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Bloodbath at the House of DeathSinopse:

Um grupo de cientistas, liderado pelo Dr. Lukas Mandeville (Kenny Everett) e pela sua assistente Dr. Barbara Coyle (Pamela Stephenson) dirige-se para a mansão Headstone Manor, onde anos antes ocorreu uma noite de tragédia onde 18 pessoas foram barbaramente assassinadas. Existindo o mito de que algo de sobrenatural pode estar a assombrar a mansão, os cientistas preparam-se para estudar o fenómeno. Sem que saibam, a mansão é local de culto de uma seita satânica liderada por um homem sinistro (Vincent Price), e que envolve toda a aldeia vizinha. Pretendendo livrar a mansão dos invasores, os locais preparam-se para mais uma noite sangrenta.

Análise:

Um ano depois de “A Noite das Facas Longas”, surge, também em Inglaterra, mais um filme baseado nos contos de casas assombradas, agora que o terror moderno ressuscitava o género com filmes como a série “Amytiville”. Desta vez produzido pela quase desconhecida Wildwood Productions, “Bloodbath at the House of Death” teve realização de Ray Cameron, um realizador que não tem no seu curriculum mais nenhuma longa-metragem para cinema. Como não podia deixar de ser, para que o filme ganhasse alguma projecção, Vincent Price (então figura mais comum na televisão que no cinema) foi chamado ao projecto, mas embora o seu nome surja em terceiro lugar, tem uma participação relativamente curta.

Se “A Noite das Facas Longas” era uma sentida homenagem ao género gótico, e mesmo que levado num tom ligeiro, um tributo a alguns dos monstros sagrados do terror clássico, já “Bloodbath at the House of Death”, com o seu ar moderno, é uma comédia que pretende simplesmente ridicularizar o género, com situações disparatadas e absurdas.

A história mostra-nos uma mansão onde, num prólogo, vemos 18 pessoas serem assassinadas às mãos de misteriosos encapuçados. Anos depois, um grupo de cientistas, liderados por Dr. Lukas Mandeville (Kenny Everett) e pela sua assistente, Dr. Barbara Coyle (Pamela Stephenson), reune-se na mansão para provar que nada de sobrenatural a habita. Só que ao fazê-lo incorrem na cólera dos locais, que pertencem a uma seita satânica, encabeçada pelo personagem de Vincent Price, e se devotam ao extermínio dos novos invasores.

Tudo no filme é feito para provocar o riso e não o medo, desde a interpretação de Kenny Everett (a estrela do filme), com o seu cientista coxo, desastrado, e com traumas do passado que o fazem falar com sotaque alemão. Com ele está a reprimida personagem de Pamela Stephenson, que embora fiel ao seu mentor, está mais interessada nas recompensas sexuais que os espíritos malignos têm para lhe oferecer. A eles junta-se um grupo de personagens completamente disfuncionais, mais preocupados com motivações pessoais, que com o que se passa à sua volta.

Do lado do mal, mesmo com uma presença limitada em tela, temos Vincent Price, brincando com os seus famosos solilóquios, proferidos com uma solenidade que, tendo por audiência o bando dos seus desastrados seguidores, apenas ajuda a provocar risos.

Sem que a história tenha nada de relevante (o argumento nem se preocupa com isso, e algumas cenas chegam a parecer fora de ordem), o filme vale pelas inúmeras situações absurdas que cria, e pelo ridículo dos seus maus efeitos especiais. Logo na sequência inicial, vemos bonecos atirados das janelas imitando pessoas, raios mal desenhados e actuações exageradas dos assassinados. A partir de então o filme segue as regras do chamado spoof, para distorcer todos os clichès (tanto da história como da próprio modo de filmar) com respostas mundanas e absurdas (por exemplo o ar de espanto dos aldeões quando o primeiro casal de cientistas chega – tão típico dos filmes do género – apenas acontece porque o Dr. Mandeville tem a braguilha aberta).

Levado-se a si próprio como uma brincadeira, o filme diverte, integrando-se nos tão famosos spoofs de géneros de cinema que anos depois começariam a surgir repetidamente por todo o lado.

Produção:

Título original: Bloodbath at the House of Death; Produção: Wildwood Productions; Produtores Executivos: Laurence Myers, Stuart D. Donaldson; País: Reino Unido; Ano: 1984; Duração: 87 minutos; Distribuição: Thorn EMI; Estreia: Março de 1984 (Reino Unido).

Equipa técnica:

Realização: Ray Cameron; Produção: Ray Cameron; Co-Produção: John Downes; Argumento: Ray Cameron, Barry Cryer; Fotografia: Brian West, Dusty Miller; Montagem: Brian Tag; Música: Mike Moran, Mark London; Direcção Artística: John Sunderland; Caracterização: Eric Allwright; Figurinos: Paul Vachon; Animação: Graham Garside; Efeitos Especiais: Hugh Gordon.

Elenco:

Kenny Everett (Dr. Lukas Mandeville), Pamela Stephenson (Dr. Barbara Coyle), Vincent Price (Homem Sinistro), Gareth Hunt (Elliot Broome), Don Warrington (Stephen Wilson), John Fortune (John Harrison), Sheila Steafel (Sheila Finch), John Stephen Hill (Henry Noland), Cleo Rocos (Deborah Kedding), Graham Stark (O Cego), Pat Ashton (Empregada do Bar), David Lodge (Inspector Goule), Davilia David (Mãe de Sheila), Debbie Linden (Rapariga Atraente), Tim Barrett (Médico), Oscar Quitak (Médico), Ellis Dale (Paciente), Barry Cryer (Inspector da Polícia), Anna Dawson (Enfermeira), Gordon Rollings (Homem no Bar), Jack Le White (Velho), Ray Cameron (Polícia).

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