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E se um filme servir, não para nos contar uma história, como um livro, mas para nos provocar sensações que nos coloquem em contacto com sentimentos profundos, que não se expressam de modo racional? Poderá um filme funcionar como um sonho, como um pensamento abstracto, como uma emoção primária? Poderá o cinema servir para libertar ou exorcizar medos, ideias, desejos que, sem saber, reprimimos?

Foi um pouco como resposta a estas questões que o surrealismo chegou ao cinema, tornando-o uma arte de características abstractas, provocante, chocante até. Pelas mãos de cineastas do avant-garde francês dos anos 20, o surrealismo entrou no cinema, como havia feito primeiro na literatura, e artes plásticas. Embora o movimento oficial se diga extinto nos anos 40, o surrealismo continua até hoje a surgir no cinema.

Mas o que é de facto o surrealismo, o que é um filme surrealista, ou melhor ainda, o que é o surrealismo no cinema? É para tentar responder a essa pergunta, que inicio este ciclo quinzenal de cerca de duas dezenas de filmes, que se tornará o tema principal d’A Janela Encantada, durante 2013.

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