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Como quarto volume do super-ciclo “Os Reis da Comédia” é a vez de termos, n’A Janela Encantada, um dos mais controversos comediantes norte-americanos, Jerry Lewis.

Para uns, autor de pleno direito, para outros, actor repetitivo e exageradamente infantilizado, Jerry Lewis é um nome incontornável da comédia do meio do século XX. Notabilizando-se, de 1949 a 1956, em comédias românticas trapalhonas, ao lado de Dean Martin, Lewis “divorciou-se” dessa dupla em 1957 para, após alguns filmes ainda presos ao gosto do seu produtor na Paramount, Hal B Wallis, se soltar definitivamente, com uma série de filmes realizados e/ou produzidos por si.

Foi o tempo de um humor anárquico reminiscente dos Marx, com um surrealismo inspirado em Keaton, e pleno de homenagens ao burlesco mudo de Chaplin, Keaton e Lloyd. Critica-se-lhe o nem sempre saber quando parar um sketch, a fraca ligação dos seus argumentos, e o excesso de uso de um humor centrado nas suas expressões faciais. Elogia-se-lhe a capacidade inventiva, o domínio da expressão física e a diversidade nas suas formas de humor. Por isso tudo, Jerry Lewis continuará a ser sempre polémico, no melhor e no pior, na criatividade e nos excessos, mas é inegável que marcou o humor do seu tempo, inspirou comediantes modernos (Jim Carrey é o exemplo mais óbvio), e trouxe uma linguagem cómica ao cinema que terá sempre a sua marca.

Este ciclo será dedicado às obras em que Lewis teve um papel de autor, quer realizando, produzindo e/ou escrevendo, em catorze filmes estreados entre 1960 e 1970.

Textos adicionais
A lista de filmes

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