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The Mad MagicianSinopse:

No seu primeiro espectáculo como mágico, o Grande Gallico (Vincent Price) é interrompido quando o empresário Ross Ormond (Donald Randolph) faz uso do contrato que lhe dá direito sobre todas as invenções de Gallico. Este, destroçado, acaba por matar Ormond, que já antes lhe roubara a esposa Claire (Eva Gabor). Para cobrir o seu crime, Gallico vai ter de matar de novo, fazendo-se sucessivamente passar pelas suas vítimas, levantando as suspeitas da escritora Alice Prentiss (Lenita Lane), e do detective Alan Bruce (Patrick O’Neal), noivo da assistente de Gallico, Karen Lee (Mary Murphy).

Análise:

“A Máscara do Mágico” deu a Vincent Price o seu segundo papel de protagonista num filme de crime e horror. Tal como o anterior “A Máscara de Cera” de 1953 (realizado por Andre De Toth), mas agora para Columbia Pictures, o filme fez uso da tecnologia 3D em voga nos anos 50, embora ao contrário daquele filme, este fosse filmado a preto e branco, e com uma menor exuberância visual que salientasse o efeito tridimensional. Tal como “A Máscara de Cera”, também este “A Máscara do Mágico” foi produzido por Bryan Foy, segundo um argumento de Crane Wilbur. Na realização estava agora John Brahm, num dos seus últimos filmes, um realizador mais conhecido pelos vários episódios da série televisiva “The Twilight Zone”, e em Portugal, por ter realizado o filme de cariz religioso “Milagre de Fátima” (The Miracle of Our Lady of Fatima, 1952).

Vincent Price, no papel de Don Gallico, é, como não podia deixar de ser, a figura central do filme. Com a sua imponente presença física, e a sua voz profunda e hipnótica, começa com inocência e bondade, descrito como alguém a quem tudo foi roubado, as ideias, a mulher e o orgulho. São essas sucessivas humilhações que, um pouco com acontecera com o Professor Henry Jarrod, de “A Máscara de Cera”, o vão atirar numa senda de crime e vingança contra aqueles que o usaram até então.

Ao contrário do filme de Andre De Toth, “A Máscara do Mágico” é um filme mais directo, onde a sucessão de crimes faz dele principalmente um thriller criminal e não um filme de terror. A exploração do universo do ilusionismo é feita de um modo superficial, contribuindo apenas para o desenrolar da história pelos engenhos criados por Gallico. Estes são uma serra eléctrica e um crematório, ambos usados nas mortes macabras de Gallico, as quais ocorrem sempre fora de campo, e nunca produzem uma gota de sangue, mas ainda assim conferem ao filme a sua aura terrífica.

Numa história de crime, é curioso o papel das impressões digitais, aqui mostradas como uma novidade, pouco fiável, o que permite que a verdade surja apenas mais tarde que o devido, e mais por inspiração de uma escritora amadora (uma mistura de Miss Marple e Jessica Fletcher), que pela preserverança das forças policiais.

Destaque para a macabra viagem de uma cabeça inadvertidamente levada na mala de mão de Karen Lee (Mary Murphy), e para o passeio do corpo de Ross Ormond (Donald Randolph), como se fosse um boneco, depositado numa fogueira comemorativa. Estes eram toques do humor negro num terror aveludado em que Vincent Price se tornava um especialista.

Produção:

Título original: The Mad Magician; Produção: Columbia Pictures Corporation; País: EUA; Ano: 1954; Duração: 72 minutos; Distribuição: Columbia Pictures Corporation; Estreia: 19 de Maio de 1954 (EUA).

Equipa técnica:

Realização: John Brahm; Produção: Bryan Foy; Argumento: Wilbur Crane; Fotografia: Bert Glennon (preto e branco, originalmente em 3D); Direcção Artística: Frank Paul Sylos; Efeitos Especiais: Dave Koehler; Cenários: Howard Bristol; Caracterização: Gustaf Norin, George Bau; Montagem: Grant Whytock; Figurinos: Robert Martien; Efeitos de Ilusionismo: Bob Haskell; Música: Emil Newman, Arthur Lange.

Elenco:

Vincent Price (Don Gallico), Mary Murphy (Karen Lee), Eva Gabor (Claire Ormond), John Emery (The Great Rinaldi), Donald Randolph (Ross Ormond), Lenita Lane (Alice Prentiss), Patrick O’Neal (Tenente Alan Bruce), Jay Novello (Frank Prentiss).

Agradecimento especial a Francisco Rocha, do blog My Two Thousand Movies, sem o qual não me teria sido possível ver este filme.

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