Chamada para a Morte, 1954

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Dial M for MurderE Hitchcock descobriu Grace Kelly! Com a estreia de “Chamada para a Morte” iniciava-se a breve colaboração de três filmes consecutivos entre Alfred Hitchcock e a preferida das suas divas: Grace Kelly. Continuando com a Warner Bros. Hitchcock voltava a filmar a cores (sempre com Robert Burks), e desta vez experimentando o 3D. Voltando a basear-no no teatro, Hitchock trabalhou um drama criminal de Frederick Knott, que também escreveu o argumento. Com Grace Kelly contracenavam Ray Milland, Robert Cummings e John Williams. Continuar a ler

Fim do ciclo “Mestres de ficção científica”

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"Blade Runner - Perigo Iminente" (Blade Runner, 1982) de Ridley Scott

Chega ao fim o ciclo dedicado a filmes de ficção científica baseados em livros de autores famosos. Foram 24 filmes, de 1902 a 2013, numa mostra da diversidade de um género que continua a mover estúdios, realizadores e público.

Sendo impossível abarcar todo o tema num só ciclo, espera-se que esta abordagem tenha suscitado interesse para a obra de alguns pensadores, cientistas e visionários, que de uma forma ou de outra têm provocado e estimulado o nosso pensamento e a busca dos limites do significa afinal ser humano num universo ainda por descobrir.

Textos adicionais

Ender’s Game – O Jogo Final, 2013

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Ender's GameSinopse:
Uma espécie alienígena chamada Formics atacou a Terra, dizimando milhões de seres humanos, até o acto suicida do comandante Mazer Rackham desfazer a nave mãe e salvar a Terra. Cinquenta anos depois a Terra prepara-se para resistir a novo ataque, e decidiu-se que as pessoas mais dotadas em estratégia, para comandar as defesas, são crianças. Entre elas está Andrew “Ender” Wiggin (Asa Butterfield), o protegido do coronel Hyrum Graff (Harrison Ford). Ender é levado para o mais avançado programa de treino de novos comandantes de estratégia, no qual vai ter que se conhecer a si próprio, às suas motivações, bem como aquilo que em si poderá inspirar outros a ser comandados por si. Continuar a ler

Listas – Film noir

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Film Noir

Nos anos 1940 popularizou-se nos Estados Unidos um conjunto de filmes que ficariam conhecidos como Film Noir. Sem ser propriamente um género (o noir pode ser drama, policial, thriller, espionagem, etc.), a expressão descreve uma estética (a do chiaroscuro, com planos, ângulos e sombras provindas do Expressionismo Alemão), em filmes filmados geralmente com baixo orçamento e actores menos conhecidos. As histórias reflectiam um cinismo social, de anti-heróis amorais, que faziam simplesmente o que era preciso para sobreviver na selva humana do seu tempo. Popularizados desde “Relíquia Macabra” (The Maltese Falcon, 1941), que projectou Humphrey Bogart, veriam a sua idade dourada terminar com “A Sede do Mal” (Touch of Evil, 1958), embora não tenham parado de inspirar todo o cinema que se lhes seguiu.

• 1941: High Sierra (O Último Refúgio) – Raoul Walsh
• 1941: The Maltese Falcon (Relíquia Macabra) – John Huston
• 1941: I Wake Up Screaming (Acordei aos Gritos) – H. Bruce Humberstone
• 1942: The Glass Key (Sou Eu o Criminoso) – Staurt Heisler
• 1942: This Gun for Hire (Aluga-se esta Arma) – Frank Tuttle
• 1943: Journey Into Fear (A Jornada do Medo) – Norman Foster, Orson Welles
• 1943: Shadow of a Doubt (Mentira) – Alfred Hitchcock
• 1944: Double Indemnity (Pagos a Dobrar) – Billy Wilder
• 1944: Laura (Laura) – Otto Preminger
• 1944: Murder, My Sweet (Enigma) – Edward Dmytryk
• 1944: Phantom Lady (A Mulher Desconhecida) – Robert Siodmak
• 1944: The Ministry Of Fear (Prisioneiros do Terror) – Fritz Lang
• 1944: The Woman in the Window (Suprema Decisão) – Fritz Lang
• 1944: To Have and Have Not (Ter ou nao Ter) – Howard Hawks
• 1945: Detour (Desvio) – Edgar G. Ulmer
• 1945: Fallen Angel (Anjo ou Demónio) – Otto Preminger
• 1945: Leave Her to Heaven (Amar Foi a Minha Perdição) – John M. Stahl
• 1945: Mildred Pierce (Alma em Suplício) – Michael Curtiz
• 1945: My Name is Julia Ross (Angústia) – Joseph H. Lewis
• 1945: Scarlet Street (Almas Perversas) – Fritz Lang
• 1945: The House on 92nd Street (A Casa da Rua 92) – Henry Hathaway
• 1945: The Strange Affair of Uncle Harry (Veneno que Liberta) – Robert Siodmak
• 1945: The Unsuspected (Sem Sombra de Suspeita) – Michael Curtiz
• 1946: Black Angel (O Anjo Negro) – Roy William Neill
• 1946: Gilda – Charles Vidor
• 1946: Lady in the Lake (A Dama do Lago) – Robert Montgomery
• 1946: Notorious (Difamação) – Alfred Hitchcock
• 1946: Somewhere in the Night (Uma Aventura na Noite) – Joseph L. Mankiewicz
• 1946: The Big Sleep (À Beira do Abismo) – Howard Hawks
• 1946: The Blue Dahlia (A Dália Azul) – George Marshall
• 1946: The Dark Corner (Perdido na Sombra) – Henry Hathaway
• 1946: The Killers (Assassinos) – Robert Siodmak
• 1946: The Postman Always Rings Twice (O Destino Bate à Porta) – Tay Garnett
• 1946: The Spiral Staircase (A Escada de Caracol) – Robert Siodmak
• 1946: The Strange Love of Martha Ivers (O Estranho Amor de Martha Ivers) – Lewis Milestone
• 1946: The Stranger (O Estrangeiro) – Orson Welles
• 1946: Undercurrent (Estranha Revelação) – Vincente Minnelli
• 1947: Body And Soul (Corpo e Alma) – Robert Rossen
• 1947: Boomerang (Crime Sem Castigo) – Elia Kazan
• 1947: Born To Kill – Robert Wise
• 1947: Brute Force (Brutalidade) – Jules Dassin
• 1947: Crossfire – Edward Dmytryk
• 1947: Dark Passage (O Prisioneiro do Passado) – Delmer Daves
• 1947: Dead Reckoning (Maldita Mulher) – John Cromwell
• 1947: Desert Fury (A Filha do Pecado) – Lewis Allen
• 1947: Desperate (Desesperado) – Anthony Mann
• 1947: Kiss Of Death (O Denunciante) – Henry Hathaway
• 1947: Nightmare Alley (O Beco das Almas Perdidas) – Edmund Goulding
• 1947: Out of the Past (O Arrependido) – Jacques Tourneur
• 1947: Possessed (Loucura de Amor) – Curtis Bernhardt
• 1947: Railroaded! – Anthony Mann
• 1947: Ride the Pink Horse (Do Lodo Nasceu Uma Flor) – Robert Montgomery
• 1947: Secret Beyond the Door… (O Segredo da Porta Fechada) – Fritz Lang
• 1947: The Brasher Doubloon (A Moeda Maldita) – John Brahm
• 1947: The Two Mrs. Carrolls (Inspiração Trágica) – Peter Godfrey
• 1947: T-Men (Moeda Falsa) – Anthony Mann
• 1947: The Lady from Shanghai (A Dama de Xangai) – Orson Welles
• 1948: Act of Violence (Acto de Violência) – Fred Zinnermann
• 1948: Call Northside 777 (A Verdade Triunfou) – Henry Hathaway
• 1948: Cry of the City (A Fera da Cidade) – Robert Siodmak
• 1948: Force Of Evil (A Força do Mal) – Abraham Polonsky
• 1948: Hollow Triumph (A Cicatriz ) – Steve Sekely
• 1948: Key Largo (Paixões em Fúria) – John Huston
• 1948: Naked City (Nos Bastidores de Nova Iorque) – Jules Dassin
• 1948: Pitfall (Caminho da Tentação) – André De Toth
• 1948: Raw Deal (Destino em Segunda Mão) – Anthony Mann
• 1948: Road House (Com o Amor Nasceu o Ódio) – Jean Negulesco
• 1948: Rope (A Corda) – Alfred Hitchcock
• 1948: Sorry, Wrong Number (Três Minutos de Vida) – Anatole Litvak
• 1948: The Big Clock (Olhos na Noite) – John Farrow
• 1948: The Street With No Name (A Rua sem Nome) – William Keighley
• 1949: Border Incident – Anthony Mann
• 1949: Criss Cross (Dupla Traição) – Robert Siodmak
• 1949: Caught (A Cilada da Ambição) – Max Ophüls
• 1949: Follow Me Quietly (Segue-me em Silêncio) – Richard Fleischer
• 1949: House Of Strangers (Sangue do Meu Sangue ) – Joseph L. Mankiewicz
• 1949: Side Street – Anthony Mann
• 1949: Shockproof (Liberdade Vigiada) – Douglas Sirk
• 1949: The Big Steal (O Grande Assalto) – Don Siegel
• 1949: The Set-Up (Nobreza de Campeão) – Robert Wise
• 1949: The Reckless Moment (Momento de Perdição) – Max Ophüls
• 1949: The Third Man (O Terceiro Homem) – Carol Reed
• 1949: They Live by Night (Filhos da Noite) – Nicholas Ray
• 1949: Thieves Highway (O Mercado dos Ladrões) – Jules Dassin
• 1949: Whirlpool (Turbilhão) – Otto Preminger
• 1949: White Heat (Fúria Sanguinária) – Raoul Walsh
• 1950: D.O.A. (Com as Horas Contadas) – Rudolph Maté
• 1950: Gun Crazy (Mortalmente Perigosa) – Joseph H. Lewis
• 1950: House by the River (A Casa à Beira do Rio) – Fritz Lang
• 1950: In a Lonely Place (Matar ou não Matar) – Nicholas Ray
• 1950: Kiss Tomorrow Goodbye (Coração de gelo) – Gordon Douglas
• 1950: Mystery Street (A Noite de 23 de Maio) – John Sturges
• 1950: Night and the City (Foragidos da Noite) – Jules Dassin
• 1950: Panic In The Streets (Pânico nas Ruas) – Elia Kazan
• 1950: Sunset Boulevard (Crepúsculo dos Deuses) – Billy Wilder
• 1950: The Asphalt Jungle (Quando a Cidade Dorme) – John Huston
• 1950: The File on Thelma Jordon (Duas Confissões) – Robert Siodmak
• 1950: Where Danger Lives (Infiel) John Farrow
• 1950: Where the Sidewalk Ends (O Castigo da Justiça) – Otto Preminger
• 1951: Ace In The Hole (O Grande Carnaval) – Billy Wilder
• 1951: Cry Danger (Grito de Alarme) – Robert Parish
• 1951: Detective Story (História de um Detective) – William Wyler
• 1951: He Ran All The Way (Desafio à Morte) – John Berry
• 1951: On Dangerous Ground (Cega Paixão) – Nicholas Ray
• 1951: Strangers On A Train (O Desconhecido do Norte-Expresso) – Alfred Hitchcock
• 1951: The Mob (Sombras no Asfalto) – Robert Parish
• 1951: The Prowler (O Cúmplice das Sombras) – Joseph Losey
• 1951: The Racket (Suborno) – John Cromwell, Mel Ferrer, Tay Garnett, Nicholas Ray, Sherman Todd
• 1952: Angel Face (Vidas Inquietas) – Otto Preminger
• 1952: Beware My Lovely- Harry Horner
• 1952: Clash by Night (Desengano) – Fritz Lang
• 1952: Kansas City Confidential (O Segredo dos Quatro) – Phil Karlson
• 1952: Scandal Sheet (Reportagem de Escândalo) – Phil Karlson
• 1952: Sudden Fear (Medo Súbito) – David Miller
• 1953: Inferno (Inferno) – Roy Ward Baker
• 1953: Niagara – Henry Hathaway
• 1953: Pickup on South Street (Mãos Perigosas) – Samuel Fuller
• 1953: Second Chance (Cruel Perseguição) – Rudolph Mate
• 1953: The Big Heat (Corrupção) – Fritz Lang
• 1953: The Blue Gardenia (A Gardénia Azul) – Fritz Lang
• 1953: The Hitch-Hiker (Arrojada Aventura) – Ida Lupino
• 1954: Black Widow (A Viúva Negra) – Nunnally Johnson
• 1954: Dangerous Mission (Neves Traidoras) – Louis King
• 1954: Dial M for Murder (Chamada para a Morte) – Alfred Hitchcock
• 1954: Human Desire (Desejo Humano) – Fritz Lang
• 1954: Pushover (Tentação Loira) – Richard Quine
• 1954: Suddenly (O Seu Ofício Era Matar) – Lewis Allen
• 1955: Bad Day at Black Rock (A Conspiração do Silêncio) – John Sturges
• 1955: The Desperate Hours (Horas de Desespero) – William Wyler
• 1955: Hell’s Island (A Ilha do Inferno) – Phil Karlson
• 1955: House of Bamboo (O Mistério da Casa de Bambú) – Samuel Fuller
• 1955: I Died a Thousand Times (Morri Mil Vezes) – Stuart Heisler
• 1955: Killer’s Kiss (O Beijo Assassino) – Stanley Kubrick
• 1955: Kiss Me Deadly (O Beijo Fatal) – Robert Aldrich
• 1955: The Big Combo (Rajada de Morte) – Joseph H. Lewis
• 1955: The Big Knife (No Reino da Calúnia) – Robert Aldrich
• 1955: The Night of the Hunter (A Sombra do Caçador) – Charles Laughton
• 1956: Accused of Murder – Joseph Kane
• 1956: A Kiss Before Dying (Um Beijo ao Morrer) – Gerd Oswald
• 1956: Beyond A Reasonable Doubt (A Verdade e o Medo) – Fritz Lang
• 1956: Slightly Scarlet (O Anjo Escarlate) – Allan Dwan
• 1956: The Killing (Um Roubo no Hipódromo) – Stanley Kubrick
• 1956: The Wrong Man (O Falso Acusado) – Alfred Hitchcock
• 1956: While the City Sleeps (Cidade nas Trevas) – Fritz Lang
• 1957: Nightfall – Jacques Tourneur
• 1957: Sweet Smell Of Success (Mentira Maldita) – Alexander MacKendrick
• 1957: The Unholy Wife (A Leviana) – John Farrow
• 1958: Party Girl (A Rapariga Daquela Noite) – Nicholas Ray
• 1958: Touch of Evil (A Sede do Mal) – Orson Welles
• 1958: Vertigo (A Mulher que Viveu duas Vezes) – Alfred Hitchcock

Mahler, Delírio Fantástico, 1974

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MahlerSinopse:
O compositor Gustav Mahler (Robert Powell) regressa de comboio a Viena, com a sua esposa Alma (Georgina Hale). A viagem serve como um momento de reflexão, na qual Mahler revê episódios da sua infância, a sua relação tempestuosa com a esposa, a luta para triunfar musicalmente, a origem das suas inspirações, e a sua polémica conversão ao catolicismo para garantir lugares na música vienense. Continuar a ler

Contacto, 1997

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Sinopse:
A Dr. Ellie Arroway (Jodie Foster) é uma astrónoma que desde a infância se interessou por comunição à distância, e que desde a morte dos pais se passou a dedicar à busca de vida extraterrestre. O seu trabalho é, no entanto, constantemente minado pelo seu superior da National Science Foundation (NSF), David Drumlin (Tom Skerritt), levando-a a procurar financiamento privado junto do magnata S. R. Hadden (John Hurt). É quando trabalha em Arecibo, que Ellie descobre uma comunicação que vem de Vega, a 26 anos luz. Desde logo os políticos, e o próprio Drumlin, tomam controlo do projecto, tendo que decidir o que fazer com a comunicação, e com os esquemas que a integram, sem descurar as implicações religiosas, aqui representadas pelo teólogo Palmer Joss (Matthew McConaughey). Continuar a ler

Confesso!, 1953

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I ConfessDepois de um ano em que não estreou nenhum filme (algo que só acontecera em 1933), chegava aquele que era a mais longa produção de Alfred Hitchcock, após um período marcado por pausas, como a do casamento da sua sua filha Patricia, e da dissolução da Transatlantic Pictures, que Hitchcock fundara com Sidney Bernstein. Continuando a trabalhar para a Warner Bros., Alfred Hitchcock mantinha-se no domínio do preto e branco, agora que encontrara o director de fotografia que mais tempo ficaria consigo, Robert Burks. O novo filme, era aquele em que Hitchcock mais se aproximaria do imaginário religioso, numa história de culpa, baseada numa peça de teatro do início do século. Como actores, Hitchcock contava agora com Montgomery Clift, Anne Baxter, Karl Malden, Brian Aherne e O. E. Hasse. Continuar a ler

2010 – O Ano do Contacto, 1984

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2010Sinopse:
Nove anos depois da missão Discovery ter falhado, a União Soviética prepara uma missão espacial a Júpiter, e aceita levar consigo três cientistas americanos, entre eles Heywood Floyd (Roy Scheider), o mentor da missão original, e o Dr. R. Chandra (Bob Balaban), o criador do computador HAL 9000 que gerira essa missão. A chegada à órbita de Júpiter decorre sem problemas, mas após a entrada na Discovery, reactivação de HAL, e novo contacto como o monólito negro, estranhas mensagens começam a chegar de uma fonte que se identifica como Dave Bowman, o astronauta desaparecido em 2001. Em breve a missão descobre que talvez corra um perigo não previsto.

Análise:
Depois do filme de Stanley Kubrick “2001: Odisseia no Espaço” (2001: A Space Odissey, 1968) ter sido quase unanimemente considerado um marco no cinema de ficção científica, tornava-se tão apetecível tentar continuar a saga escrita por Arthur C. Clarke, como arriscado fazê-lo sem baixar a fasquia atingida com a obra original. Sob a chancela da MGM/UA, em 1984 surgiu a sequela àquele filme, com mais uma adaptação de uma obra do célebre autor ficção científica.
Desta vez realizado por Peter Hyams, “2010 – O Ano do Contacto” foi protagonizado por Roy Scheider, no papel de Heywood Floyd (no filme anterior interpretado por William Sylvester), num elenco muito sólido, que incluía Helen Mirren, Bob Balaban e John Lithgow. Keir Dullea no papel de Dave Bowman e Douglas Rain como a voz HAL 9000 repetiram os papéis do filme de Kubrick.
Clarke terá sondado Kubrick para que este realizasse o filme, mas o realizador não estava interessado, e quando Peter Hyams pegou no projecto teve o acordo de, tanto Clarke, como Kubrick. Tal como acontecera com “2001: Odisseia no Espaço”, o escritor acompanhou o trabalho do realizador no desenvolvimento do projecto, para que este continuasse fiel à sua visão. O resultado foi um filme, que os críticos insistem em comparar como um irmão pobre do seu antecessor, mas que, se nos libertarmos dessas comparações, se revela um filme muito bem conseguido.
Mais uma vez, o que se destaca é a simplicidade quase espartana de acontecimentos, fugindo-se aos sensacionalismos muitas vezes presentes neste género. Os efeitos especiais (brilhantes, por sinal) são aqui apenas uma ferramenta da história, não estando presentes como uma distracção, nem para brilhar por si próprios. O enredo é simples, e perfeitamente coerente com o do filme de Kubrick, e temos aqui a mesma obsessão com a pureza do realismo em termos físicos que caracterizara “2001”.
Embora com uma estética muito próxima da de “2001” (com alguns dos mesmos cenários a serem aqui replicados), faltará no entanto alguma da beleza poética e aura de mistério que acompanhavam o filme de Kubrick. Tornando-se uma obra mais directa, “2010” é por isso também um menos compensador, respondendo onde “2001” questionava.
Da história destaca-se o levantar da ponta do véu quanto ao mistério anterior, com respostas sobre o comportamento de HAL (que aparentemente foi forçado a mentir, e por isso entrou em incoerências internas) e sobre o propósito do monólito negro (um guardião de uma nova fonte de vida, em Europa, lua de Júpiter).
Tal como em “2001”, não faltam, no entanto, motivos para nos fazer pensar sobre o papel do homem no universo, a nossa origem, o nosso comportamento perante novos mundos, e a pequenez das guerras terrestres perante a grandeza do universo. Estas são como que um ruído de fundo na missão da nave Leonov, assentes no escalar da tensão resultante da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Como curiosidade note-se a capa da revista Time, em que como líderes norte-americano e soviético vemos os retratos de Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick. O primeiro tem mesmo um pequeníssimo cameo no iníco do filme.

Produção:
Título original: 2010; Produção: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM); País: EUA; Ano: 1984; Duração: 111 minutos; Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM); Estreia: 7 de Dezembro de 1984 (EUA), 19 de Abril de 1985 (Portugal).

Equipa técnica:
Realização: Peter Hyams; Produção: Peter Hyams; Produtores Associados: Jonathan A. Zimbert, Neil A. Machlis; Argumento: Peter Hyams [baseado no livro de Arthur C. Clarke]; Fotografia: Peter Hyams [filmado em Panavision, cor por Metrocolor]; Design de Produção: Albert Brenner; Montagem: James Mitchell; Efeitos Especiais: Richard Edlund; Música: David Shire; Figurinos: Patricia Norris; Cenários: Rick Simpson; Caracterização: Michael Westmore.

Elenco:
Roy Scheider (Dr. Heywood Floyd), John Lithgow (Dr. Walter Curnow), Helen Mirren (Tanya Kirbuk), Bob Balaban (Dr. R. Chandra), Keir Dullea (Dave Bowman), Douglas Rain (voz de HAL 9000), Madolyn Smith Osborne (Caroline Floyd), Dana Elcar (Dimitri Moisevitch), Taliesin Jaffe (Christopher Floyd), James McEachin (Victor Milson), Natasha Shneider (Irina Yakunina), Vladimir Skomarovsky (Yuri Svetlanov), Mary Jo Deschanel (Betty Fernandez, Mulher de Bowman), Elya Baskin (Maxim Brajlovsky), Saveliy Kramarov (Dr. Vladimir Rudenko), Oleg Rudnik (Dr. Vasili Orlov), Victor Steinbach (Mikolaj Ternovsky), Jan Tríska (Alexander Kovalev).

Expressionismo alemão

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Expressionismo alemãoDo final da I Guerra Mundial, até à ascenção do nazismo ao poder na Alemanha em 1933, destacou-se no cinema da então chamada República de Weimar uma corrente estética, que ficou conhecida como Expressionismo. Com histórias que iam de antigos mitos germânicos a histórias quotidianas, exorcizava-se o mal estar social. Destacava-se o uso do chiaroscuro, dos planos em ângulos pouco ortodoxos, das linhas rectas, das perspectivas distorcidas e interpretações exageradas, que de um modo emocional pretendiam expressar o que de mais interno existe na alma humana. Foi um período de glória marcado pelas obras de Robert Wiene, Paul Leni, F. W. Murnau, G. W. Pabst, Carl Dreyer, Fritz Lang, entre outros, e inspiraria o cinema mundial para sempre.

Filmes mudos da República de Weimar:
• 1913: Der Student von Prag (O Estudante de Praga) – Stellan Rye, Paul Wegener
• 1919: Nerven (Nerves) – Robert Reinert
• 1919: Unheimliche Geschichten (Eerie Tales) – Richard Oswald
• 1920: Das Kabinett des Doktor Caligari (O Gabinete do Dr. Caligari) – Robert Wiene
• 1920: Der Golem, wie er in die Welt kam (The Golem: How He Came Into the World) – Paul Wegener
• 1920: Von Morgens bis Mitternacht (From Morn To Midnight) – Karlheinz Martin
• 1920: Algol – Tragödie der Macht (Algol) – Hans Werckmeister
• 1920: Genuine – Robert Wiene
• 1921: Der Müde Tod (A Morte Cansada) – Fritz Lang
• 1921: Schloß Vogelöd (O Castelo Maldito) – F. W. Murnau
• 1921: Die Bergkatze (The Wildcat) – Ernst Lubitsch
• 1921: Verlogene Moral (Torgus) – Hanns Kobe
• 1921: Die Hintertreppe (Escada de Serviço) – Leopold Jessner, Paul Leni
• 1922: Nosferatu, eine Symphonie des Grauen (Nosferatu, o Vampiro) – F. W. Murnau
• 1922: Phantom (Fantasma) – F. W. Murnau
• 1922: Dr. Mabuse, der Spieler (Dr. Mabuse) – Fritz Lang
• 1922: Vanina oder Die Galgenhochzeit (Vanina) – Arthur von Gerlach
• 1923: Erdgeist (Earth Spirit) – Leopold Jessner
• 1923: Die Straße (The Street) – Karl Grune
• 1923: Der Schatz, Georg Wilhelm Pabst
• 1923: Schatten: Eine nächtliche Halluzination (Shadows: a Nocturnal Hallucination) – Arthur Robison
• 1923: Raskolnikow (Crime and Punishment) – Robert Wiene
• 1924: Der Letzte Mann (O Último dos Homens) – F. W. Murnau
• 1924: Die Nibelungen (Os Nibelungos) – Fritz Lang
• 1924: Das Wachsfigurenkabinett (Waxworks) – Paul Leni
• 1924: Mikaël – Carl Theodor Dreyer
• 1925: Herr Tartüff (Tartufo) – F. W. Murnau
• 1925: Zur Chronik von Grieshuus (Reza uma História Antiga) – Arthur von Gerlach
• 1926: Faust: Eine deutsche Volkssage (Fausto) – F. W. Murnau
• 1926: Der Student von Prag (O Estudante de Praga) – Henrik Galeen
• 1926: Geheimnisse einer Seele (O Estranho Caso do Professor Matias) – Georg Wilhelm Pabst
• 1927: Metropolis (Metrópolis) – Fritz Lang
• 1929: Die Büchse der Pandora (A Boceta de Pandora) – Georg Wilhelm Pabst

Filmes produzidos no estrangeiro:
• 1918: Der Mandarin (The Mandarin) – Fritz Freisler (Áustria)
• 1924: Orlacs Hände (As Mãos de Orlac) – Robert Wiene (Áustria)
• 1924: Aelita (Aelita: Queen of Mars) – Yakov Protazanov (URSS)
• 1924: Die Stadt ohne Juden (The City Without Jews) – H.K. Breslauer (Áustria)
• 1926: Shinel (The Overcoat) – Grigori Kozintsev, Leonid Trauberg (URSS)
• 1927: The Cat and the Canary (O Legado Tenebroso) – Paul Leni (EUA)
• 1927: Sunrise: A Song of Two Humans (Aurora) – Fritz Lang (EUA)
• 1927: The Lodger: A Story of the London Fog (O Inquilino Sinistro) – Alfred Hitchcock (Inglaterra)
• 1928: The Man Who Laughs (O Homem Que Ri) – Paul Leni (EUA)

Filmes sonoros da República de Weimar:
• 1931: M (Matou) – Fritz Lang
• 1932: Vampyr (Vampiro) – Carl Theodor Dreyer
• 1932: Das Testament des Dr. Mabuse (O Testamento do Dr. Mabuse) – Fritz Lang

Matadouro 5, 1977

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Slaughterhouse FiveSinopse:
Billy Pilgrim (Michael Sacks) é um homem que vive a sua vida como um conjunto de saltos temporais aleatórios que ele não controla. Acompanhamos erraticamente a sua experiência na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, a qual vemos intercalada por momentos da sua vida após casar, ter filhos e assistir à morte da esposa, resistir à tentativa dos filhos de o colocar num lar para idosos, e por fim, ser transportado para o planeta Tralfamadore, para copular com a actriz de filmes eróticos, Montana Wildhack (Valerie Perrine). Continuar a ler

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