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Cine-Clube da Ilha Terceira

Apresentação

Nome: Cine-Clube da Ilha Terceira
Localização: Recreio dos Artistas, Angra do Heroísmo

Blogue: http://cineclubeilhaterceira.blogspot.pt/
Facebook: https://www.facebook.com/cineclubeilhaterceira/
Email: cineclubeilhaterceira@gmail.com

Sessão do Cine-Clube da Ilha Terceira no Recreio dos Artistas

Sessão do Cine-Clube da Ilha Terceira no Recreio dos Artistas

Entrevista

Entrevista a Jorge Paulus Bruno, presidente do Cine-Clube da Ilha Terceira
Novembro de 2016

Há quanto tempo existe o Cine-Clube da Ilha Terceira?
O Cine-Clube da Ilha Terceira (CCIT) foi originalmente fundado no ano de 1977. Durante cerca de dez anos teve uma actividade de exibição cinematográfica regular e que fez com que fosse um Cine-Clube com mais de cinco mil sócios.

Quantos sócios tem presentemente, e que quotas pagam?
Presentemente o CCIT tem 45 sócios, que anualmente pagam uma quota anual no valor de €20, usufruindo de descontos nas atividades promovidas pelo Clube.

Quantas sessões tem o CCIT por mês?
Depende dos meses. Há cinema regular uma vez por mês, mas há meses em que há cinema mais do que quatro vezes. Tentamos potenciar parcerias e ciclos de cinema em formatos de extensão, como o caso do Cine’Eco de Seia, o FACA – Festa da Antropologia do Cinema e da Arte, ou ainda as celebrações do 25 de Abril, a rede do Dia Mais Curto, entre outras, o que faz com que a nossa atuação seja menos regular. No entanto, estabelecemos recentemente uma parceria com a Recreio dos Artistas e a Junta de Freguesia da Sé no sentido de termos exibições de cinema mais regulares, para podermos responder que exibimos pelo menos duas vezes por mês.

Que critérios presidem à vossa programação, e que áreas se procuram cobrir?
Cinema ambiental, de perfil antropológico, musical, cinema português e europeu de hoje. O Cine-Clube da Ilha Terceira tem vindo a trabalhar, em formato de ciclo e/ou extensão, conjuntos de filmes que abordem determinadas temáticas que consideramos de interesse cultural e cinematográfico.

Como é a adesão da população em geral?
Decorre um processo de criação de hábito de ir ao cinema no contexto da programação de filmes fora do circuito comercial. Como diria Pessoa, primeiro estranha-se e depois é um hábito. A verdade é que o projeto “Cinema da Minha Vida” teve, numa sessão ao sábado, pelas 18h00, mais de 80 espectadores. É um hábito que acreditamos se irá instalar rapidamente.

Que outras actividades e iniciativas do cineclube gostaria de destacar?
Os objetivos os CCIT concentram-se na exibição dos filmes com eventuais presenças dos realizadores e programadores de festivais. Potenciamos momentos de debate e de contacto com o público espectador, permitindo a troca de experiências e de expectativas entre realizadores e público. O Cine-Clube da Ilha Terceira está também a trabalhar em permanência com a Direção Regional da Educação na criação de um Plano Regional de Cinema, uma espécie de repositório, de catálogo com filmes de temática açoriana, que os alunos das nossas escolas devem tomar contacto.

Com que apoios contam a nível local, e que outros gostariam de ter?
Apoios financeiros do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. É desejável obter financiamento junto das instituições relacionadas com o sector dependentes do Governo da República, como por exemplo o Instituto do Cinema e do Audiovisual, mas temos consciência de que só «renascemos» há apenas três anos e que o caminho se faz caminhando… um passo de cada vez.

Estão satisfeitos com as instalações, e material técnico ou pensam que poderiam ter melhores condições?
As condições são aceitáveis, mas pretende-se melhorá-las. Estamos sempre em processo de contínua melhoria. Nunca nos sentimos satisfeitos, até porque a satisfação é inimiga da qualidade. No entanto, temos consciência de que ainda temos muito para melhorar.

Qual a facilidade ou dificuldade com que obtêm os filmes desejados? Em que formatos os projectam, e que proveniências têm?
Felizmente, nos tempos globais que correm é extremamente fácil ter-se acesso a filmes e realizadores bastante distantes dos Açores. Uma vez que os formatos digitais permitem o envio através de servidores, o que faz com que o transporte dos filmes possa até nem acontecer. Noutros casos, usamos DVDs, sendo que estes também se conseguem encomendar com muita facilidade em sites da especialidade. Mais ainda, o Cine-Clube da Ilha Terceira tem também relações privilegiadas com os realizadores e distribuidoras com que trabalha, sendo que as suas exibições derivam também destas parcerias.

Finalmente, na era da internet, qual a importância que vêem actualmente na existência dos cineclubes?
Continuam a ser indispensáveis para os verdadeiros amantes da Sétima Arte. Conhecer cinema e saber ver cinema não é saber estar sentado numa sala de cinema. Os Cine-clubes são essenciais na criação de públicos informados e críticos no que concerne às cinematografias que lhes são apresentadas pelo mercado.

Jorge Paulus Bruno, o presidente do Cine-Clube da Ilha Terceira

Jorge Paulus Bruno, o presidente do Cine-Clube da Ilha Terceira

A Janela Encantada agradece a colaboração de Jorge Paulus Bruno, e do Cine-Clube da Ilha Terceira, recomendando a quem puder que participe nas suas sessões, e apoie os cineclubes locais.

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