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Em Maio de 1968 a França foi notícia pelos confrontos, protestos e manifestações que levaram a greves gerais e ocupações de fábricas e universidades. Foi um período de instabilidade, no qual o próprio governo de Charles De Gaulle cessou temporariamente funções, e que foi liderado por movimentos estudantis de esquerda, que se insurgiam contra o crescente capitalismo e sociedade de consumo que dele advinha. Foi um conflito político, mas também geracional e cultural, transversal a muitas áreas da sociedade, e que viria a formar novas mentalidades, não apenas na França, mas um pouco por toda a Europa.

O cinema não ficaria imune a estas transformações, por um lado com o envolvimento mais militante de alguns cineastas, por outro com dolorosas cisões no núcleo que originara a Nouvelle Vague. Embora não seja correcto colocar um ponto final na chamada Nouvelle Vague francesa, uma vez que não só os seus principais realizadores continuaram a trabalhar, como muitos outros filmes inspirados nos valores estéticos e temáticos do movimento continuaram a surgir até aos dias de hoje, a verdade é que a fase mais pura e espontânea dessa nova vaga terminara, e o Maio de 68 é vulgarmente visto como uma baliza aceitável para o fim do movimento.

Perduraram, no entanto, as influências, os filmes, e os exemplos deixados por Truffaut, Godard, Resnais, Chabrol, Malle, etc. Em breve a Europa parecia explodir com novas vagas, um pouco por todo o lado, onde nem Portugal, com o seu “Cinema Novo” ficava de fora. Algumas, como as do cinema Checo e Japonês seriam mesmo muito populares, e esses ventos de mudança chegariam até aos Estados Unidos, na aqui já abordada “New Wave of Hollywood“.

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