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The Mummy's Shroud“The Mummy’s Shroud” foi o terceiro filme de múmias da Hammer, e o último filme da Hammer filmado nos célebres Bray Studios. Desta vez a atmosfera gótica sombria foi substituída pelo exotismo, numa realização foi de John Gilling (“A Mulher Serpente”, “The Plague of the Zombies”) a partir de uma história de Anthony Hinds. Quanto à múmia, foi interpretada por Eddie Powell, um habitual duplo de Christopher Lee.

Sinopse:
No antigo Egipto, uma tomada de poder obriga o jovem herdeiro do trono egício, Kah-to-Bey, a fugir, salvo pelo escravo Prem. Não resistindo à caminhada no deserto, é enterrado em local secreto pelo escravo, cuja múmia é, por sua vez, exibida no século XX, como a do verdadeiro faraó. Em 1920 a equipa de Sir Basil Walden procura a verdade da lenda, e encontra o túmulo de Kah-to-bey. Ao entrarem são advertidos da maldição pelo fanático Hasmid, e Sir Walden é mordido por uma serpente. O milionário Stanley Preston assume o comando da expedição e traz a múmia de Kah-to-Bey para a cidade, juntamente com a mortalha que a linguista Claire de Sangre se recusa a ler, por temer que liberte algo terrível. Sir Basil Walden caminhando errantemente nas ruas, devido à sua condição, é atraído para casa de uma vidente, que lhe profetiza a morte. Instigado pelo fanático Hasmid, que rouba do museu a mortalha com as palavras da vida, a múmia do escravo Prem mata Sir Basil, e mais tarde outros elementos do grupo, incluíndo Stanley Preston que se preparava para deixar o Egipto, contra as indicações da polícia. Por fim Claire, encontra a adivinha Haiti (que é a mãe de Hasmid) que se apieda dela e que lhe ensina as palavras da morte. No confronto final, no museu, Hasmid incita a múmia a matar Claire de Sangre e Paul Preston, os únicos sobreviventes, mas Claire profere as palavras da morte, e a múmia desfaz-se em pó.

Análise:
Mais negro que o anterior “A Maldição da Múmia” de 1964, “The Mummy’s Shroud” distingue-se dos dois anteriores filmes de múmias, por a acção decorrer inteiramente no Egipto. A história recicla elementos das anteriores (descoberta de túmulo, profecia de maldição, guardião mumificado que acorda para vingar o seu mestre, milionário que desrespeita a tradição por dinheiro) com a pequena variante de ser a mortalha do príncipe que detém o poder de vida e de morte sobre a múmia, que exercerá a vingança sobre todos os que profanaram o túmulo do seu senhor. Começando como um filme de aventuras, e a atmosfera gótica mais clássica é aqui disfarçada pelo exotismo, onde nem falta uma espécie de vidente cigana que regojiza com as quatro mortes que vê na sua bola de cristal, antes de, sem razão aparente dar a solução à jovem linguista (Maggie Kimberly). O filme substitui o requinte e elegância dos anteriores, pela maior malvadez das mortes, onde se vai desde o esmagar de um crânio entre as mãos, a deitar ácido sobre uma das vítimas e atirar outra de um primeiro andar, depois de convenientemente a embrulhar nas cortinas da janela. Os diálogos são pobres e as interpretações demasiado simples (excepção para a interpretação de Michael Ripper). O filme tem a curiosidade de ter no papel da múmia, Eddie Powel, um habitual duplo de Christopher Lee. Tal como acontecera no filme anterior, a pesada caracterização transforma o rosto da múmia numa amálgama de gesso, através da qual não é possível qualquer traço interpretativo.

Produção:
Título original: The Mummy’s Shroud; Produção: Seven Arts – Hammer Film Productions; País: Reino Unido; Bray Studios; Ano: 1967; Duração: 86 minutos; Distribuição: Twentieth Century-Fox Film Corporation; Estreia: 15 de Março de 1967 (EUA).

Equipa técnica:
Realização: John Gilling; Produção: Anthony Nelson Keys; Argumento: John Gilling baseado numa história de John Elder [Anthony Hinds]; Música: Don Banks; Supervisão Musical: Philip Martell; Fotografia: Arthur Grant (filmado em Deluxe); Direcção Artística: Bernard Robinson; Montagem: James Needs; Cenários: Don Mingaye; Caracterização: George Partleton; Guarda-roupa: Molly Arbuthnot; Efeitos Especiais: Bowie Films Ltd.

Elenco:
André Morell (Sir Basil Walden), John Phillips (Stanley Preston), David Buck (Paul Preston), Elizabeth Sellars (Barbara Preston), Maggie Kimberly (Claire de Sangre), Michael Ripper (Longbarrow), Tim Barrett (Harry Newton), Richard Warner (Inspector Barrani), Roger Delgado (Hasmid), Catherine Lacey (Haiti), Dickie Owen (Prem), Bruno Barnabe (Faraó), Toni Gilpin (Mulher do Faraó), Toolsie Persaud (Kah-to-Bey), Eddie Powell (A Múmia), Andreas Malandrinos (Director do Museu).

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