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The Monster ClubSinopse:

Um escritor de histórias de terror (John Carradine) é mordido por um vampiro (Vincent Price), que depois o convida para conhecer outros monstros, num clube exclusivo. Aí, por entre actuações musicais, o escritor conhece a genealogia dos monstros, e ouve contar três histórias macabras. A primeira envolvendo um Shadmock (James Laurenson), uma criatura híbrida de assobio mortal; a segunda sobre a família de um vampiro; e a terceira sobre uma aldeia povoada por ghouls. No final os monstros elegem o escritor como membro honorário, por não haver espécie mais monstruosa que a humana.

Análise:

Em 1981 já Vincent Price deixara o terror (e mesmo o cinema) há alguns anos, quando surgiu esta produção inglesa, que o trouxe de volta ao grande ecrã, contracenando com John Carradine, outro monstro sagrado do cinema. O filme logo se tornou um objecto de culto, pela presença dos nomes citados, e por ser uma espécie de homenagem ao terror clássico, agora que ele parecia definitivamente enterrado.

“The Monster Club” tratou-se da última produção da Amicus Productions, uma companhia que nos anos 1970 rivalizara com a Hammer (com quem partilhou actores, técnicos e temas), como as duas principais casas do horror gótico inglês. Sob o comando de Milton Subotsky, que já antes trabalhara com Price, o filme teve a realização de Roy Ward Baker (também o seu último filme), um dos realizadores mais conhecidos do terror britânico, com vários filmes para a Hammer e para a Amicus.

O filme tem um carácter episódico, como habitual na Amicus, com três histórias distintas apresentadas num clube de monstros, onde Vincent Price desempenha o papel de um vampiro anfitrião. Nesse clube, Price apresenta as genealogias de monstros ao escritor R.Chetwynd-Hayes (John Carradine), por sinal o nome do escritor cujas histórias foram adaptadas para este filme. Ter Vincent Price e John Carradine juntos num filme era motivo suficiente para os fãs o considerarem objecto de culto, mas na verdade ambos têm papéis modestos, apenas como elo de ligação entre as várias histórias.

Estas são três histórias filmadas em jeito clássico, mas que não deixam de parecer sempre que não se levam a sério. A meio caminho entre o horror e a farsa, o filme mantém sempre um humor próprio de quem homenageia os clichès sem pretensão de produzir algo novo. Chega, por isso, a sentir-se que estamos na presença de episódios televisivos, e não de um filme para cinema. Destaca-se por isso a interpretação de Price, elegante como sempre, com a classe de um cavalheiro, que nunca perde o sorriso nem o humor.

Assim temos um shamlock (James Laurenson), uma criatura híbrida que se apaixona pela secretária contratada para inventariar o seu espólio artístico. Ao descobrir que ela apenas estava interessada no seu dinheiro, o shamlock desfere o seu assobio mortal. A segunda é a história contada em nome próprio pelo produtor Lintom Busotsky (anagrama de Milton Subotsky), que descreve como na sua infância (Warren Saire) descobriu que o pai era um vampiro, procurado por um caçador de vampiros (Donald Pleasence). Finalmente, a terceira mostra-nos um realizador de cinema (Stuart Whitman) procurando um local para filmagens e acabando numa aldeia onde todos os habitantes são ghouls, uma espécie de híbridos de zombies que se alimentam de carne humana.

Nos intervalos entre as histórias assistimos ainda a actuações de bandas pop, no clube, entre as quais estão os UB40, B.A. Robertson e The Pretty Things. Acresce ainda a cómica actuação de uma stripper, que despe todo o corpo até ficar um esqueleto.

Como conclusão moralista fica a certeza de que os seres humanos são mais monstruosos que qualquer monstro criado pela ficção, o que valeu ao personagem de John Carradine o título de membro honorário do clube.

Produção:

Título original: The Monster Club; Produção: Chips Productions, Sword & Sorcery Productions; Produtor Executivo: Bernard J. Kingham; País: Reino Unido; Ano: 1980; Duração: 93 minutos; Distribuição: ITC Entertainment Group (Reino Unido); Estreia: Abril de 1981 (Reino Unido).

Equipa técnica:

Realização: Roy Ward Baker; Produção: Milton Subotsky; Produtor Associado: Ron Fry; Argumento: Edward Abraham, Valerie Abraham [baseado no livro de R. Chetwynd-Hayes]; Música: John Williams, UB40, Expressos, Douglas Gamley (segmento “Shadmock”), John Georgiadis (segmento “Vampire”), Alan Hawkshaw (segment “Humghoul”); Fotografia: Peter Jessop [filmado em Panavision]; Tony Curtis; Montagem: Peter Tanner; Cenários: Lionel Couch; Caracterização: Roy Ashton, Ernest Gasser; Figurinos: Eileen Sullivan; Animação: Eric Lodge.

Elenco:

Vincent Price (Eramus), Donald Pleasence (Pickering, Chefe da B-Squad), John Carradine (R.Chetwynd-Hayes, Escritor), Stuart Whitman (Sam, Realizador), Richard Johnson (Pai de Busotsky), Barbara Kellerman (Angela), Britt Ekland (Mãe de Busotsky), Simon Ward (George, Namorado de Angela), Anthony Valentine (Mooney, Membro da B-Squad), Patrick Magee (Estalajadeiro, Pai de Luna), Anthony Steel (Lintom Busotsky, Produtor), Roger Sloman (Secretário do Clube, Lobisomem), Fran Fullenwider (Buxom Beauty), James Laurenson (Raven, O Shadmock), Geoffrey Bayldon (Psiquiatra), Warren Saire (Lintom enquanto criança), Neil McCarthy (Watson, Membro da B-Squad), Lesley Dunlop (Luna – A Humgoo), Bandas: B.A. Robertson, Night, The Pretty Things, The Viewers; Suzanna Willis (Stripper).

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