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Xavier Dolan em 2015 (Eric Dessons/JDD/SIPA/East News)

Volta em Junho mais um tomo do ciclo “Cinema XXI”, que durante alguns meses de 2016 marcou uma novidade n’A Janela Encantada, com a apresentação de análises a filmes contemporâneos. É uma forma de mesclar novas tendências do cinema de autor deste século com a abordagem mais histórica que constitui o grosso das publicações do blogue.

Para o «regresso» ao nosso século, o realizador escolhido foi o canadiano Xavier Dolan. Nascido apenas em 1989, Dolan começou a realizar, produzindo e interpretando os seus filmes, desde o primeiro “Como Matei a Minha Mãe” (J’ai tué ma mère, 2009), começado quando tinha apenas 19 anos. De então para cá, Dolan granjeou a admiração da crítica europeia, com distinções em vários festivais, como Cannes e Veneza.

Com um olhar acutilante, e uma forma de filmar dinâmica e quase intrusiva, os filmes de Dolan têm algo de autobiográfico, centrando-se nos temas da descoberta da sexualidade, do assumir da homossexualidade, e dos conflitos emocionais e familiares daí decorrentes. Procurando o realismo das emoções, patente nos rostos, nos gestos nervosos e nas decisões inseguras, as suas histórias provocam pela imperfeição das acções, e finais abertos de tom amargo. A chegar aos trinta anos, Dolan está apenas a começar a sua carreira, que conta já com seis filmes marcantes, dos quais, quatro serão apresentados este mês.

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