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The ReptileFilmado ao mesmo tempo, e nos mesmos cenários que “The Plague of the Zombies”. “A Mulher Serpente”, teve, como ele, direcção de John Gilling e produção de anthony Nelson Keys. Escrito por Anthony Hinds, a história apresenta uma original abertura ao exotismo asiático. “A Mulher Serpente” foi exibido em alguns mercados com “Rasputin, the Mad Monk” de Don Sharp.

Sinopse:
Quando encontra em casa uma nota vinda da mansão dos Franklin, Charles Spalding corre à mansão, mas é mordido por um monstro, e morre com o rosto negro, e espumando da boca. O seu corpo é deixado na aldeia pelo malaio que serve os Franklin. Harry Spalding (o irmão do falecido) e a esposa Valerie chegam à aldeia para reclamarem a propriedade, mas são mal recebidos. Após serem avisados que um mal assola a região, vêem morrer à sua porta Mad Peter, o louco local, com os mesmos sintomas. Harry e Valerie conhecem então o Dr. Franklyn, que os convida para jantar na sua mansão, mas mostra uma rigidez cruel no tratamento da sua filha Anna, que vive como prisioneira. Harry é então ajudado pelo dono do bar local, Tom Bailey, e juntos descobrem que ambas as mortes recentes se devem a uma misteriosa mordedura. Numa noite, o criado malaio dos Franklin deixa uma carta à porta dos Spalding, que é supostamente uma mensagem de Anna a pedir que a salvem. Harry corre à mansão, e tal como acontecera com o irmão é mordido. Mas ao contrário do irmão consegue chegar a casa, onde sob os cuidados de Valerie e Tom, recupera. Sem saber o que aconteceu, Valerie dirige-se à mansão para saber o que se passa com Anna. Anna é o réptil que sob ajuda do malaio, e contra as tentatvas do seu pai, ataca as pessoas. Estando no momento de mudança de pele, abriga-se nas fontes sulfurosas do subsolo em busca de calor. Perante os novos ataques, o Dr. Franklyn decide matar a filha, mas é atacado pelo malaio. No combate o malaio cai na fonte vulcânica, morrendo, e originando um incêndio na caverna. A luta é testemunhada por Valerie, e o Dr. Franklyn impede a sua fuga fechando-a numa sala onde ela morrerá queimada. Quando tenta fugir, o Dr. Franklyn é mordido e morto pelo réptil, mas quando este tenta matar Valerie, a chegada de Harry e Tom, que partem os vidros da sala, origina uma entrada de ar frio que paralisa o monstro. Harry, Valerie e Tom fogem, deixando atrás de si a mansão em chamas.

Análise:
De certo modo “A Mulher Serpente” completa “The Plague of the Zombies”, ambos realizados por John Gilling. Ambas as histórias se passam numa pequena aldeia da Cornualha, e em ambos os casos, o “mal” advém de algo importado do estrangeiro pela aristocracia colonialista (o voodoo no caso precedente, e religiões asiáticas no caso presente). De novo filmado por Arthur Grant, o filme é visualmente uma continuação de “The Plague of the Zombies”, na mesma atmosfera de assustadoras charnecas britânicas, dominadas pela silhueta da misteriosa mansão aristocrática. Desta vez a Hammer traz-nos uma história de mistério, com paralelos com “A Morte Passou Por Perto”, mas onde neste caso o monstro feminino é uma mulher serpente, que muda de pele, se comporta como réptil e precisa de temperaturas altas para sobreviver. De destacar a interpretação de Noel Willman (anteriormente visto em “Kiss of the Vampire”), na relação verdadeiramente ambígua de protecção e némesis do monstro (a sua filha Anna, interpretada por Jacqueline Pearce), que traz consigo como maldição e alter ego, de implicações freudianas. Com esta história a Hammer foge aos clichès habituais estreando um novo monstro, com pormenores originais, como a mudança de pele e a melodia cativante com que o monstro é atraído ou pacificado. Destaque ainda para o mais longo papel, até então, de Michael Ripper, um actor presente em tantos filmes da Hammer, mas só aqui com um papel importante.

Produção:
Título original: The Reptile; Produção: Seven Arts – Hammer Film Productions; País: Reino Unido; Bray Studios; Ano: 1966; Duração: 86 minutos; Distribuição: Twentieth Century-Fox Film Corporation; Estreia: 6 de Março de 1966 (Inglaterra).

Equipa técnica:
Realização: John Gilling; Produção: Anthony Nelson Keys; Argumento: John Elder [Anthony Hinds]; Música: Don Banks; Supervisão Musical: Philip Martell; Fotografia: Arthur Grant (colorido por Deluxe); Direcção Artística: Bernard Robinson; Montagem: James Needs; Cenários: Don Mingaye; Caracterização: Roy Ashton; Guarda-roupa: Rosemary Burrows; Efeitos Especiais: Bowie Films Ltd.

Elenco:
Noel Willman (Dr. Franklyn), Jennifer Daniel (Valerie Spalding), Ray Barrett (Harry Spalding), Jacqueline Pearce (Anna Franklyn), Michael Ripper (Tom Bailey), John Laurie (Louco Peter), Marne Maitland (Malaio), David Baron (Charles Spalding), Charles Lloyd Pack (Vigário), Harold Goldblatt (Solicitador), George Woodbridge (Velho Garnsey).

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