huston
• “Rambo II – A Vingança do Herói” (Rambo: First Blood Part II, 1985) – George P. Cosmatos
• “Rocky IV” (1985) – Sylvester Stallone
• “Cobra – O Braço Forte da Lei” (Cobra – O Braço Forte da Lei, 1986) – George P. Cosmatos
• “Rambo III” (1988) – Peter MacDonald
• “O Especialista” (The Specialist, 1994) – Luis Llosa
• “Copland – Zona Exclusiva” (Cop Land, 1997) – James Mangold
• “Os Mercenários 2” (The Expendables 2, 2012) – Simon West