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Audrey Hepburn em 1961

Em 1981 Audrey Hepburn viu a estreia de “Romance em Nova Iorque” (They All Laughed), de Peter Bogdanovich, que seria o seu último filme como protagonista. Mesmo nele, emprestou principalmente o nome e a sua presença, já que está ausente em mais de metade do filme. Era apenas a sua terceira aparição no grande ecrã desde “A Flecha e a Rosa” (Robin and Marian, 1976), filme que marcava um ténue regresso depois de nove anos de ausência.

De facto, desde 1967 que estava arredada da vida artística que a tornara uma das mais famosas actrizes de sempre. Martirizada por várias gravidezes interrompidas involuntariamente, e dois casamentos que terminaram em frustração, Audrey Hepburn decidiu dedicar-se aos filhos, e aos poucos dirigir a sua vida para causas humanitárias e problemas das crianças, tendo-se tornado na parte final da sua vida embaixadora da UNICEF. A sua despedida do cinema aconteceria num breve cameo em “Sempre” (Always, 1989) de Steven Spielberg, onde, bem a propósito, interpreta um anjo.

Audrey deixava-nos em 1993, mas connosco ficaria para sempre o seu vulto esguio, sorriso generoso, voz de veludo, pose de princesa, e a elegância inconfundível que, aliada a uma sábia exploração da sua imagem, e a uma parceria vitalícia com Hubert de Guivenchy, a tornaram, para além de grande actriz, um ícone incontornável da moda do século XX.

Ficou aqui a justa homenagem de A Janela Encantada, numa viagem por 19 filmes, que esperamos motive a (re)descobrir a obra de uma das mais inesquecíveis actrizes de Hollywood.

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