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Splitting HeirsTommy Patel (Eric Idle) é um filho de uma família indiana que nunca suspeitou ser adoptado, mesmo sendo louro e de olhos azuis. Trabalhando para a firma financeira da família dos duques de Bournemouth, Tommy torna-se o melhor amigo de Henry (Rick Moranis), que ele não sabe ser o herdeiro dos Bournemouth. Com a morte do 14º Duque, Henry herda o título e Tommy passa a frequentar o palácio da família. Aí descobre ser ele o verdadeiro herdeiro, pois os Bournemouth perderam o bebé por umas horas, nos anos 60, e houve uma troca que ninguém descobriu. Aconselhado pelo advogado Shadgrind (John Cleese), Tommy acredita que a melhor forma de reclamar o título é matando primeiro Henry. Entretanto, para complicar, a duquesa (Barbara Hershey), sem saber ser sua mãe, tenta seduzi-lo, e a noiva de Henry (Catherine Zeta-Jones) leva-o para a cama antes de casar.

Análise:

Embora tento participado em vários filmes dos seus colegas Pythons, Eric Idle, com vasta carreira na televisão, e mais recentemente como produtor de musicais na Broadway e Las Vegas, só em 1993 se responsabilizaria em nome próprio por um filme no cinema. Tratou-se de “Splitting Heirs”, escrito e produzido por si, e realizado por Robert Young, um homem da televisão.

O que torna o filme de interesse para fãs de Monty Python, nesta produção da pythoniana Prominent Features, é a presença de John Cleese que divide com Idle várias cenas, numa história de crimes frustrados em torno de uma herança, obtida por trocas de identidade.

Num misto de comédia de enganos e comédia criminal, “Splitting Heirs” conta-nos a maldição dos duques de Bournemouth, que acabam sempre tragicamente, e que levou a que o mais recente duque tenha perdido temporariamente o seu bebé, nos anos 60, com o sugestivo nome de Henry Butterfly Rainbow Peace. Trinta anos depois, Tommy Patel (Eric Idle) é um branco (louro de olhos azuis), filho de uma família indiana que nunca suspeitou ser adoptado, quando, na firma financeira onde trabalha, se torna grande amigo de Henry (Rick Moranis), sem que ele saiba que este é o herdeiro dos Bournemouth.

Com a morte do duque, Henry herda o título, e Tommy passa a frequentar a casa dos Bournemouth. Vindo a descobrir que é ele o verdadeiro filho dos duques, Tommy procura um advogado Shadgrind (John Cleese) para saber como agir de modo a reclamar o título. Shadgrind aconselha-o que mate Henry, o que Tommy decide fazer, mesmo que pelo meio tenha de evitar as investidas da sua própria mãe (Barbara Hershey), e acabe na cama com a noiva de Henry (Catherine Zeta-Jones). Por fim, e após uma imensidão de acidentes e algumas mortes, tudo se descobre, principalmente o facto de que é Shadgrind quem anda a tentar matar toda a família.

Com um argumento que começa bem, na exposição de um caso de identidades trocadas, por parte de uma série de personagens de evidente comicidade, “Splitting Heirs” torna-se algo preguiçoso a partir do momento em que tudo está definido. O filme vale-se sobretudo de excelentes interpretações, Eric Idle no inadaptado a quem tudo corre mal; Barbara Hershey como a vamp fora de prazo, sempre um passo à frente do que todos querem; Catherine Zeta-Jones transparecendo sensualidade como nunca; e John Cleese como o lunático advogado que entende cada não como um sim velado. Talvez de todos, seja Rick Moranis o mais comedido, e por isso, mais olvidável. Mas para além dos personagens, a história arrasta-se sem chama, brilhando apenas nalguns gags de puro slapstick (muitas vezes forçado e perfeitamente previsível), como se estivéssemos nas duas primeiras décadas do século XX.

Sem a irreverência pythoniana, um argumento sólido, ou momentos inesquecíveis, “Splitting Heirs” nunca consegue deixar a banalidade, tendo por isso (e por uma péssima promoção internacional) sido um enorme fracasso.

Produção:

Título original: Splitting Heirs; Produção: Prominent Features; Produtor Executivo: Eric Idle; País: Reino Unido; Ano: 1993; Duração: 87 minutos; Distribuição: United International Pictures (UIP) (Reino Unido), Universal Pictures (EUA); Estreia: 2 de Abril de 1993 (Reino Unido).

Equipa técnica:

Realização: Robert Young; Produção: Simon Bosanquet, Redmond Morris; Argumento: Eric Idle; Música: Michael Kamen; Fotografia: Tony Pierce-Roberts [filmado em Panavision, cor por Technicolor]; Montagem: John Jympson; Design de Produção: John Beard; Direcção Artística: Rod McLean, Lucy Richardson; Cenários: Joanne Woollard; Figurinos: Penny Rose; Caracterização: Lynda Armstrong, Paul Engelen; Efeitos Especiais: Trevor Neighbour; Direcção de Produção: Kathy Sykes.

Elenco:

Rick Moranis (Henry), Eric Idle (Tommy Patel), Barbara Hershey (Duquesa Lucinda), Catherine Zeta-Jones (Kitty), John Cleese (Raoul P. Shadgrind), Sadie Frost (Angela), Stratford Johns (Mordomo), Brenda Bruce (Mrs. Bullock), William Franklyn (Andrews), Charu Bala Chokshi (Mrs. Patel), Eric Sykes (Jobson, O Porteiro), Richard Huw (Brittle), Jeremy Clyde (O 14º Duque), Bridget McConnell (Ama).

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