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Woody Allen

Penso que o vi pela primeira vez, ainda nos anos 70, na TV, em “Play it Again, Sam”. Ainda miúdo, para mim Woody Allen era então apenas mais uma figura da comédia do absurdo e slapstick. Em breve a minha imagem mudaria, quando conheci os seus filmes maiores, da viragem dos anos 70 para os 80. O seu jeito frágil, inseguro, a constante auto-análise, as contradições imensas que alberga, a busca de algo tão abstracto como inatingível, mas sempre com uma ponta de humor crítico e corrosivo – e às vezes caótico – fascinaram-me.

Sendo por alguns considerado o último dos autores de cinema, Woody Allen consegue aliar esse estatuto a uma linguagem popular que o torna um sucesso de bilheteira década após década. Um pouco como acontecia com Charlie Chaplin ou Alfred Hitchcock é um caso raro de longevidade que consegue agradar a intelectuais pelos valores artísticos trazidos para o cinema, e às massas que esperam apenas algum entretenimento.

Sendo eu um fiel seguidor da sua carreira, A Janela Encantada iniciará amanhã um ciclo dedicado a Woody Allen, que irá decorrer durante todo o ano de 2013. Nele serão abordadas todas as suas longas metragens para cinema, incluíndo duas para as quais apenas escreveu o argumento. São para já 47 filmes, mais aqueles que ele nos der durante este ano.

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