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Safety Last!Sinopse:

O Rapaz (Harold Lloyd) deixa a sua terra natal para ir para a grande cidade, com a promessa de que, quando tiver ganho dinheiro suficiente, chamará a Rapariga (Mildred Davis), para que casem. Mas nem tudo corre bem, e Harold não consegue mais que trabalhar como balconista, gastando todas as suas economias e do Amigo (Bill Strother) em prendas caras para manter a ilusão na sua noiva.

Um dia a Rapariga decide viajar para a cidade, e Harold tem de fazer um enorme esforço para ela pensar que ele é director da loja onde trabalha. Para ganhar dinheiro rapidamente, convence o amigo a escalar o prédio da sua loja como golpe publicitário, mas acaba por ser ele mesmo a ter que o fazer, sem preparação e em grande dificuldade.

Análise:

“O Homem Mosca” foi a segunda longa-metragem de Harold Lloyd. Como habitual foi feita em parceria com Hal Roach, o seu produtor e amigo de sempre, com quem criou toda a sua carreira. Como realizadores estiveram duas pessoas habituadas a trabalhar com Lloyd, Fred C. Newmeyer, Sam Taylor.

Usando o seu habitual personagem “O Rapaz” (com os conhecidos óculos circulares, e o chapéu de palha) Harold Lloyd desenvolve o filme em jeito de comédia romântica, onde o personagem principal é um homem comum, que tem como simples objectivo fazer carreira na grande cidade para poder casar com a sua amada da província.

Sem roupas estranhas, maquilhagem exagerada ou outros detalhes que o distingam imediatamente como uma figura cómica (ao contrário do vagabundo de Chaplin, por exemplo), Lloyd, embora mantendo a elegância que caracteriza o seu boneco, senhor de um burlesco controlado, vai criando um mar de pequenas situações em que é tão hábil a criar um problema, como em sair dele, sempre com efeito cómico. Essa inteligência vai trazer-lhe um desafio final, o inesperado trepar de um alto edifício da cidade.

A sequência de alpinismo urbano (característica das proezas acrobáticas do actor, que aliás valeram o título original do filme “segurança em último lugar”), só por si vale o filme, pela criatividade no aparecimento de obstáculos, e as formas sempre originais de os ultrapassar. De notar que a sequência é filmada sem truques de câmara e sem duplos (Lloyd perdera aliás um polegar e índex em cenas arriscadas). A cena do relógio é uma das mais icónicas do cinema mudo, tendo sido imitada e homenageada e muitos outros filmes.

O filme, tornou-se uma das comédias mais elogiadas da história do cinema, ajudando a estabelecer o nome de Harold Lloyd como um dos nomes mais importantes do burlesco. Cuja popularidade nos anos 20 chegou a ultrapassar a de Chaplin ou Keaton.

Acrescente-se a curiosidade de Mildred Davis, parcera de Lloyd em tantos dos seus filmes, ter casado com ele neste mesmo ano de 1923.

Produção:

Título original: Safety Last!; Produção: Hal Roach Studios; País: EUA; Ano: 1923; Duração: 72 minutos; Distribuição: Pathé Exchange Inc.; Estreia: 1 de Abril de 1923 (EUA), 2 de Janeiro de 1928 (Portugal).

Equipa técnica:

Realização: Fred C. Newmeyer, Sam Taylor; Produção: Hal Roach [não creditado]; Argumento: Hal Roach, Sam Taylor, Tim Whelan; Fotografia: Walter Lundin [preto e branco]; Montagem: T.J. Crizer; Caracterização: Wallace Howe [não creditado].

Elenco:

Harold Lloyd (O Rapaz), Mildred Davis (A Rapariga), Bill Strother (O Amigo), Noah Young (O Polícia), Westcott B. Clarke (O Gerente), Earl Mohan (O Bêbedo) [não creditado], Sam Lufkin [Dono da Loja de Penhores) [não creditado], James T. Kelley (Condutor do Carro das Toalhas) [não creditado].

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