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La vendetta di Lady MorganApaixonada pelo arquitecto Pierre Brissac (Michel Forain), Susan Blackhouse (Barbara Nelli) recusa a proposta do seu tio, Sir Neville Blackhouse (Carlo Kechler) de a casar com o seu amigo, e homem bastante mais velho, Sir Harold Morgan (Paul Muller). Compreensivo, o tio Neville deixa Susan seguir o seu coração, mas enquanto viajava de barco, Pierre é empurrado ao mar por alguém. Julgando que Pierre morreu, Susan aceita casar com Sir Harold, tornando-se a nova Lady Morgan. Só que este despreza a mulher, e apenas casou com ela pela herança dos Blackhouse. Vai então, com a ajuda dos cúmplices Lilian (Erika Blanc) e Roger (Gordon Mitchell), hipnotizá-la para a enlouquecer e lhe provocar a morte. Só que depois de morta, Susan regressa para exercer a sua vingança sobre aqueles que a assassinaram.

Análise:

De Massimo Pupillo, o realizador de “O Cemitério dos Mortos-Vivos” (5 Tombe per un Medium, 1965), chegava, no mesmo ano, um outro seu gótico de terror, intitulado “La vendetta di Lady Morgan”. Ambos assinados sob pseudónimos (Ralph Zucker e Max Hunter, respectivamente) os dois filme de Pupillo são um par de cerca de uma dezena que o realizador dirigiu, sem nunca conseguir mais que ganhar um certo estatuto de culto para os amantes do terror dos anos 1960.

A história volta a lidar com os temas mais comuns do terror italiano da época. O abuso sobre uma mulher inocente às mãos de um marido sádico, que leva à morte dela e posterior vingança, tudo acontecendo no espaço fechado e claustrofóbico de uma mansão aristocrática. Fetichismo sexual, hipnose (nalguns filmes bruxaria ou experiências científicas), traição e sadismo surgem sempre associadas, numa história que, tal como tantas outras da época, parece ter sido escrita a pensar em Barbara Steele.

Sem Steele no elenco, a figura da mulher torturada e abusada foi interpretada por Barbara Nelli, quem nem de longe atinge o carisma da citada actriz inglesa. A nominal Lady Morgan começa como Susan Blackhouse, uma jovem solteira que se nega a casar com o preferido do tio Neville (Carlo Kechler), o aristocrático Sir Harold Morgan (Paul Muller, habituado a fazer de marido sádico), para deixar o coração seguir o mais jovem Pierre Brissac (Michel Forain). O tio compreende e acede ao desejo da jovem, mas Pierre é misteriosamente atirado ao mar numa viagem de navio, e nada mais se sabe dele. Susan aceita então casar com Harold Morgan, esperando mais tarde vir a amá-lo. Só que após o casamento, Harold muda de atitude, desprezando a esposa, e confinando-a a um quarto, onde a sua empregada e amante, Lilian (Erika Blanc) a vai hipnotizando. Sempre com a cumplicidade de Lilian e Roger (Gordon Mitchell), Harold rapta e tortura o tio Neville, e provoca o suicídio de Susan.

Como seria de esperar num filme desta natureza, Susan regressa dos mortos, quando Pierre, que afinal estava vivo, mas não se lembrava quem era, regressa. O fantasma de Susan Morgan vai então infernizar a vida dos vivos, levando-os à paranoia, desconfiança e medo, que os leva a matarem-se uns aos outros.

Com um argumento muito fraco, não só derivativo, mas principalmente incoerente e cheio de buracos narrativos (não se percebe o porquê de tantas chamadas do médico, nem a finalidade do regresso de Pierre), “La vendetta di Lady Morgan” tenta ser eficaz nas duas coisas em que Pupillo já tentara antes, a interpretação feminina, e a atmosfera. Neste caso falha redondamente, pois não só Barbara Nelli é pouco credível, como os interiores da mansão parecem filmados sem imaginação, em planos repetitivos e sem qualquer chama.

Gordon Mitchell e Paul Muller em "La vendetta di Lady Morgan" (1965) de Massimo Pupillo

Produção:

Título original: La vendetta di Lady Morgan [Título inglês: Lady Morgan’s Vengeance]; Produção: Morgan Film; País: Itália; Ano: 1965; Duração: 82 minutos; Estreia: 16 de Dezembro de 1965 (Itália).

Equipa técnica:

Realização: Massimo Pupillo [como Max Hunter]; Produção: Peter Jordan; História: Edward Duncan; Argumento: Giovanni Grimaldi [como Jean Grimaud]; Música: Piero Umiliani [como Peter O’Milian]; Fotografia: Oberdan Troiani [como Dan Troy] [preto e branco]; Montagem: Robert Ardis; Figurinos: Hugh Danger; Caracterização: Max Justice; Director de Produção: Thomas Newton.

Elenco:

Barbara Nelli (Lady Susan Morgan), Erika Blanc (Lillian), Gordon Mitchell (Roger), Paul Muller (Sir Harald Morgan), Michel Forain (Pierre Brissac), Carlo Kechler (Sir Neville Blackhouse), Edith MacGoven(Terry).

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