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The BatSinopse:

Cornelia van Gorder (Agnes Moorehead), uma autora de livros policiais, vai viver para uma antiga mansão alugada por Mark Flemming (John Bryant), sem que o seu tio John, o proprietário, o soubesse. A mansão diz-se aterrorizada por um assassino apelidado de Morcego (The Bat) o que provoca a debandada dos serviçais, deixando Cornelia só com a sua criada pessoal Lizzie (Lenita Lane).

Em viagem de caça John Fleming (Harvey Stephens) confessa ao seu médico, o Dr. Malcolm Wells (Vincent Price) que desviou um milhão de dólares do banco que dirige, e precisa da sua ajuda para simular a sua morte para recolher o dinheiro e fugir. O Dr. Wells mata Fleming, e regressa para procurar o dinheiro na mansão.

Por essa altura uma série de intrusões do Morcego na mansão lança o estado de alerta, e mantém a vigília do tenente Anderson (Gavin Gordon), que não impede que mais mortes sucedam, enquanto todos procuram o dinheiro escondido.

Análise:

Depois de ter escrito os argumentos de “A Máscara de Cera” (House of Wax, 1953) e “A Máscara do Mágico” (The Mad Magician, 1954), dois filmes protagonizados por Vincent Price, Wilbur Crane voltava a trabalhar com o actor, agora dirigindo-o num filme cujo argumento também escrevera. Baseado na peça da Broadway de 1920 de Mary Roberts Rinehart e Avery Hopwood, “O Homem Morcego” foi a terceira adaptação desta peça ao cinema, depois de “The Bat” (1926) e “The Bat Whispers” (1930), ambos realizados por Roland West.

Crane Wilbur, um adepto das histórias de mistério passadas numa mansão tenebrosa, constrói, mais que um filme de terror, um filme de crime e mistério, que deve algo a “House on Haunted Hill” (1959) de William Castle, mas onde o medo é agora infligido por ataques de um assassino, que deixa morcegos como sua assinatura. Se Wilbur não torna “O Homem Morcego” um verdadeiro filme de terror, consegue um ambiente adequado, de longas sombras e silêncios preocupantes, criando o efeito necessário para aumentar a tensão em torno dos crimes.

Através de uma série de mortes, um conjunto suspeito de personagens, e uma dinâmica de idas e vindas que transforma cada cenário numa nova aventura, Wilbur consegue um filme vivo, onde o mistério parece sempre avolumar-se, provindo de duas linhas de argumento, a existência do estranho assassino sem rosto (o Morcego), e um roubo que nos é revelado no início pelo próprio autor (o proprietário da mansão) que é de seguida morto pelo insuspeito Dr. Wells (Vincent Price), que assim aos nossos olhos se torna o principal vilão.

O filme conta com Agnes Moorehead no papel da expedita autora Cornelia van Gorder, pelos olhos de quem assistimos ao desenrolar dos acontecimentos, mantendo a presença aristocrática de Vincent Price reservada para criar tensão, e suspeição. Os dois actores conduzem a história por entre perseguições, sustos e equívocos que mantêm o enredo vivo até ao final.

Produção:

Título original: The Bat; Produção: Liberty Pictures; País: EUA; Ano: 1959; Duração: 81 minutos; Distribuição: Allied Artists Pictures; Estreia: 9 de Agosto de 1959 (EUA).

Equipa técnica:

Realização: Crane Wilbur; Produção: C.J. Tevlin; Argumento: Crane Wilbur [a partir da peça de Mary Roberts Rinehart e Avery Hopwood]; Fotografia: Joseph F. Biroc (preto e branco); Música: Louis Forbes; Direcção Artística: Dave Milton; Montagem: William Austin; Director de Produção: Edward Morey Jr.; Cenários: Rudy Butler; Figurinos: Norah Sharpe, Roger J. Weinberg; Caracterização: Kiva Hoffman; Efeitos Especiais: Augie Lohman [não creditado].

Elenco:

Vincent Price (Dr. Malcolm Wells), Agnes Moorehead (Cornelia van Gorder), Gavin Gordon (Tenente Andy Anderson), John Sutton (Warner, o motorista), Lenita Lane (Lizzie Allen), Elaine Edwards (Dale Bailey), Darla Hood (Judy Hollander), John Bryant (Mark Fleming), Harvey Stephens (John Fleming), Mike Steele (Victor Bailey), Riza Royce (Jane Patterson), Robert Williams (Detective Davenport).

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